<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964</id><updated>2012-01-23T14:42:43.057-08:00</updated><title type='text'>MaranaTha, por Breno Alves</title><subtitle type='html'>Textos que falam de Deus, com Deus e para Deus, frutos de minhas experiências como filho d'Ele</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-8824835285559157078</id><published>2012-01-23T14:34:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T14:42:43.065-08:00</updated><title type='text'>À PROCURA DO SILÊNCIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3I0ZzzblUpk/SX49BN-wd1I/AAAAAAAAAeU/okrycLVw8GM/s400/sil%C3%AAncio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3I0ZzzblUpk/SX49BN-wd1I/AAAAAAAAAeU/okrycLVw8GM/s400/sil%C3%AAncio.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br face="trebuchet ms"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vivemos uma vida cheia de ruídos. Dos headphones do seu Ipod, dos motores e das descargas dos carros que atulham ruas e avenidas, das conversas animadas com seus amigos nas rodas de bar, da escura profusão de sons e cores das boates, de todos os lugares brotam, incessantemente, ruídos, barulhos, vozeria, música estridente. Vivemos o tempo do barulho como regra geral de convivência social, como imperativo de comunicação, de disseminação de idéias, de valores e de tendências. Quando se quer dizer algo, já não vale mais simplesmente o “falar”; ao contrário, as palavras precisam ser berradas, gritadas, acompanhadas dos mais dissonantes acordes, das músicas mais tresloucadas, dos sons mais grandiloqüentes. Vivemos o tempo em que a expressão parece buscar sempre o exagero, o desvairado, em que as pessoas não falam pela necessidade simples do “dizer” o que é importante, mas precisam “extravasar”, “deitar fora”, “falar pra todo o mundo ouvir” o que se passa em seus corações e mentes. Parece-me que já não é necessário o “que” dizer (ou o “por que” dizer), mas sim o “como”.&lt;br /&gt;&lt;br face="trebuchet ms"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em resposta a tudo isso, vem à nossa memória o tão esquecido silêncio. Sim, o silêncio dos excessivamente piedosos, dos sem-graça, dos que não sabem aproveitar a  vida, dos que enchem os bancos das igrejas, dos recatados, dos estranhos. Esse silêncio tão renegado aos corredores dos conventos, seminários e monastérios; silêncio desterrado do dia-a-dia das pessoas, como intruso indesejável e sinônimo da falta do que fazer e do que dizer; silêncio tão contrário ao ensurdecedor toque das guitarras das bandas de heavy metal; silêncio tão inimigo da batida eletrônica incessante das noites dos jovens, que se esbaldam na droga e no sexo em festas intermináveis; silêncio abolido das bocas e dos olhares dos que amamos e dos que nos amam, relacionamentos marcados por palavras e sons demais, e gestos de menos.&lt;br /&gt;&lt;br style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Viver o silêncio hoje é como experimentar uma realidade muito antiga, quase medieval, em que as vidas das pessoas eram marcadas pelo ritmo lento dos acontecimentos e as pessoas tinham tempo de observar (mais do que falar sobre) aquilo que havia à sua volta. Não se quer, aqui, traçar um painel histórico ou antropológico do papel do silêncio na vida do homem, mas simplesmente fazer recordar tempos em que ele ainda fazia parte da vida das pessoas. Tampouco de trata de uma volta ao passado, um ranço de nostalgia em meio a desilusões com o tempo presente, mas trazer ao centro da nossa vida esse silêncio tão necessário aos dias de hoje, porque tão rico na sua experiência em deixar calar as nossas vozes para que uma outra Voz possa falar.&lt;br /&gt;&lt;br style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não é à toa que o silêncio traz à mente, de cara, os nossos conhecimentos e vivên-cias religiosos. O silêncio faz parte dos ensinamentos da Igreja a respeito do conhecimento de Deus, como caminho de autoconhecimento e experiência pessoal com a Trindade a partir da vida interior. Está nas passagens bíblicas, especialmente nos Evangelhos, nos quais vemos a importância do recolher-se, do meditar, do “guardar as coisas no coração” como sinais de fecundidade nas vidas de Jesus e Maria; está nos escritos da Igreja dos primeiros séculos, especialmente dos Padres do deserto; nas pregações e confidências dos santos, bem como em suas experiências ascéticas; nas recomendações do Magistério da Igreja, como linha pastoral e doutrinária que leva à experiência de Cristo no dia-a-dia dos fiéis; está na herança litúrgica recolhida ao longo dos séculos, pela qual se descobre que o encontro com Cristo passa pelo recolhimento e discrição dos gestos, e não pelo espalhafato das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No entanto, como quase tudo o que diz respeito às práticas cristãs (e católicas), o silêncio ficou fora de moda, virou coisa do passado, artigo de museu. Para sobrevi-ver, teve de se esconder nos claustros, nas celas conventuais, nas orações dos mon-ges. Teve de fugir, inclusive, das novas tendências dentro da própria Igreja, tão marcada atualmente pelo louvor, pelas práticas de fé regadas a muitas lágrimas, cantos e danças. Virou coisa de santo que se coloca nos andores, nos presbitérios, virou relíquia de um passado religioso muito distante – e sinônimo do lado sombrio de Deus. Ganhou ranço de velha sacristia, odor de incenso de missa rezada em latim.&lt;br /&gt;&lt;br style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Propor a volta do silêncio, pois, não só à nossa vida religiosa como também ao nosso cotidiano não é das tarefas mais fáceis. Mas torna-se imprescindível antes à necessidade de um encontro cada vez profundo com esse Deus de Amor, distante das nossas orações e da intimidade do nosso coração. Quando há barulhos demais, não há espaço para que nossas lágrimas falem, o nosso jejum de vida interior se manifeste, a nossa desorientação fique a descoberto. Quando há barulhos demais em nossa alma, com muitas vozes clamando por atenção e atraindo a nossa sede de sentir, o próprio Deus, que respeita a nossa decisão e a nossa liberdade, não encontra ocasião para falar.&lt;br /&gt;&lt;br style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É próprio de Deus falar com a voz do silêncio porque o silenciar é a primeira manifestação interior da busca por Ele, da necessidade interior de acercar-se de Sua Graça. Ou ainda, é a primeira prova de nosso amor por Ele, já que denota toda a disponibilidade do nosso coração e da nossa alma ao seu chamado e ao seu encontro. Há que mencionar aqui, entretanto, a nossa grande má vontade em encontrar-se com esse Deus que nos parece frio, tirânico, sem vida, insensível. Provavelmente, a grande fuga do silêncio se deve a uma fuga desse Encontro, haja vista que as nossas idéias erradas de Deus soterram toda a inclinação do nosso coração até Ele. Um Deus que fere por Suas duras palavras, que machuca na Sua incisiva condenação dos nossos pecados e faltas, que está sempre sério e carrancudo no Seu atuar e agir não merece a minha atenção.&lt;br /&gt;&lt;br style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Deus precisa fazer sentido pra mim, a fim de que eu queira encontrá-lO e faça dele a razão e o norte do meu ser e dos meus atos. E a chave para uma nova compreensão de Deus como Amor, como Pai, como Vida, como Sentido e Meta de nossa caminhada, passa pela experiência do silêncio. O silêncio como abandono nos Seus braços de Pai, que acalentam e suportam comigo das dores e os desafios da vida; o silêncio como ocasião de escuta de Sua mensagem de Amor, através da meditação das Sagradas Escrituras; o silêncio como meditação dos mistérios de Deus e das riquezas de sua criação, que se manifestam através da observação serena da natureza, das pessoas ao nosso redor e da vida que corre ante os nossos olhos; o silêncio como vivência da humildade, pelo reconhecimento das próprias dificuldades no caminho e pela confiança de que serão vencidas somente com a Graça que vem do alto; o silêncio como via de autoconhecimento e, através dele, do conhecimento do próprio Deus que habita no mais profundo do nosso ser; do silêncio como propiciador de paz interior, tão importante a que se formem consciências sãs e pessoas amadurecidas.&lt;br /&gt;&lt;br style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O silêncio descrito aqui não é somente o calar a boca. Há que calar também os outros sentidos, as inclinações interiores, a nossa vontade e, principalmente, a nossa alma e o nosso coração, para que possamos deixar Deus falar conosco. O silenciar diante do Pai enriquece-nos interiormente porque vem acompanhado de gestos concretos e genuínos de amor, de reverência, de mansidão e pequenez. Cria em nós a consciência de sermos filhos diante de Deus, permite-nos viver dessa dependência d’Ele como crianças que buscam confiança e fortaleza nos pais. Prepara-nos para a aventura de amor na vivência árida nosso cotidiano, porque é o espaço onde promovo o Céu na Terra, onde Deus se encontra comigo e manifesta todo o Seu Amor e a Sua Misericórdia. E, igualmente, é ocasião propícia a que aprendamos a ministrar este Amor como testemunho e missão em meio a pessoas e ocasiões na vida. O silêncio torna-se linguagem especial, pela qual expressamos um discurso rico de significados e sentidos, de valores que não se perdem porque estão impregnados de sabedoria e vida interior.&lt;br /&gt;&lt;br style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E, por fim, o silêncio é resposta madura e incisiva contra a corrente de ruídos que alienam, que despersonalizam e que nos tiram o foco do aprofundamento da nossa vida interior e do nosso crescimento pessoal. E, em última instância, que nos afastam desse Deus Pai que é próprio fundamento da nossa história e o sentido da nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-8824835285559157078?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/8824835285559157078/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=8824835285559157078&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8824835285559157078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8824835285559157078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2012/01/procura-do-silencio.html' title='À PROCURA DO SILÊNCIO'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3I0ZzzblUpk/SX49BN-wd1I/AAAAAAAAAeU/okrycLVw8GM/s72-c/sil%C3%AAncio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-5388161609157505644</id><published>2012-01-08T10:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T10:45:00.772-08:00</updated><title type='text'>O QUE VOCÊ QUER SER DE VERDADE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-NL9xc4rFDFs/Twnj9hwNd4I/AAAAAAAAAFI/_DE-3dEgYxw/s1600/identidade-digital-crescebrasil-20084.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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Este é o método eficaz de conhecimento que o modo de ver e utilizar inatos da sociedade atual elegeu como o mais brilhante para avançar tecnicamente e assim produzir cada vez mais. Conhecer tornou-se, assim, o ato de conceituar, classificar e determinar a utilidade dos objetos, ações de cunho científico e econômico que determinam a sua razão de ser. De certa maneira, tais métodos são aplicados também a muitos âmbitos da realidade concreta e, infelizmente, às relações pessoais e aos indivíduos. Segundo esta maneira de pensar, o conhecimento mútuo entre as pessoas passa pela averiguação das características próprias de cada um, sua classificação social, profissional e comportamental e pelo papel que elas cumprem na engrenagem comunitária onde o fazer vem antes do ser. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 115%;font-size:10pt;" &gt;Viver em sociedade hoje significa estar em um nicho delimitado, assumir atitudes e comportamentos previamente testados e aprovados, consumir produtos cuja fruição agrega valor e dignidade ao usuário e assumir uma ética onde os valores e as normas são ditados sob o controle restrito de tendências de mercado. Isso toca profundamente na definição da personalidade e no crescimento moral e ético das pessoas. Todos nós somos impelidos a aceitar conceitos que não nos definem e classificações que não nos ajudam a amadurecer segundo nossa própria maneira de ser.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 115%;font-size:10pt;" &gt;A experiência plena de liberdade e maturidade passa por um sadio autoconhecimento, por meio do qual aprendemos que somos fruto de uma história de vida escrita a quatro mãos, as nossas e as de Deus. Além disso, ela nos ajuda a descobrir que viemos de Deus, de Sua Misericórdia, e que somos reflexo de Sua grandeza e dignidade. Somos irrepetíveis, dons incomparáveis que se traduzem em riquezas para nosso próximo e que não se podem classificar em meras categorias de funcionalidade e valor social. Percebo que a angústia percebida no coração e na alma das pessoas é fruto dessa visão de mundo onde os conceitos que nos são impostos acabam determinando nossas escolhas de vida e ditando atitudes que não refletem nossa essência e nossa individualidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 115%;font-size:10pt;" &gt;É um desafio imenso para nós, cristãos, que somos chamados a dar testemunho dos valores evangélicos em face de um contexto social onde a moralidade é ditada por tendências e modismos e não pela dignidade própria de cada pessoa. A realeza de sermos filhos de Deus e templos da Trindade, apóstolos do amor misericordioso de Cristo que morreu e ressuscitou para nos dar vida plena, perde-se no emaranhado de uma cultura utilitarista e materialista. O critério do amor divino – que incita a agir, a viver e a ordenar tudo para o amor – é substituído pela ganância do maior lucro e do melhor resultado, indício de bem-estar neste meio individualista e competitivo em que estamos inseridos. Fazer frente a isso significa crescer à luz de princípios sólidos e exercer a liberdade e a caridade orientadas ao engrandecimento do Reino de Deus em nosso entorno social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 115%;font-size:10pt;" &gt;Cristo nos mostra quem somos verdadeiramente por meio do Seu Evangelho e Sua presença eucarística na Igreja. Como membros de Seu corpo, nos toca viver a caridade como imperativo ético e trabalhar para que a verdadeira dignidade humana, fundada sobre o respeito, a tolerância e a misericórdia, possa ser resgatada e plenamente vivida em nosso meio social. Para isso, é necessário que cresçamos heroicamente na nossa vocação dada por Deus, que respeitou e respeita nossa maneira de ser e nossa individualidade como regalos de amor para as outras pessoas e como agentes de transformação num mundo coletivista e massificado. A partir dessa auto-compreensão e da assunção das verdades cristãs que nos impulsionam a buscar e a viver a santidade, pode-se combater a concepção doentia de que as pessoas valem pelo que aparentam ou pelo que produzem, e não pelo que verdadeiramente são.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" line-height:115%;font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"  &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Nossa meta deve ser buscar a estatura de Cristo a partir dos dons e talentos que nos foram confiados, na certeza de que somos Filhos de Deus, criados por amor e para o amor. E, consequentemente, levar a outras pessoas a descobrirem-se portadoras do mesmo valor e da mesma missão. Isso implica lutar contra conceitos e classificações sociais destrutivos e nocivos, que levam à deturpação e manipulação da nossa imagem e do nosso papel social em atendimento a interesses que não nos convêm e que prejudicam nosso desenvolvimento pessoal. Nossa essência e nosso valor residem na Trindade e somente ela é critério válido para definir quem somos de verdade e a missão pela qual Deus nos chama a dar a vida, a fim de chegarmos à felicidade plena&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-5388161609157505644?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/5388161609157505644/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=5388161609157505644&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/5388161609157505644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/5388161609157505644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2012/01/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html' title='O QUE VOCÊ QUER SER DE VERDADE'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NL9xc4rFDFs/Twnj9hwNd4I/AAAAAAAAAFI/_DE-3dEgYxw/s72-c/identidade-digital-crescebrasil-20084.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-230853638927082171</id><published>2011-12-26T12:17:00.000-08:00</published><updated>2011-12-26T12:20:08.887-08:00</updated><title type='text'>NASCER</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Y4F5VlDGhiU/TaDRNL6nU3I/AAAAAAAAAUo/m1P8JI4CPXc/s1600/prematuro+em+mao+de+bebe+nao+se+pega.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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O tempo natalino sempre teve uma importância capital para mim, não somente pelo significado religioso – que me toca profundamente – mas pela carga de sentido humano que nos motiva à celebração e à revisão de vida. Muita coisa foi soterrada pela monstruosa comercialização dos símbolos e pela frieza com que nos acostumamos a vivenciá-la, mas percebo ainda dentro das pessoas um anelo profundo de que este tempo preencha de valor suas vidas empurradas ao sabor dos modismos e da perda dos sentimentos mais importantes. Os bons votos me incomodam porque dificilmente vão acompanhados de atitudes e posturas sinceras, que corroborem a mensagem e que realmente sejam o propulsor de uma mudança de mentalidade tão necessária para nós nestes tempos áridos. Por este motivo, busquei uma frase do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry já conhecida minha desde muito tempo e que andou dando muitas voltas na minha cabeça nesse tempo de preparação pro Natal: “Viver é nascer lentamente”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Muita da alegria agregada ao tempo natalino vem do fato de que ele tocou muito profundamente a nossa infância. As reuniões em família, a troca de presentes, a simbologia muito própria das luzes e das árvores, as expectativas dos tempos que viriam (e que trariam suas mudanças), tudo fascinava os nossos corações porque nos davam um sabor mágico, vivo e alegre. Ser criança é sempre deslumbrar-se e maravilhar-se com tudo o que nos rodeia (apesar de que isso, hoje em dia, está-se perdendo pela necessidade de adultização forçada que a sociedade empurra sobre nós); é ter coração, olhos e alma sempre abertos para as infinitas possibilidades da vida que se descortina diante de nós, e sempre dispostos a abraçar o sentido mais profundo das pessoas e das realidades, por conta da pureza e da inocência que nos é inata quando somos pequenos. Natal, para mim, significava o colorido de uma vida que se abria vagarosa e vivamente para mim, com a força dos desejos mais ternos de paz e alegria intermináveis. Significa a comunhão de vida, a força do amor renascendo constantemente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Viver é nascer lentamente. O nascimento de Cristo nos abre uma infinidade de símbolos que reforçam, hoje mais do que nunca, a necessidade de estarmos atentos a este tempo de Natal e a vivê-lo com muita profundidade. Para mim, o símbolo do nascimento em si é o que realmente importa, porque o sinal da Criança que vem ao mundo atendendo aos apelos de paz e união em Sua própria pessoa é forte demais para que eu perca em outras imagens, fúteis e infrutíferas (e que se intrometem em nossa imaginação em anúncios e em shoppings centers da vida). Cristo vem até nós como criança, e a imagem da sua pequenez e pobreza traduz um Natal que talvez tenhamos vivido mas que se perdeu sob o acúmulo de tantas desilusões e aparências. Um Natal de um Menino que nasce num tempo de esperas, um sinal vivo e singelo de que Deus age e continua a agir no meio de nós e está atento a nossas necessidades de crescimento e amadurecimento. Cristo se faz pequeno porque Deus se compraz na pequenez e na humildade, porque Ele sempre se manifesta no silêncio e na delicadeza da quietude. Faz-se pobre porque é na simplicidade que se revela claramente a essência da mensagem de amor que Deus nos transmite ao doar Seu Filho ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Este tempo nos estimula a viver Cristo que nasce em nosso coração e em nossa vida todos os dias, lentamente, como semente de uma existência carregada de sentido e preenchida pela grandeza de Deus. Natal não é um apenas um ponto festivo em nosso calendário ou uma desculpa social para reuniões de aparente cordialidade entre familiares e conhecidos, mas um acontecimento concreto que se atualiza constantemente em nós e que vai tomando paulatinamente nossa vida, curando nossas enfermidades interiores e nos tornando cada vez mais como Cristo, filhos pequenos e amados por Deus. Penso que aquele olhar maravilhado de quando éramos crianças, que nos permitia abraçar o infinito sem a necessidade de satisfações materiais criadas pelo consumismo, é a chave para compreender o significado profundo deste tempo que vivemos. É preciso ser pequeno, simples e singelo como as crianças para perceber o que Deus realmente deseja quando se faz homem no meio de nós. É preciso não perder de vista o significado profundo do Amor Encarnado para que não sejamos mero repetidores de modismos, mas testemunhas autênticas desse acontecimento profundo e misterioso: Deus está no meio de nós!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Cristo quer nascer lentamente em nossas vidas, quer nascer sempre em cada pequeno fato e circunstância de nossa existência. Quer levar sua pequenez e sua inocência de menino a todos os lugares saturados de frieza e solidão, de desamor e de egoísmo. Quer transformar desde dentro uma realidade que perdeu os valores essenciais e que vive de arremedos e falsas compensações. Com Cristo constantemente nascendo em nós, somos introduzidos no amor de Deus, um amor cálido e simples que responde aos nossos anseios mais profundos de uma vida vivida com beleza e alegria. Em Seu nascimento, somos chamados a viver como se nascêssemos todos os dias, experimentando a graça de abraçar a grandeza do Pai com o olhar terno e meigo de filhos amados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-230853638927082171?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/230853638927082171/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=230853638927082171&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/230853638927082171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/230853638927082171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2011/12/nascer.html' title='NASCER'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Y4F5VlDGhiU/TaDRNL6nU3I/AAAAAAAAAUo/m1P8JI4CPXc/s72-c/prematuro+em+mao+de+bebe+nao+se+pega.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-946748590785415614</id><published>2011-06-21T11:49:00.000-07:00</published><updated>2011-06-21T11:55:49.500-07:00</updated><title type='text'>AS CANÇÕES QUE FIZERAM PRA MIM</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images04.olx.com.br/ui/10/40/01/1293320438_150603901_1-Fotos-de--LOTES-DE-LPS-DISCOS-DE-VINIL-COMPACTOS-CDS-DVDS.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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 &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Escrever sobre música custa muito pra mim. Como mensagem definidora de quem eu sou, de como cresci e amadureci, bem como das escolhas e atitudes que assumi ao longo da minha vida, a música se tornou maiúscula e vital para entender a minha personalidade. Desde que eu me entendo por gente, sempre havia algum som embalando os grandes e pequenos acontecimentos do cotidiano, e a sensação de que a vida tem uma trilha sonora especial pra cada um tomou corpo em mim. No disco, no rádio, na vitrola, no CD, no cassete, no mp3, sempre havia uma canção tocando, e não era apenas um cenário ou um pano de fundo, mas algo fundamental para marcar os fatos e as datas, bem como todas as impressões deixadas bem fundo, como algo vivo, fundamental. Falar de música é difícil porque não é coisa para se definir, mas para sentir, e é como se fosse um aroma, que te leva a lugares, pessoas e épocas incríveis, e que costuram tudo em algo que só diz respeito a você, e mais ninguém. É difícil também porque, depois de tanto tempo, já escutei mais músicas do que as que poderia guardar, e todas elas, de alguma maneira, guardam um significado especial, único, decisivo. E é difícil, ainda, porque há uma torrente de músicas ainda não ouvidas, e que estão esperando ser executadas e apreendidas, e é um vício do qual é quase impossível se desfazer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Muitas das sensações que tive – e que encontraram eco nos valores que recebi e na minha vida espiritual – vieram acompanhadas de música. Tanto quanto a literatura (que irá merecer um post só dela...), ela teve (e tem) o papel de traduzir sonoramente as ideais, percepções e anelos que eu cultivo interiormente e que me fazem ver as coisas de maneira sempre instigante e surpreendente. Por isso, elaborei uma lista de música que calam fundo na minha alma e que me ajudaram a definir o pensamento e o espírito, sem um critério muito definido. São músicas que trazem mensagens ricas e soluções poéticas maravilhosas sobre temas que são muito caros pra mim. Elas falam aquilo sobre o que eu não consigo escrever...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;DE ONDE VEM A CALMA (Los Hermanos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zoCCssAajyA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=zoCCssAajyA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Canção com tintas muito biográficas, como se fosse um raio-X meu. Fala da ousadia de não caber em conceitos (um tema que me é muito caro...), mas de manter o espírito livre e confiante diante dos desafios. Me toca profundamente porque trata de incapacidades e fraquezas, as quais são superadas com delicadeza e fé e que deságuam num singelo autodomínio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;MAGAMALABARES (Marisa Monte)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=c1-qHjRp-_o"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=c1-qHjRp-_o&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Essa música tem uma frase que, pra mim, é fundamental: “Quem tem Deus como império, no mundo não está sozinho”. Poesia pura, e a voz da Marisa traz um lirismo que é de chorar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;CAÇADOR DE MIM (Milton Nascimento)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CfcDOaS-344"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=CfcDOaS-344&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A busca por mim mesmo, e a alegria de perder-se e encontrar-se no caminho. Conhecermo-nos e conhecer a graça que possuímos, na ousadia de saber que, dentro de nós, há a beleza da vida. A voz do Milton só reforça o caráter humano (e profundamente divino) da música, a qual me ajudou a prosseguir na luta pela conquista da liberdade interior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;LET IT BE (Beatles)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RdopMqrftXs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=RdopMqrftXs&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Música meio clichê dos Beatles, mas que, muito pela influência do meu pai, me pegou de jeito há muito tempo. Mensagem de despojamento, de entrega, de libertação, de confiança. E ainda uma interpretação mariana (“Mother Mary comes to me...”) que, se não foi intencional, deixa a música mais especial mim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;PUT YOUR RECORDS ON (Corinne Bailey Rae)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wkEeNpWMvgk"&gt;http://www.youtube.com/watch&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR" lang="PT-BR"&gt;?v=wkEeNpWMvgk&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Embora tenha um viés claramente feminino, a música me cativa pela opção pelo descompromisso e pelo convite à liberdade. A voz da Corinne e a melodia são de uma doçura ímpar, que me levam a buscar as coisas simples e boas da vida. E há ainda uma chamada irrecusável: coloque seu som pra tocar...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;THREE LITTLE BIRDS (Gilberto Gil)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Xv7AUpHt70o"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Xv7AUpHt70o&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Mais um convite à despreocupação, que parece ser uma sina muito particular minha. Uma vontade de enxergar as coisas sem pressa e com poesia, sem maiores preocupações que as que são inevitáveis. O arranjo que transforma o reggae em forró é um capítulo (especial) à parte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;FELICIDADE (Chicas)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YiHsZZm8enU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=YiHsZZm8enU&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O importante é que eu seja feliz! Este é o lema dessa música do Gonzaguinha que fala muito particularmente na minha alma. As vozes das Chicas são sublimes. A alegria, que se derrama quente no coração da gente, é o desejo velado de todos nós, que na música é traduzido de forma muito potente e muito rica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;OLHOS ABERTOS (Elis Regina)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5Njq-KRkFks"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=5Njq-KRkFks&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Minha carta de intenções pessoal, pra minha vida e pra minha vocação. Quem dera se, como sacerdote, eu pudesse “encontrar as pessoas e ficar de mãos dadas com elas, conversar com a boca e os olhos do coração”. Resume tudo o que busco como ser humano. O fato de ser cantada pela Elis só acentua a importância da mensagem...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;PACIÊNCIA (Lenine)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sXmWAOIWg3w"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=sXmWAOIWg3w&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Já escrevi um post inteiro com essa música. Me estimula a viver a vida com profundidade, na contramão da pressa das pessoas, dos fatos e dos sentimentos. É música pra meditar devagarinho, para pensar nossas escolhas pelo filtro do silêncio, da concentração e da sensibilidade da escuta. Quase um mantra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;SE EU QUISER FALAR COM DEUS (Pedro Mariano e César Camargo Mariano)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=VEjsmV6_TQU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=VEjsmV6_TQU&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A música da minha vida. Nunca escutei uma canção que refletisse tão bem a maneira como eu me vejo, como eu vejo a minha vida espiritual e a minha relação com Deus. Toda a verdade concentrada em poesia rica de significados, marcada pelo mistério e pela transcendência. Um convite a buscar as coisas do alto, as coisas do Pai. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-946748590785415614?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/946748590785415614/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=946748590785415614&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/946748590785415614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/946748590785415614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2011/06/as-cancoes-que-fizeram-pra-mim.html' title='AS CANÇÕES QUE FIZERAM PRA MIM'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-8380689834374464608</id><published>2011-06-14T13:17:00.000-07:00</published><updated>2011-06-21T11:59:04.450-07:00</updated><title type='text'>OS VELHOS E O MOÇO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.overmundo.com.br/uploads/banco/multiplas/1263477908_velhice.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;" &gt;Ao longo da minha vida, eu sempre tive muita vontade de fazer algum tipo de trabalho social, de me intrometer com alguma coisa relacionada ao cuidado com pessoas carentes. As coisas na minha vida começaram muito cedo, os estudos foram adiantados, a faculdade. Muito cedo também me envolvi com as coisas da Igreja, apostolados, atividades com a paróquia, depois com a Renovação Carismática, grupos de oração, formação de juventude. Por causa disso, essa comichão de trabalhar com algum ramo de assistência social acabou, infelizmente, relegada ao segundo plano. Na minha cabeça, estar metido com a evangelização das pessoas e com uma consistente vida espiritual já era coisa suficiente para ocupar meu tempo e para preparar meu futuro – também cedo detectado – no caminho da vida consagrada e sacerdotal. Achava muito interessante toda a onda do voluntariado, dos projetos de ajuda a dependentes químicos e outras coisas relacionadas à juventude, ou mesmo alfabetização de crianças, queria muito estar em tudo isso, mas penso que – por comodismo ou por covardia – a busca pela definição do futuro acabou atingindo uma dimensão grande e impositiva na minha vida. O caminho da entrada na universidade, passando pela definição do meu possível futuro profissional no Direito, até o início da minha vida religiosa foi extremamente acidentado, e as dificuldades todas me cegaram muito a outras coisas profundas que mexiam comigo. No entanto, o contato com o próximo, com as pessoas e com seus problemas íntimos, me fizeram enxergar muito profundamente a dimensão do cuidado integral do próximo em sua realidade concreta. Embora não atuasse concretamente em atividades que envolvessem auxílio efetivo a pessoas carentes, a dimensão desse cuidado norteava muito daquilo que eu fazia e pensava, bem como do que eu ansiava no meu caminho como futuro sacerdote.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;" &gt;Hoje, passado tanto tempo, eu me vejo trabalhando em um asilo com cerca de 80 idosos, envolvido diretamente com a realidade dessas pessoas e levando até elas muito daquilo que aprendi no meu relacionamento com Deus e com a graças obtidas na minha vida como noviço. Ganhei a oportunidade de, passados tantos percalços na minha luta para assumir e viver a minha vocação religiosa, trabalhar em prol do outro em uma dimensão mais serena, profunda, mas não menos radical. Vejo como presente de Deus poder concretizar hoje uma vontade antiga de servir às pessoas embalado por uma grande fortaleza interior, obtida por meio do meu crescimento espiritual e pelas muitas coisas que a vida me ensinou. E logo com pessoas idosas, que são o público-alvo mais lógico de trabalho se eu levar em conta que muito do trabalho apostólico que eu fiz na minha vida dentro da Igreja passou pelo contato com pessoas de mais idade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;" &gt;Sempre fui muito ligado a gente mais velha. Aprendi com os meus pais, desde criança, a fundamental importância do costume de escutar as pessoas, aprendendo com as suas histórias e seus exemplos. Desse hábito de ouvir eu tirei (e tiro) boa parte do conhecimento e da sabedoria que aplico para os mais distintos desafios que enfrento na minha vida diária. Por essa razão, os mais velhos sempre me atraíam, porque ouvi-los era sempre uma experiência deliciosa de aprendizagem por meio da descontração e da paciência. Acredito que as bagagens de vida que as pessoas trazem são tesouros incríveis que muitas vezes se perdem porque nos falta essa humildade e essa mansidão que a atividade da escuta traz para nós. Para mim, estar perto das pessoas com mais idade era, de fato, uma oportunidade única de receber informação privilegiada de fontes originais, únicas e saborosamente geniais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;" &gt;O clichê de pensar o asilo como lugar de serena tranquilidade, decadência e tristeza era fatalmente o que eu trazia comigo quando comecei a trabalhar. Por pouquíssimo tempo, essa imagem ainda persistiu, pelo menos até eu me dar conta de que idosos também eram seres humanos, e não pálidas fotografias de passados inconclusos. Para minha sorte, o contato com os idosos transformou radicalmente os conceitos embutidos, e um olhar mais cômico e sensível tornou a experiência de estar com eles algo muito mais intrigante e atraente. O asilo podia ser um lugar vibrante, alegre e (por que não?) revigorante. À luz do que via e ouvia deles, percebi que o trabalho seria uma oportunidade de troca de experiências e histórias sensacional, além de uma impactante lição de como as nossas vidas se desenrolam seguindo a lei eterna de causa e efeito. De fato, aquelas pessoas experimentam na pele as conseqüências lógicas do que fizeram (ou omitiram), e a tristeza de não poder refazer os passos passados. Isso lhes confere franca liberdade de expressão de e uma visão por vezes melancólica por vezes anedótica das coisas e pessoas. A sinuosa curva de emoções expressadas por eles são o motor de um cotidiano rico em descobertas, vivências e relacionamentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;" &gt;A minha resposta foi, naturalmente, de abertura a esse universo muito particular de afetos e sensações. Descobri que o fato da velhice não exclui das pessoas os sentimentos ruins, os desejos e as obsessões. Como já não devem nada a ninguém, eles se revelam por inteiro, sem máscaras, o que me deixou numa situação bastante confortável para conhecê-los e acolhê-los. Internamente, essa novidade calou em mim o desejo intenso de me desprender de conceitos inúteis e abraçar a vida com liberdade e espontaneidade. Ganhei o impulso de amar e servir ao próximo a partir da sua realidade concreta e da sua verdade pessoal, sem uma gota de julgamentos e condenações. Espiritualmente, foi rico entender que a vida passa rápido demais para que nos dediquemos somente a formatações, definições e regras, deixando de lado aquilo que é realmente importante e decisivo. Naquele lugar, a informação de que eu era seminarista foi completamente desimportante, o que me deixou aliviado em poder beber – sem obstáculos ou impedimentos – da alegria de poder compartilhar a vida com aquelas pessoas. E, logicamente, trazer para a minha vida religiosa informações utilíssimas de abertura, acolhida e amor serviçal. Ganhei em conteúdo de vida e em valorização do ser humano olhando-o de frente, sem dados adicionais. Foi radical e intenso, mas profundamente reconfortante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;" &gt;Como brinde, eu ainda percebi que tudo poderia ser exercido – o trabalho, o contato afetivo, o testemunho cristão – de uma forma simples, direta e franca. Como simplicidade é algo que vibra muito fortemente na minha vida interior (falarei mais sobre isso num texto posterior...), a prática no asilo grampeou toda a minha atenção e o meu interesse, fazendo com que tudo se tornasse bem mais prazeroso. A cada dia, uma nova janela de descobrimentos é aberta, e o mergulho fundo na realidade de cada um daqueles idosos me leva a repensar profundamente todos os paradigmas já assimilados, transfigurando-os para uma maneira muito bela de enxergar o próximo como apóstolo cristão. Um sentimento singelo de lar, de acolhida, de pertença a esse universo: aprendizagem verdadeira que me impulsiona a abraçar o sacerdócio como exercício de paternidade e de amor fraterno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-8380689834374464608?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/8380689834374464608/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=8380689834374464608&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8380689834374464608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8380689834374464608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2011/06/os-velhos-e-o-moco.html' title='OS VELHOS E O MOÇO'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-7924309047880284164</id><published>2011-06-05T18:54:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T19:00:39.055-07:00</updated><title type='text'>O ETERNO RETORNO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i772.photobucket.com/albums/yy4/eeyamane/maxcomment/retornar-150x150.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 150px;" src="http://i772.photobucket.com/albums/yy4/eeyamane/maxcomment/retornar-150x150.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;A última vez que escrevi alguma coisa para publicar neste blog foi há mais de um ano, em um período em que pairavam no horizonte dos meus pensamentos e dos acontecimentos da minha vida mais expectativas que certezas. Ao longo deste período, por impedimentos superiores e por própria falta de iniciativa pessoal, ele ficou relegado a segundo plano, embora sempre presente na minha cabeça, pelo carinho pelas coisas que tinha feito e por esforço pessoal de permanecer ligado a projetos que quase sempre são esquecidos por inércia ou preguiça. Este espaço nasceu como um depósito muito bem intencionado de textos que havia escrito ao longo dos muitos anos em que trabalhei com formação de juventude, sobretudo no tempo em que fiz parte da Renovação Carismática, acrescido de colaborações mais recentes que mantivessem o espírito daquilo que eu já havia fazendo, tanto no espírito como na forma. Porém, ao longo do tempo e com o acúmulo de atividades e prioridades, tais novos textos foram se tornando cada vez mais escassos e, para minha tristeza, engessados. Eram muito solenes, muito rígidos, e em nada lembravam o espírito espontâneo e livre esperado para um blog – e muito pouco condizente com a minha maneira de enxergar as coisas e interpretá-las para o meu crescimento pessoal e para o compartilhamento de ideias. De fato, escrever sempre foi – e é, sem sombra de dúvida – uma das minhas grandes paixões, se não for a maior de todas elas. É a maneira mais intrigante e surpreendente de falar do mundo e das coisas que passam com o nosso interior e é a que me sai de forma mais fluida e fácil. No entanto, com o amadurecimento das minhas ideias e dos meus sentimentos e todas as mudanças havidas com o curso da minha vocação, a minha forma de escrever já não correspondia com as coisas que me motivavam. Não se encaixavam com as minhas novas inspirações e aspirações, nem me pareciam agradáveis de compartilhar com as pessoas que porventura poderiam me ler. Por esta razão, o desejo de voltar a escrever deveria vir revestido dessa nova gama de sensações e possibilidades a fim de refletir, da melhor maneira possível, o que sou e o que quero dividir a partir dos textos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="trebuchet ms" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Obviamente, tudo o que foi escrito aqui – e o que virá adiante, certamente – tem como mote central a minha relação com Deus e maneira como essa relação me leva a observar o mundo e as pessoas. Por isso, o fato de ter entrado em uma comunidade religiosa, ter experimentado novas nuances da minha vida espiritual e ter avançado em idade e em maturidade a partir dessas vivências determina e determinará o rumo dos textos que se seguirão. A descrição dos acontecimentos havidos neste último tempo permanecerão ocultos, por serem absolutamente pessoais e intraduzíveis em palavras e frases. No entanto, estarão sempre nas entrelinhas e no emaranhado das percepções que tentarei imprimir, com mais fidelidade e espontaneidade, nas coisas compartilhadas neste blog. Deus, mais do que nunca, é o eixo a partir do qual a minha vida tem seguido, e falar dele – e das coisas e pessoas que, no fundo, acabam sendo seu reflexo – é mais do que um hobby, é necessidade de expressão. A minha própria visão d’Ele mudou ou, melhor dizendo, se transfigurou, o que me motiva a explorar novas formas e novos conceitos, sempre em fidelidade à minha história e ao meu crescimento pessoal. Deixou de ser somente o Deus Todo-Poderoso, que tudo sabe e que tudo vê, que está em todos os lugares e comanda o rumo dos acontecimentos. Virou, para minha sorte, o Pai, Paizinho, próximo, íntimo, familiar, tão junto de mim que chega a ser constrangedor (pra mim, obviamente) nas suas demonstrações de carinho e misericórdia. Daí o meu afastamento de formas duras e secas de expressão para abraçar maneiras que possam, ainda que imperfeitamente, traduzir o que se passa no meu interior, com essa suavidade, proximidade e liberdade que marcam minha amizade com o Pai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com o tempo, aprendi que a vida é circular, cíclica, com movimentos eternos de retorno e progressão. Estamos sempre voltando a pontos importantes da nossa história e do nosso interior, recebendo a herança do que foi sendo construído em nós como pilares do que queremos ser, a fim de caminhar ao encontro dos nossos anelos e das nossas realizações. Pessoalmente, desci fundo naquilo que vivi ao longo dos anos, não somente como fonte de interpretação do que acabei me tornando, mas como fruto da necessidade de descobrir as formas de expressão e pontos de crescimento a partir dos quais a minha personalidade e vida espiritual vão progredindo. Dessa descoberta, nasceu a certeza de que retornar para avançar é caminho natural de auto-sobrevivência. Precisamos ser fieis a nós mesmos, à nossa maneira de enxergar o mundo e de se relacionar com Deus e as pessoas, porque é o patrimônio mais valioso que possuímos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O retorno ao blog, portanto, está inserido no contexto de um regresso muito maior, mais amplo e mais importante na minha vida. É um retorno à essência da minha maneira de ser e de dialogar com o mundo, um retorno àquilo que gosto de fazer – que é escrever – de uma maneira desencanada, livre, espontânea e lúdica. Escrever com maturidade e sensibilidade, mas se preocupar demasiadamente com formatos e regras de expressão, com o gosto de saber que as pessoas vão ler pelo simples prazer de compartilhar ideias. Não dá pra falar de coisas que me tocam fundo e que representam muito pra mim com solenidade ou rebuscamento. Quero falar de mim, das coisas de que gosto, da minha vida e de Deus sempre com simplicidade e transparência, comprometido com a verdade do que vai pela minha cabeça e pelo meu coração.&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=" line-height: 115%;"&gt;Retornar para fazer melhor, para expressar melhor. Retornar para retomar e seguir adiante. Voltar a sentir o gosto do texto compartilhado, com o olhar que, sendo o mesmo, agora já é outro, porque sabe o que deseja contar e dividir. É essa a nova – e sempre velha – função deste espaço: dividir as experiências do cotidiano que revelam traços sensíveis e inusitados de Deus, que gera vida na minha vida e que dá sentido a tudo aquilo que penso e faço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-7924309047880284164?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/7924309047880284164/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=7924309047880284164&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/7924309047880284164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/7924309047880284164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2011/06/o-eterno-retorno.html' title='O ETERNO RETORNO'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i772.photobucket.com/albums/yy4/eeyamane/maxcomment/th_retornar-150x150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-2544520921752018380</id><published>2010-02-01T10:54:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T11:09:37.824-08:00</updated><title type='text'>LET IT BE!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.senhoradasdores.com.br/images/nossa_senhora_perpetuo_socorro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 324px; height: 408px;" src="http://www.senhoradasdores.com.br/images/nossa_senhora_perpetuo_socorro.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When I find myself in times of trouble&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Quando me encontro em períodos de dificuldades&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Mother Mary comes to me&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Mãe Maria vem até mim&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Speaking words of wisdom, let it be&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Falando palavras de sabedoria, "deixe estar"&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;And in my hour of darkness&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;E nas minhas horas de escuridão&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;She is standing right in front of me&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Ela está parada bem na minha frente&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Speaking words of wisdom, let it be&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Falando palavras de sabedoria, "deixe estar"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Victor Hugo costumava dizer: "A música está em tudo. Do mundo sai um hino”. Os sentimentos e emoções mais verdadeiros da alma humana já foram traduzidos em melodias e letras, reve-lando-nos o mais profundo de nós mesmos e da nossa relação com o mundo. O trecho acima foi retirado da letra de uma das músicas mais conhecidas dos Beatles, Let It Be, que consta do último disco da banda e foi composta por Paul McCartney. A idéia para o texto saiu de um so-nho que o músico teve com a sua mãe, já falecida, a qual teria lhe dado este conselho infalível: Lei it be! Ou, em bom português: Deixa estar! A banda estava no fim, os demais integrantes já estavam de olho em suas carreiras-solo, mas o último suspiro de alegria veio do anseio deses-perado de Paul na união do grupo, dado como conselho de sua mãe: Let it be!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É impossível não encontrar na letra da música um sentido religioso, embora o autor afirme não ter sido essa sua intenção. A força do texto, contudo, nos leva a uma profunda reflexão sobre as experiências de fé e amor que todos nós, católicos, temos com a Mãe de Deus. Da contem-plação do rosto de Maria, a expressão de conforto espiritual que dele emana nos revela a im-portância dela no itinerário que nos leva a Cristo. O papel de mãe, assumido diante de Cristo na Cruz (cf. Jo 19, 26-27), é para nós certeza da força de Deus diante dos desafios da nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De fato, o sofrimento, na grande maioria das vezes, nos leva para longe de Deus, porque não temos a sensibilidade de perceber o sentido oculto da dor, da pedagogia divina que se esconde na cruz que carregamos cotidianamente. Para nós, a experiência religiosa deveria ser algo marcado somente pelas satisfações do corpo e da alma, sendo a tristeza como que fruto de castigos e vinganças, que não se coadunam com a verdadeira imagem de Deus revelada por Cristo. Essa aparente contradição leva muitos de nós a desconfiar do amor de Deus e a buscar nas coisas e nas pessoas o sentido último da nossa felicidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quem tem a ousadia de viver o sofrimento e haurir dele a força de continuar caminhando, por-que entende que Deus sofre conosco, encontra junto de si essa Peregrina que, permanente-mente, nos diz palavras de sabedoria: “Deixe estar!”. A princípio, podem parecer palavras de acomodação; ao contrário, revelam a função de Maria nas nossas vidas, pois, como Mãe amo-rosa, ela cuida para que não caiamos, para que não esmoreçamos. Como Mãe, ela cuida de nós, e pede que deixemos Deus agir através do seu atuar materno: “Deixe estar!”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: center; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;And when the broken hearted people&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;E quando as pessoas com coração partido&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Living in the world agree,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Vivendo no mundo, concordarem&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;There will be an answer, let it be&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Haverá uma resposta, deixe estar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;For though they may be parted&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Porque embora possam estar separados,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;There is still a chance that they will see&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Ainda existe uma oportunidade que eles perceberão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;There will be an answer, let it be&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Haverá uma resposta, deixe estar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A resposta do amor de Deus passa pelo terno e doce olhar de Sua Mãe, que nos diz: “Deixe estar!”. Temos a pretensão de achar que a solução dos nossos problemas está em nossas mãos, e nunca fora de nós. Há muito Deus deixou de ser essa bússola moral e espiritual em quem ancoramos a nossa felicidade e o sentido de nossa vida. A conseqüência disso é a de-sagregação a que assistimos, pela qual vemos a pessoas viverem ilhadas em seus medos e angústias e separadas pela chaga da indiferença. O único meio de percebermos Deus na nos-sas vidas é através do amor, tal como nos ensina o apóstolo João: Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito” (I Jo 4, 11-12).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao pé da Cruz, a Mãe de Deus assume a responsabilidade de ser Mãe dos homens, Mãe dos remidos, Mãe da Igreja, e dessa forma tem agido ao longo dos séculos. Ela tem nos consolado nas aflições, tem nos auxiliado a sermos autênticos cristãos e desatado os nós que nos impe-dem de, no dia-a-dia, darmos testemunho do amor de Cristo para o mundo. Não é à toa, pois, que uma das principais pistas do amor de Deus por nós encontra-se em seu sorriso e olhar de Mãe, que nos dizem a cada dia: “Deixe estar!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;And when the night is cloudy,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;E quando a noite está nublada,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;There is still a light that shines on me,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Existe ainda uma luz que brilha sobre mim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Shine on until tomorrow, let it be&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Brilhe até amanhã, deixe estar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;I wake up to the sound of music&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Eu desperto para o som da música&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Mother Mary comes to me&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Mãe Maria vem até mim,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Speaking words of wisdom, let it be&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Falando palavras de sabedoria, "deixe estar"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a Mãe de Deus vem até nós para murmurar a cada dia, como Mensageira Admirável: “Deixe estar!”. Oxalá tivéssemos a humildade de reconhecer tão terno amor de Mãe, para que a nossa vida, tão marcada de dores e angústias, pudesse ser transformada pelo bálsamo daquela que acreditou (cf. Lc 1,45). O Papa João Paulo II disse: “Tu te tornas aquilo que contemplas”, Con-templar o rosto de Maria é o segredo para que dela aprendamos a verdadeira essência do ser e do atuar cristãos no mundo: deixemos estar o nosso coração diante das dificuldades, confi-ando em que Deus opere tudo em nós, através da nossa entrega e do nosso amor!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Música: LET IT BE (Lennon/McCartney), Apple Records, 1970&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-2544520921752018380?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/2544520921752018380/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=2544520921752018380&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/2544520921752018380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/2544520921752018380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2010/02/let-it-be.html' title='LET IT BE!'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-6616672363683042298</id><published>2009-08-15T05:02:00.000-07:00</published><updated>2009-08-15T05:05:04.272-07:00</updated><title type='text'>DIVINO MARAVILHOSO?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cQnPKZ9B9rI/SlpnS0Jl1KI/AAAAAAAAEPY/k14xh-Corrk/s400/cifr%C3%A3o+ok.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 308px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cQnPKZ9B9rI/SlpnS0Jl1KI/AAAAAAAAEPY/k14xh-Corrk/s400/cifr%C3%A3o+ok.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: center; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Atenção, precisa ter olhos firmes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pra este sol, para esta escuridão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atenção&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo é perigoso&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo é divino maravilhoso”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Caetano Veloso, em “Divino Maravilhoso”)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vivemos o tempo em que Deus parece querer se manifestar de uma maneira mais intensa, mais pródiga. As curas, dadas supostamente pela graça divina, vem até nós como alegorias de escolas de samba: apoteóticas, catárticas, cheias de luzes e cores. As manifestações do Espírito já não são brisas suaves, mas ventos realmente impetuosos, em que milhares de pessoas são tocadas pelo sentimento de profunda transformação interior, pelos milagres dados a granel. A vida já tem outro sabor: sem álcool, livre das drogas, libertos de todo o mal e indigência. As receitas de sucesso, baseadas na fé pessoal do povo, estão afinadas com a prosperidade, fruto da conversão operada pela ação oriunda desse Deus admirável e das idéias propagadas pelos melhores autores de auto-ajuda. Não há mais necessidade de dor e sofrimento, que mais parecem ranço de misticismo obscurantista, mas a felicidade é a tônica dessa maneira inédita de pregar Jesus Cristo Ressuscitado – aquele que é glorioso, não o que passou pela Cruz. Templos e templos encharcados da graças e lotados de gente faminta desse mesmo céu aqui na terra, observadora e objeto dessa monumental manifestação do alto. Mas, atenção, perdoem-me o inevitável trocadilho: a graça não é de graça. Para atravessar as portas do Paraíso, faz-se necessário contribuir com a sua décima parte, com o seu quinhão, a fim de que a graça chegue até você. A lógica é essa: você molha a mão de Deus e Ele se vê na contingência (ou seria obrigação?) de retribuir tudo em créditos pra vida futura, como carnê de prêmios. Pagamos o que é devido e depois, em qualquer templo pertinho da gente, a gente recebe em troca tudo o que demos em bênçãos e mais bênçãos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Visto assim, parece fácil ser cristão. A gente só deve ter em mente que Deus deve ser um desses fundos de investimento em que a gente coloca o nosso dinheiro na esperança de receber lucros em contrapartida. Esse Deus, que, definitivamente, não é o Deus em quem acredito, é o que é vendido nessas seitas ditas evangélicas que prosperam país afora, arrebanhando milhões de fiéis com a mensagem de mudança de vida como fruto do nosso pagamento.&lt;br /&gt;O dízimo, como manifestação de comunhão, de partilha de bens e dons do povo, é algo admirável. O que as pessoas colocam diante de Deus o fruto de seu trabalho é o que propicia a evangelização, a pregação missionária e o trabalho social desenvolvido pelas igrejas. Não é algo forçado ou a que se atribua uma compensação imediata, mas livre decisão de partilhar bens como gratidão a Deus por todas as graças alcançadas. Ele não necessita do nosso dinheiro como pagamento por tudo o que nos dá, mas nos inspira a doar tudo – isso mesmo, o dinheiro e, principal e fundamentalmente, a nossa vida – para que haja a ampliação de Seu Reino entre nós, propiciando a mudança na vida das pessoas a partir da manifestação da caridade. Nesse sentido, o Papa nos ensina, a partir de sua encíclica “Caritas in Veritate”: “A caridade dá verdadeira substância à relação pessoal com Deus e com o próximo; é o princípio não só das microrelações estabelecidas entre amigos, na família, no pequeno grupo, mas também das macrorelações como relacionamentos sociais, económicos, políticos. Para a Igreja — instruída pelo Evangelho —, a caridade é tudo porque, como ensina S. João (cf. 1 Jo 4, 8.16) e como recordei na minha primeira carta encíclica, « Deus é caridade » (Deus caritas est): da caridade de Deus tudo provém, por ela tudo toma forma, para ela tudo tende. A caridade é o dom maior que Deus concedeu aos homens; é sua promessa e nossa esperança”.&lt;br /&gt;Por essa razão, dízimo não é esmola ou pagamento, mas ação caritativa das pessoas como sinal de gratidão a Deus e de compromisso com o resgate da dignidade humana daqueles que necessitam. Da mesma forma, Deus não é mero distribuidor de graças, nem seu culto é show de prêmios, em que a quitação do carnê do dízimo é o que nos credencia a receber Seus favores. Essa espiritualidade que prega a prosperidade como fruto direto das doações dos fiéis e da aquisição de quinquilharias pretensamente abençoadas é repulsiva na medida em que nega a autêntica mensagem cristã e serve a interesses puramente comerciais.&lt;br /&gt;A vida em Deus não se baseia na lei da oferta e da procura, nem pelas demais regras do mercado. Ele não se deixa levar pela especulação econômica, nem é fruto de marqueteiros, que assumem as ideologias da moda a fim de obter sob seu controle um número maior de fiéis. As graças divinas, igualmente, não vem acompanhadas de adereços nem se prestam à compensação financeira, mas são fruto exclusivo da livre ação do Pai nas nossas vidas. O que vem de Deus não é anunciado nos anúncios de TV nem é vendido pelo telefone, mas é fruto do crescimento interior. É fruto da conquista pessoal da santidade, alcançada pela assunção da Cruz de cada dia – sim, é necessário recordar que Cristo passou por ela um dia – e pela abertura de coração, que nos leva a amar a Deus, sobretudo, e ao próximo como a nós mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-6616672363683042298?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/6616672363683042298/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=6616672363683042298&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/6616672363683042298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/6616672363683042298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2009/08/divino-maravilhoso_15.html' title='DIVINO MARAVILHOSO?'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cQnPKZ9B9rI/SlpnS0Jl1KI/AAAAAAAAEPY/k14xh-Corrk/s72-c/cifr%C3%A3o+ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-6645302801279199264</id><published>2009-05-09T08:21:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T08:27:21.711-07:00</updated><title type='text'>O FILHO PRÓDIGO</title><content type='html'>&lt;a href="http://botecoliterario.files.wordpress.com/2007/06/perdao-filho-prodigo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 445px; CURSOR: hand; HEIGHT: 599px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://botecoliterario.files.wordpress.com/2007/06/perdao-filho-prodigo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A Parábola do Filho Pródigo, encontrada no Evangelho de Lucas (15, 11-32), é um belíssimo ensinamento de Jesus a respeito do caráter salvífico e generoso da misericórdia de Deus. Ao relatar todo o processo de negação, queda e soerguimento do filho que despendeu todos os bens dados pelo Pai no mau uso de sua liberdade até descobrir seu amor magnânimo, Jesus ilustra de forma magistral a descoberta, que todos nós fazemos nas nossas vidas, da imensidão do amor de Deus frente aos nossos pecados e incoerências. Tal descoberta é feita, invariavelmente, porque em nós há uma grande sede de gozarmos de autonomia para viver da maneira que achamos ser a mais correta, de acordo com nossos próprios projetos, sem atentar para o papel de Deus que age em nós para nos iluminar acerca de nossa verdadeira felicidade e salvação.&lt;br /&gt;Inicialmente, o filho pede a sua parte da fortuna do pai (“Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca”), insatisfeito com a vida que levara até ali e desejando aproveitá-la ao limite, segundo sua própria consciência. Quando pecamos, o primeiro passo tomado é o da negação de Deus e daquilo que ele representa para nossa vida. Da mesma forma que o filho mais moço da parábola trata seu pai, caímos no erro de valorizarmos aquilo que Deus nos dá em detrimento do que Ele é para nós, eivados de extrema materialidade. É a manifestação de nosso caráter egoísta, centralizado em nós mesmos e na satisfação de nossos prazeres, em renúncia ao amor gratuito de Deus por nós.&lt;br /&gt;O passo seguinte é o distanciamento havido entre pai e filho (“partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente”). Ao negarmos Deus em nossas vidas, naturalmente a distância de propósitos elimina a intimidade de amor havido entre Ele e nós. Ele deseja-nos junto de si para, continuamente manifestar Seu amor e nos orientar no caminho da Verdade e da Paz; nós desejamos viver alheios a Ele, para, dessa forma, pudermos exercer soberanamente a nossa liberdade no exercício extremo de nosso arbítrio, de forma inconsequente e devastadora.&lt;br /&gt;Depois de se afastar de seu pai, o filho experimenta os efeitos nocivos do exercício extremado de sua liberdade: a queda, que o leva a vivenciar a perda da dignidade (“Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria”). Ao nos afastarmos de Deus e saborearmos os frutos de nossa liberdade falsa, porque embasada em substratos imorais e pela negação de nossa própria consciência, entendemos que se trata, na realidade, de liberalidade, que nos leva a eliminar os limites éticos de nossa vida em função de uma pretensa satisfação interior. De fato, o que vivenciamos é o espelho de nossa própria pequenez que, afastada de Deus, é incapaz de se dignificar (“Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava”).&lt;br /&gt;No “fundo do poço”, o filho reconhece o erro e descobre a graça da virtude da humildade, ao necessitar do auxílio do pai para recuperar-se (“Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância... e eu, aqui, estou a morrer de fome! Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti”). O reconhecimento da própria incapacidade de seguir segundo nossos próprios ditames éticos e morais leva-nos a, humildemente, reconhecer o projeto de felicidade e amor oriundo do amor de Deus (“já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados”). Este amor, vivo em nossa memória afetiva, impulsiona-nos a levantar e buscar o retorno a Ele, para bebermos novamente de Sua Graça (“Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai”).&lt;br /&gt;A misericórdia de Deus leva-O a “virar-se contra si mesmo”, segundo as palavras de Bento XVI na encíclica Deus É Amor. É quando a justiça e a misericórdia de Deus se harmonizam plenamente, quando Ele manifesta claramente o Seu amor imenso por nós (“Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou“). O filho reconhece-se pequeno frente ao pai e lhe demonstra seu constrangimento diante de seu amor (“O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho”). Para o pai, assim como para Deus, a presença do filho é ocasião de festa, pois o exercício do perdão permite o retorno à comunhão e ao projeto de felicidade proposto por Deus (“Comamos e façamos uma festa. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa”).&lt;br /&gt;O filho mais velho, ao perceber a festa feita pelo pai em homenagem ao filho que retornara, revolta-se, como ilustração de outra faceta de pecado que há no coração de todo homem: a prática da virtude como exercício de orgulho, não de humildade, e a consequente falta de caridade (“Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele”). O pai demonstra que a prática do amor e da misericórdia supera qualquer manifestação de divisão e é somente por ela que empreendemos a verdadeira comunhão (“Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado”).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-6645302801279199264?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/6645302801279199264/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=6645302801279199264&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/6645302801279199264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/6645302801279199264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2009/05/o-filho-prodigo.html' title='O FILHO PRÓDIGO'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-3383304844591825729</id><published>2009-04-14T19:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T19:50:17.172-07:00</updated><title type='text'>SER LIVRE EM DEUS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.puc-rio.br/campus/servicos/cloyola/evc/imagens/participar_da_vida_clip_image002_0000.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 344px; height: 344px;" src="http://www.puc-rio.br/campus/servicos/cloyola/evc/imagens/participar_da_vida_clip_image002_0000.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;A concepção cristã de liberdade parte de pressupostos que, ainda hoje, são impactantes pela ousadia com que Jesus nos apresentou a sua forma de relacionamento com o Pai e pela distância que nós, cristãos católicos, ainda temos de percorrer para conseguir abraçá-la tanto a nível espiritual quanto no nível de adesão eclesial. Jesus traz a sua mensagem libertadora amparado pela perspectiva de estrita relação amorosa com Deus. Este já não se configura somente como o Senhor da criação, a quem devemos o respeito e o temor, mas vem a nós transformado em nosso “Abbá”, em nosso Pai, que nos criou no amor e deseja, antes de tudo e partir de um relacionamento mais íntimo com o ser humano, fazer dele uma criatura realizada. O exemplo mais nobre dessa inédita concepção de Deus nos vem exposta pela parábola do Filho Pródigo (cf. Lc &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;15,11-32&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;: a relação entre pai e filho é marcada pelo respeito à liberdade de decisão e pelo amor que se pauta, sobretudo, pela misericórdia. Deus, igualmente, respeita a nossa decisão – e não age, como é de supor pela imagem de Deus criada até então, por atitudes de coação, opressão e violência – e deseja a adesão humana de maneira consciente e livre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;O cerne da liberdade cristã encontra-se, pois, nessa relação ousada de amor de que Jesus se utiliza para nos fazer compreender a autêntica imagem de Deus. Tal liberdade é condicionada ao amor, bebe do amor a sua orgânica configuração de livre adesão a Deus e ao seu projeto, que engloba, como é de supor, o amor ao próximo. A prática do amor, em que o homem o recebe e o doa livremente, como impulso do coração e em espírito confiante e desimpedido, a Deus, é, em suma, a marca maior da liberdade. Tal dimensão de amor é compreendida como adesão e obediência ao mandamento divino, não em postura de obediência cega, marcada pelo rigorismo e fidelidade jurídica a preceitos, mas no ideal de união de propósitos motivada pela experiência religiosa do homem com a caridade divina. A vontade de Deus não é lei imposta arbitrariamente, mas caminho de salvação indicado, pela consciência humana iluminada pelo Espírito Santo, pela sabedoria divina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Sendo o homem filho de Deus, pela mensagem de Jesus, ele goza de liberdade que não pode ser tocada pela força externa de qualquer autoridade. É liberdade soberana, cuja dignidade é excelsa porque fruto da salvação operada por Jesus, e que não pode ser controlada nem pelo próprio Deus, segundo quis Sua vontade. Tal liberdade é, nas palavras de Cristo, um apelo contra a obediência inócua pregada pelo farisaísmo de Seu tempo. Tal respeito discriminatório nasce de uma moral legalista que não leva à verdadeira experiência de Deus; antes, fecha-se em um mero cumprimento de leis e normas religiosas que servem como instrumento de opressão e controle, não de caminho ao Pai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Cristo prega uma liberdade que é graça, porque nos leva a assumir nova identidade e gozar da plena dignidade ofertada por Deus. Ser livre pela experiência amorosa com o Pai, entretanto, nos condiciona moralmente a amarmos a nossos irmãos, como consenquência natural daquele primeiro amor. Tal é a regulação fundamental da liberdade cristã: o amor ao próximo, sem que isso implique em pressão externa ou determinação impositiva. É atitude consonante com a adesão anterior e primordial ao projeto de Deus concretizado na pessoa e nos ensinamento de Jesus, por cuja Páscoa nos tornamos homens e mulheres renovados. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Dessa maneira, ser cristão significa, antes de tudo, instalar-se em comunidade e viver nela o desafio do amor entre irmãos. É direcionamento ao espírito coletivo, atendendo às determinações éticas que são fruto da solidariedade e da fraternidade, que nos impedem de exercer a liberdade inconsequente e irresponsavelmente. Abraçamos um ideal de liberdade que não é desrespeito ao próximo, de caráter egoístico e narcisista – que é libertinagem, falsa imagem de liberdade que leva à prisão do homem – mas assunção da graça da caridade na perspectiva de valorizar o próximo com extensão ideal do amor divino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;No seio da Igreja, tal liberdade deve ser assumida pelos católicos, que ainda assumem uma falsa imagem dos mandamentos e direcionamentos eclesiais, posto que buscam a obediência sem autêntico espírito de conversão, de adesão ao projeto divino – o que lembra a proposta farisaica de religiosidade. O católico parece ater-se somente à letra fria da lei, sem atentar aos ditames éticos do seguimento de Cristo – entre os quais se sobressai a prática do amor que leva à liberdade – que deveriam ser o cerne de suas práticas espirituais. Devemos fugir da concepção da moralidade profundamente arraigada no legalismo, inspirando-nos antes no chamamento de Deus, que é Amor, a exercer tal caridade e livremente optarmos pelo Sumo Bem que advém de Sua Graça. Ser livre, em Jesus, significa, pois ser homem novo à luz de uma conversão sincera, fruto do abandono de que tudo aquilo que nos afasta de Deus, o que requer extrema maturidade espiritual e ousadia na assunção dos riscos que lhe são inerentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-3383304844591825729?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/3383304844591825729/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=3383304844591825729&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/3383304844591825729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/3383304844591825729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2009/04/ser-livre-em-deus.html' title='SER LIVRE EM DEUS'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-4788279579152130114</id><published>2009-02-19T07:05:00.000-08:00</published><updated>2009-02-19T07:07:59.568-08:00</updated><title type='text'>TODO CARNAVAL TEM SEU FIM</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.brasilescola.com/imagens/carnaval/carnaval_bahia.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.brasilescola.com/imagens/carnaval/carnaval_bahia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Carnaval chegando, todo mundo se preparando para se esbaldar na folia: pegando estrada, subindo as serras, descendo rumo às praias, juntando uma cervejinha e saindo pra farra. Uma festa que congrega milhões e milhões de pessoas, num desatino que dura quatro dias, regado a muita bebida, drogas, suor de corpos e música agitada. A tudo parece se acrescentar uma nota de eufórica explosão: as praças rebentando de tanto calor, de tanto corpo bronzeado. O que importa mesmo é a gandaia, e nada mais.&lt;br /&gt;Vê-se o governo pregando nos outdoors: use e confie na camisinha. E vem aquela propaganda, música baiana ao fundo cantada no turbilhão, as ruas entupidas de gente que pula e dança freneticamente. E mais adiante, um casal que se olha insinuante, e ele saca da camisinha e a puxa para mais ao fundo. Use e confie. Afinal, folia é isso mesmo. De outro lado, a polícia vem abaixo com milhares de homens patrulhando as ruas, tapando o vozerio mais frenético. Operação megalomaníaca que enche as estradas e avenidas de carros parados, estagnação. Ah, os engarrafamentos! Vai à praia, seja bem-vindo à algazarra... correndo o risco de ficar a meio do caminho.&lt;br /&gt;Parando e olhando, analisando bem mesmo, tudo é permitido, não é? Afinal, é carnaval! Um baseado não faz mal a ninguém e a bebida dá uma esquentada boa! Juntar as gatinhas dentro da casa de praia também é ótima pedida! A liberdade é esticada ao máximo, dando vazão a uma fuga de rotina desesperada, tudo desandando, tudo se esvaindo, parecendo juízo final...&lt;br /&gt;Aí, pôxa, tem a quarta-feira de Cinzas, todo mundo morto de cansaço, ressaca pipocando a mil dentro da cabeça, a volta para casa, novo caos no trânsito, o tempo da festa na liquidez vazia de um beijo dado sem querer, sem amor. Tudo foi permitido, assim mesmo no pretérito, sem trégua, sem volta. É o fim.&lt;br /&gt;A alegria é dom dado por Deus aos homens como forma de glorificação da criação. A força do Criador nas nossas vidas tem a euforia de causar frêmito e louvor, na medida de nossa humanidade, sadia e limpa como convém ao verdadeiro sentido de liberdade. Tal alegria deve ser estampada nos nossos pequenos e grandes acontecimentos do dia-a-dia, como forma de pequena-grande celebração da vida e das graças de Deus. Carnaval (por que não?) também deve momento de celebração e euforia, período de festa que integra todas as pessoas em um objetivo comum, que é bendizer a vida. Não é lícito afirmar que Deus é um deus da tristeza, da piedade extrema, que não nos permita abrir o rosto em sorriso e pular glorificando a Ele em todas as coisas, de todas as formas, seja rezando ou cantando, dançando ou louvando.&lt;br /&gt;A folia que reveste essa exaltação carnavalesca termina, estranhamente, na quarta-feira de Cinzas. É como um baque, uma estancada na loucura que cresce em vertigem. A alegria que se extravasa e depois não rende nem uma gota, nem de alívio e nem de satisfação. Alegria? Um sorriso que parece forçado, isso sim. Entram na onda, seja do sexo ou da droga, da farsa ou da violência, e saem com uma cicatriz medonha e surpreendente, cuja raiz é difícil encontrar, pois no meio da folia não se é “de ninguém”. Perde-se em humanidade, em amor, em verdadeira alegria, e ganha-se em arrependimento, em vazio. O vazio não está só no sentimento amoroso que rola no meio do Carnaval, nem na música baiana que se toca a mil nas praias, biquínis e sungas dançando em frenesi, mas dentro de nós mesmos, que buscamos essa fuga, evasão dos verdadeiros sentimentos, da imensa paz que nos é natural e particular, do gérmen de algo que nos é fantasioso e cansativo na grande maioria das vezes: Deus. Cabe Deus no Carnaval? Claro! Deus nada mais é do que essa alegria de viver, essa exaltação festiva de tudo o que existe, transviado numa sucessão de orgias e deturpações, que dizem respeito a tudo o que nos é caro por nossa própria natureza. O amor, a convivência humana, a amizade, tudo é modificado ao sabor de modismos e em prol de uma felicidade farta e errante, sem um norte que lhe garanta paz de espírito e plenitude de graças. A vida é traduzida de forma a ser esganada, esbaforida, na alegria que é suspensa e suprimida pela força da descoberta de nossas próprias limitações.&lt;br /&gt;Acaba a alegria, acaba o som, a bebida, o pó, tudo. Resta o vazio, aquilo que falsamente nos preenche e que nos deixa a sensação de jejum. Uma alegria que dá fome! A paz de Deus enche de fartura na fração minúscula de pão, miraculosamente, sem ostentações e nem demonstrações de loucura, a divindade que quer transmitir-se na pureza e singeleza do verdadeiro amor. Deus cabe no Carnaval? Resta provado que sim! Ele é o eterno que nos sacia verdadeiramente, Sua glória está no alimento que dá a Vida!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-4788279579152130114?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/4788279579152130114/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=4788279579152130114&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/4788279579152130114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/4788279579152130114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2009/02/todo-carnaval-tem-seu-fim.html' title='TODO CARNAVAL TEM SEU FIM'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-6582386630932233193</id><published>2009-02-12T13:55:00.000-08:00</published><updated>2009-02-12T14:37:10.527-08:00</updated><title type='text'>ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.globoonliners.com.br/upload/escritofoto/19521_im_grande.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 640px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.globoonliners.com.br/upload/escritofoto/19521_im_grande.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. É com essa frase, tirada dos “Livro dos Conselhos” de El-Rei Dom Duarte, que José Saramago começa seu clássico “Ensaio Sobre a Cegueira”. O livro usa a metáfora do não-enxergar para criticar uma sociedade, amparada por um capuz de civilização, que se desenvolve à margem dos conceitos de solidariedade e moralidade. A mesma frase é perfeitamente aplicável ao que vemos diariamente no Big Brother Brasil, o nosso afamado programa de horário nobre que apresenta, atualmente, a sua nona edição. A fórmula é a mesma de sempre: um grupo de pessoas é confinado numa mansão e passa a ter todos os seus passos vigiados pela sanha devoradora de assuntos de roda e polêmicas dos espectadores. A audiência é certa: intrigas, brigas, festa regadas a muito álcool, insinuações (e, em alguns casos, realizações) de sexo e a certeza de que vale tudo pelo prêmio de 1 milhão de reais. O roteiro, a apresentação dos quadros e as regras do jogo parecem desenhados a que essa corrida maluca ao dinheiro seja recheada de reviravoltas. O público vibra em casa e não perde a chance de votar, por telefone ou internet, por aqueles que desejam expulsar do circo e, no final, dar mais uma espiadinha...&lt;br /&gt;As escolhas que fazemos refletem, em sua grande maioria, aquilo que somos e o que aspiramos. As músicas que ouvimos, os filmes e programas de TV a que assistimos e as roupas que vestimos revelam traços marcantes de nossa personalidade e ajudam a definir a nossa visão de mundo. Assim como a nossa saúde física depende da nossa alimentação e das atividades e hábitos que assumimos, a saúde mental e espiritual é nutrida pelas opções de entretenimento e de lazer a que temos acesso. Não há que se falar aqui em patrulhamento acerca do que podemos ou não fazer, mas, antes de tudo, analisar o quão profundas podem ser as nossas decisões para aquilo que desejamos nos tornar. Isso porque, normalmente, não fazemos análise crítica daquilo que sai das nossas caixas de som, que está na tela do nosso computador e da nossa TV e que está estampado nas páginas que lemos. Absorvemos tudo e tudo aceitamos, sem esse filtro fundamental que fatalmente nos revelará ou como pessoas de autêntica liberdade interior ou como criaturas adestradas pela mídia.&lt;br /&gt;O zoológico humano que nos é apresentado pelo programa deixa entrever muito daquilo que a audiência busca como opção de diversão. Enxergamos comportamentos desajustados, opções morais discutíveis, conteúdo explícito de sensualismo e narcisismo, e nada refreamos; afinal, é “apenas” entretenimento, como se a opção que fazemos pudesse ser descolada daquilo que ela é e representa para nós, como fruto da nossa decisão moral de assistir a ela. Cabe a nós dar ou não mais uma espiadinha, haja vista que o controle remoto é nosso, está em nossa mãos. O poder midiático nos lembra que escolher é fundamental para a nossa inserção dentro das rodas de conversa, dos grupos e dos padrões estabelecidos. Isso poderia nos pressionar a aceitar prontamente tudo o que nos posto, sob risco de ficarmos à margem dos modismos. Mas a nossa liberdade deve ser imperativa em nós, e a nossa maturidade e personalidade são delineadas a partir das decisões soberanas que tomamos frente àquilo que consideramos nocivo.&lt;br /&gt;É falso acreditar que o que é mostrado é realidade. Não se trata de reality show. O que chamamos de “real” é fruto da edição do programa, que formata o que acontece ali dentro ao gosto dos fregueses e dos anunciantes. Além disso, por saberem que as câmeras captam tudo o que se passa, os participantes forjam para si características que nos fazem lembrar do dualismo das novelas, onde “mocinhos” e “vilões” duelam pelo triunfo do “bem”. Tudo para chamar a atenção do público para si, do mesmo jeito dos macacos do zoológico...&lt;br /&gt;O sucesso é fruto da maneira como a velha fórmula é reinventada ano após ano. Quem assiste já possui todas as dicas, mas deseja ser surpreendido. Afinal, os seres humanos são criativos e originais. A falta de originalidade está em que, anualmente, somos invariavelmente tragados para essa onda, nos deixamos levar pela necessidade de bisbilhotar, de fazer da vida do outro objeto de nossa diversão. E, dessa forma, também invariavelmente, nos alienamos da nossa própria vida e da maneira como a mídia nos sujeita ao seu cardápio de imoralidade e falsos valores. É a nossa cegueira que alimenta a vontade de assistir, de dar dar mais uma espiadinha. Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-6582386630932233193?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/6582386630932233193/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=6582386630932233193&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/6582386630932233193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/6582386630932233193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2009/02/ensaio-sobre-cegueira.html' title='ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-8404340755411485402</id><published>2009-01-29T05:52:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T06:04:22.020-08:00</updated><title type='text'>UM POUCO MAIS DE PACIÊNCIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://blogdomilionario.zip.net/images/tempo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 357px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://blogdomilionario.zip.net/images/tempo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mesmo quando tudo pede&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um pouco mais de calma&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até quando o corpo pede&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um pouco mais de alma&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A vida não pára...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vivemos o tempo da pressa. Temos pressa da felicidade, que é buscada instantaneamente na destruidora busca do prazer fácil, do gozo vendido a granel nas lojas, nos shopping centers, nas boates e em qualquer lugar onde a oferta seja generosa. Temos pressa do futuro, e os jovens vivem a ânsia agoniada do sucesso profissional a todo custo na perda de identidade nos bancos dos pré-vestibulares e das faculdades. As crianças vivem uma infância inócua, vazia de sentido e de delicadeza, porque aprendem que, no mundo estranho em que vivem, é melhor crescer do que ficar para trás. Temos pressa do tempo, e nos acostumamos a obras inacabadas porque já não há mais tempo a realizá-las a contento. E nos apetece agora o medíocre, o meramente satisfatório, aquilo que é regular. Temos pressa de vida, e o culto ao corpo nos ensina que envelhecer é doença e que a vida saudável é algo imperativo, determinante, sem a qual nos tornamos marginalizados. Temos pressa das pessoas, e os relacionamentos se pautam pelos sentimentos descartáveis, em que os outros se coisificam aos nossos olhos e valem, como objetos, por aquilo que nos proporcionam.&lt;br /&gt;Não há ditado mais certo do que aquele que prega que a pressa é inimiga da perfeição. Um mundo que é medido cegamente pelos ponteiros do relógio não se constrói verdadeiramente, porque tudo e todos tem o tempo certo de nascer, crescer e amadurecer. As pessoas não se tornam realmente pessoas enquanto não vivenciarem plenamente as diversas fases de suas vidas e o processo lento de amadurecimento que é necessário para que elas se tornem quem são. Vivenciando a pressa, tornam-se presas de modelos pré-estabelecidos e se arruínam em seguir fórmulas de vida e de felicidade que não cabem na estatura de suas personalidades. Da mesma maneira, deixam de perder tempo com os outros e deixam escapar a oportunidade de enxergar neles a riqueza que falta em si mesmos. Esquecem que os relacionamentos existem para que haja essa reciprocidade, e aprendem somente a usufruir, a sugar o que os outros tem para um egoístico bem-estar. A pressa nos impede de sermos aquilo para o qual fomos criados para ser, porque nos impede de enxergar a lenta, detalhada e maravilhosa ação de Deus na formação de nossa personalidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enquanto o tempo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acelera e pede pressa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu me recuso faço hora&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vou na valsa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A vida é tão rara...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Deus age na calma, com paciência. Ele tem seu próprio tempo de ação e nos convida a, junto com ele, construirmo-nos a nós mesmos, formando cada parte de nós na perspectiva da nossa felicidade, da qual Ele é fonte e finalidade. Recusar o mundo requer que tenhamos o tempo de Deus em nós, requer a tranqüilidade de sabermos a nossa dignidade de filhos de Deus, e não meros escravos do tempo e da história. Estamos e vivemos na história de nosso tempo, mas somos chamados a suplantá-la e transformá-la como resposta ao convite de conversão que nos faz Jesus. É necessário termos olhos atentos para a realidade, mas a mão nas mãos de Deus, para que Ele nos guie para além das coisas que, apressada e desarrazoadamente, passam.&lt;br /&gt;Os santos souberam o tempo de Deus e viveram segundo essa perspectiva. Não se tornaram pessoas prontas apressadamente, mas deixaram que Deus a formasse em Seu tempo próprio, anelando sempre serem barro nas mãos do Oleiro, no qual Ele formaria homens e mulheres novos, faróis para uma humanidade decaída e destruída. Pacientemente, perceberam que o futuro é construído dos pequenos passos do presente e que nada é feito com respostas prontas e com conceitos rapidamente fechados. Deus trabalha com homens que se deixam modelar, que se deixam construir em todas as suas dimensões: afetiva, sexual, vocacional, familiar etc. Caso contrário, o homem constrói-se a si mesmo, e porque não pode e nem sabe fazê-lo, deixa entrever as suas fragilidades em tudo o que faz – no trabalho, nas amizades, no matrimônio, na vida social – e, ao invés de concretizar seu futuro, destrói a própria personalidade e a daqueles que estão ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Será que é tempo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que lhe falta prá perceber?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Será que temos esse tempo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Prá perder?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E quem quer saber?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;A vida é tão rara, t&lt;/em&gt;&lt;em&gt;ão rara...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O tempo existe para nós, para nosso uso. Não é nosso soberano, mas nos serve para nossa felicidade e organização. Baseamo-nos nele para nos programarmos tendo em vista o que falta em nós, o que falta para sermos e vivermos plenamente. Devemos aproveitá-lo incessantemente a fim de que, em cada oportunidade a que nos damos e que tem nele a sua medida, possa utilizá-lo para crescermos cada vez mais. Aproveitar o tempo da nossa formação pessoal para aprendermos o que realmente é essencial para nós; aproveitar o tempo da nossa família, para que saibamos que o amor de Deus se revela em uma fonte muito concreta e que é basilar para nosso crescimento interior; aproveitar o tempo da natureza, a fim de que enxerguemos o amor de Deus nas valiosas manifestações da criação; aproveitar o tempo dos nossos relacionamentos, a fim de descobrirmos nos outros, não adversários pelas riquezas e pelo bem-estar encontrados nas coisas e nas oportunidades, mas irmãos que nos auxiliam a viver a vida na comunhão que é própria da Trindade; e, por fim, aproveitarmos o tempo de Deus, que age para termos o Céu em nossas vidas, e não buscarmos em nós mesmos e na obra de nossas mãos o segredo para a nossa salvação. Dessa maneira, fala-nos o Livro do Eclesiástico: “Meu filho, aproveita-te do tempo, evita o mal” (4,23).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mesmo quando tudo pede&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um pouco mais de calma&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até quando o corpo pede&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um pouco mais de alma&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu sei, a vida não pára&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A vida não pára não...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É Deus que tem a medida do tempo necessário para a maturação da nossa vida. Deixar tudo ao Seu tempo é prova da nossa confiança na Sua ação misericordiosa. Nós, Seus filhos, somos chamado a entregar tudo o que somos e temos nas Suas mãos, a fim de que, ao seu tempo – que é o tempo certo e fecundo da nossa felicidade e salvação – Cristo possa colher frutos em nós. A nossa fecundidade depende da obediência a este tempo de maturação, em que Deus forma em nós uma personalidade sadia e corajosa, capaz de tomar pulso do tempo divino e aplicá-lo, pelo testemunho de nossa vida, ao tempo do mundo, transformando-o. Assim cumpre-se a obra confiada a Jesus, assim temos o tempo certo da colheita (cf. Jo 4, 34-35). Com vida e sem pressa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A vida não pára!...A vida é tão rara!...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os textos em itálico são trechos da música "Paciência", de Lenine e Dudu Falcão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-8404340755411485402?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/8404340755411485402/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=8404340755411485402&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8404340755411485402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8404340755411485402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2009/01/um-pouco-mais-de-paciencia.html' title='UM POUCO MAIS DE PACIÊNCIA'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-1268759160875280393</id><published>2008-10-11T18:29:00.000-07:00</published><updated>2008-10-12T13:39:01.587-07:00</updated><title type='text'>O ABUTRE E O GARIMPEIRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nFPoNUfPTIY/SPJcbrZ3VAI/AAAAAAAAABQ/o_zQhOqr9gc/s1600-h/MaranaTHA.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.ecclesia.com.br/images/icones/festas/fariseu_publicano1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.ecclesia.com.br/images/icones/festas/fariseu_publicano1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;DIa desses, num diálogo sobre a vida espiritual dos católicos de hoje, ouvi uma parábola muito interessante. Como a mensagem era bem positiva – e casava bem com o tema deste texto – eu resolvi transcrever aqui. De fato, na experiência cotidiana da fé, ao assumirmos a missão de sermos católicos no mundo e para o mundo, nós podemos assumir duas atitudes: sermos como abutres ou como garimpeiros.&lt;br /&gt;Muitas vezes, ansiamos uma santidade e uma vida em Deus com desejos grandiosos. Sonhamos alto, apostamos nossas fichas em anelos espirituais localizados muito acima de nossa realidade, e vivenciamos cegamente algo que, se repararmos bem, não podemos alcançar. Na altivez e no orgulho oriundos desse desejo pessoal, passamos a observar atentamente as coisas e as pessoas “de cima”, do “céu” que esperamos e que, quando conquistado, nos “credencia” a julgar e a condenar os irmãos. Buscamos essa exagerada posição de pretensa (e falsa) intimidade de Deus, estruturada em fundamentos sobre-humanos (e, portanto, inúteis), mas o que mais nos chama a atenção são as misérias, as nossas e as dos outros. Como as nossas expectativas de desenvolvimento espiritual se encontram bem acima das nossas capacidades humanas, o menor sinal de pecado se transforma num motivo de desordem interna e fuga de si mesmo. São os abutres que alçam as alturas, mas só se deliciam com a carniça.&lt;br /&gt;De outro modo, partindo da nossa própria realidade pessoal, das nossas próprias falhas e misérias, o contato com Deus revela em nós tesouros inimagináveis. Tal como o garimpeiro, que retira a pepita de ouro ao colocar as mãos na lama do fundo do rio, há pessoas que alcançam a plenitude mística não na negação da própria realidade, mas no domínio de si. Deus é buscado a partir da vida do cristão, da sua própria verdade, comprovada pelos medos, angústias e feridas acumulados ao longo da vida. Nesse terreno lamacento, emerge a centelha que nos impulsiona para o alto, para Deus. É experiência verdadeira porque não se alicerça em projeções ou aspirações equivocadas, mas na concretude da vida diária daquele que crê.&lt;br /&gt;Escolher entre estes dois caminhos é de fundamental importância num momento em que a vida espiritual é espremida entre tantas motivações, como a necessidade de um futuro profissional bem-sucedido ou as mentalidades que apregoam o materialismo e a fuga do sagrado. É a partir da posição assumida que vamos formatando a nossa fé e abrindo-nos à gratificante experiência da conversão e da evangelização. O abutre não enxerga o contra-senso que é buscar as alturas do céu e se contentar com a podridão, como se o eixo da sua vida rodasse ao redor da sua sujeira. Aquele que busca a Deus tomando por base uma santidade excessivamente exigente, calcada em atributos que ultrapassam nossa humanidade, mas se esquece das próprias limitações, acaba por se escandalizar com elas e viver uma falsa piedade. Projeta nas pessoas e nas coisas a sua própria maldade, fazendo dela o centro ao redor do qual ela fundamenta a sua experiência de fé.&lt;br /&gt;É esta uma atitude combatida por Jesus na parábola do fariseu e do publicano: &lt;em&gt;“Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”&lt;/em&gt; (cf. Lc 18, 9-14). Nesse quadro, não há humildade nem sincera vida de oração. O que encontramos aí são pessoas que, na prática cotidiana da mística, esquecem-se das próprias feridas e se concentram nas dos outros, com um discurso de excessiva moralidade e espiritualidade distorcida.&lt;br /&gt;É necessário, pois, entender que a verdadeira conversão acontece quando se leva em conta o chão em que pisamos, o ponto de partida no qual iniciamos a caminhada rumo a Deus (e aos irmãos). Anselm Grün nos ensina que &lt;em&gt;“somente o humilde que está preparado a abraçar seu húmus, sua humanidade, sua terrenidade, sua sombra, experimentará o Deus verdadeiro”&lt;/em&gt;.As nossas feridas, os nossos pecados e as nossas incoerências são rico material bruto que, trabalhado à luz da misericórdia divina e de sincera mudança de vida, transformam-nos inteiramente e servem de exemplo a que outros também experimentem dessa paz interna. É da nossa lama interior que emerge a preciosa pedra do amor sincero e da graça divina da conversão, cura e libertação.&lt;br /&gt;Decidir-se por ser abutre ou garimpeiro é a decisão entre viver a mentira travestida de santidade ou a acolhida sincera da própria humanidade para o encontro real com Deus. É escolher ser o publicano que sai justificado por Deus ou o fariseu que já tem certeza de um céu que não existe. É, ainda, optar dar testemunho da misericórdia de Deus ou espalhar a mentira e a discórdia entre os irmãos. Quanto mais nos aprofundamos na nossa humanidade, mais nos divinizamos.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-1268759160875280393?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/1268759160875280393/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=1268759160875280393&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/1268759160875280393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/1268759160875280393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2008/10/o-abutre-e-o-garimpeiro.html' title='O ABUTRE E O GARIMPEIRO'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-5775929728213630383</id><published>2008-06-18T19:02:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T08:28:40.120-07:00</updated><title type='text'>PRA ONDE VAMOS?</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.parasolder.com/images/bebe.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.parasolder.com/images/bebe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.diocajazeiras.com.br/html/uploads/img47ef8fc4e657b.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nos últimos dias, dois fatos me tomaram a atenção e me levaram a berrar com toda a força em proteção à vida e em revolta diante da nossa (a minha também!) negligência e indiferença perante a Graça sempre presente de Deus. Após a votação a favor dada no Supremo Tribunal Federal sobre o assunto das células-tronco embrionárias, lembrei-me de que, há alguns anos, tomei contato com a história de uma pequena criança, de nome Maria Teresa, que, nascida anencéfala, viveu três meses contra a enxurrada de negativos prognósticos dos médicos e dos conhecidos, cercada de afeto e amor. Não foi difícil juntar as duas coisas e penso que sobre elas deveríamos parar, nem que seja por um instante, para pensar a nossa vida, para analisar o quanto ela está sendo cultivada em afeto e caridade, pela inspiração de Cristo. Ou, ainda, olhar para a Vida, assim mesmo com V maiúsculo, a fim de observar sua marcha segura sobre nós, sobre os nossos semelhantes. Encarar com fé o dom supremo que o Pai derrama em abundância e descobrir em que pontos a Vida vem sendo desrespeitada no nosso meio e no nosso coração.&lt;br /&gt;No terceiro mês de gravidez, soube-se que Maria Teresa teria essa má-formação conhecida como anencefalia, que é como uma ausência do cérebro. Como tudo o que guardamos sob a nossa superficialidade, optou-se pela facílima opção do aborto, caminho seguro para o que julgamos descartável e inútil pelo nosso triste código de moral. A mãe, cristã consagrada, resolveu seguir adiante com a gestação, não sem um monte de críticas e sermões da parte de várias pessoas, parentes e amigos. Ninguém acha “razoável” ou “compensador”, imagino eu, levar adiante uma gravidez fadada ao fim, ao fracasso. Como se, ironia suprema, nossa matemática vital olhasse somente para o nosso belo umbigo. Uma profecia, no entanto, veio dar à mãe o sopro do amor de Deus: uma amiga, em oração, revelou Nossa Senhora depositando em seu seio Jesus que nasce. Amém! Deus vive na coerência em Seu amor por nós, não se verga diante da dor e do sofrimento, nem muito menos diante da morte (como se a Cruz ainda não nos tivesse revelado isso...). Maria Teresa, teimosa como todos os filhos da Luz, rompeu com a sombra estreita do nosso coração para dar vazão à vida que Deus lhe soprou em plenitude. E viveu, inesperadamente, dias e semanas, provando que vence a força da Caridade e da aceitação da graça de Deus!&lt;br /&gt;Da mesma forma, procura-se desesperadamente dar a Luz àqueles que, mesmo não tendo um corpinho inteiramente formado, necessitam dar vazão à sua pequenina vida. No entanto, votou-se, como hoje acontece, a favor da morte. Acredita-se que as células-tronco embrionárias podem ser a porta de salvação à cura dos males encefálicos e possibilidade de vida àqueles que vegetam em leitos e cadeiras de rodas. Então, pelo mesmo incorreto e falso código de moral, opta-se pela destruição daquilo que está em “desuso” sob a desculpa de melhorar a vida do semelhante. Opiniões contrárias, como a da Igreja, traem uma visão “medieval” e “obscurantista” que embaça os avanços da ciência e da bioética, mesmo que traga a defesa Daquele que deu a Vida. Vivemos o consenso da destruição, do fratricídio, da mentira em detrimento de uma verdade que para nós é escudo, embora formado da areia mais fina e do pó mais ralo. Sem o sustento de Deus, vivemos a desorientação de quem se julga superior à Sua Decisão, sem nos apegarmos à Sua Misericórdia. Matamos o Cristo que está dentro de nós para colocar em seu lugar a superficialidade dos nossos sentimentos, a falsidade de nossas intenções. Dormimos o falso sono daqueles que se acham promotores da justiça, embora a defendamos sem nos voltamos à sua Raiz.&lt;br /&gt;Maria Tereza viveu e deu seu testemunho de vida, de maneira inocente e silenciosa, em defesa de seus irmãos que nem um corpo formado dispuseram à guisa de proteção. Formam, assim, um exército de excluídos por não aceitarem o nosso errado jeito de encarar a vida, pela ausência de Deus em nós. No entanto, teimosos, se agarram á perspectiva de serem respeitados, nem que seja no fundo de um tubo de ensaio ou de uma geladeira. E não adianta levantar-se em defesa daqueles que sofrem sob o peso de suas dificuldades neuromotoras porque Deus dá sua Graça a cada um de maneira singular e nós não podemos, em Seu lugar, tomarmos do poder de decidir sobre a vida de ninguém. Aí reside a nossa cegueira e a nossa miséria, em nós não aceitarmos que Deus não preenche os nossos requisitos e não atende às nossas expectativas quando deposita em nós a Vida que é sua essência. Isso nos serve de respaldo a tomar de assalto a existência daquele que não pode se defender...&lt;br /&gt;Pois é, vivemos um período carregado de expectativas e de boas intenções no campo da ciência. Falar desse assunto talvez seja, para nós, um tanto indigesto, embora a nossa vontade seja a de ansiar esperançosamente um tempo de paz e prosperidade pra todos nós, recebendo sem críticas um futuro marcado por avanços extraordinários em todos os campos científicos. Ou seja, de viver indefinidamente, sem aguardar que nos destruam ou nos prejudiquem. Fica a pergunta: para onde vamos, então? Viver sem a vida em plenitude, existir enquanto milhares ou milhões de pessoas iguais a nós morrem para nos tranqüilizar ou salvar? Continuar em defesa da nossa vida em detrimento da do outro?&lt;br /&gt;São João nos diz: “Nele (Jesus) havia a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1, 4). Deixemos, pois, que a Luz de Jesus nos inspire a descoberta da Sua Vida, que se espalha sobre nós na abrangência de Seu Amor supremo. Saibamos seguir a trilha estreita e gratificante da Sua Misericórdia, para evitar que a morte e a cegueira sejam nossa herança aos que vêm e para que esse ano reflita a esperança concreta e visível de que Deus repouse sobre nós para nos a dar a Sua plenitude, de Vida e de Paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-5775929728213630383?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/5775929728213630383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=5775929728213630383&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/5775929728213630383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/5775929728213630383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2008/06/pra-onde-vamos.html' title='PRA ONDE VAMOS?'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-1155607815672023344</id><published>2008-03-09T18:52:00.000-07:00</published><updated>2008-10-12T17:31:59.165-07:00</updated><title type='text'>OS MAL-EDUCADOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f0/Parada_Gay_em_Sampa.jpg/800px-Parada_Gay_em_Sampa.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f0/Parada_Gay_em_Sampa.jpg/800px-Parada_Gay_em_Sampa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.ivyjk.blogger.com.br/parada%20gay.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para aqueles que, “cabeças-feitas”, digerem o tipo de abordagem e aplaudem a iniciativa louvável da televisão de discutir o tema da homossexualidade de maneira franca e aberta, difícil é assimilar a real proporção do homossexualismo que a Igreja dá quando o discute em sua doutrina e nos seus sermões. A opinião dos religiosos traz, sob a ótica dos que hoje transformam as práticas homossexuais numa espécie de ideologia de libertação, um ranço de hipocrisia e antiguidade. Quando os gays americanos berram para terem seus relacionamentos aceitos como casamentos, regulados e respeitados na órbita legal e civil, a reação dos cristãos protestantes e católicos (estes amparados pela voz firme do Papa Bento XVI) remete, para os padrões limpos e abertos dos liberais, ao obscurantismo medieval e a puritanismo ultrapassado. Não há aprofundamento naquilo que a Igreja prega quanto ao real significado da palavra matrimônio e não há escuta aos reais motivos levantados por ela para se negar ao homossexualismo. Isso porque, velho saco de pancadas, a Hierarquia católica expõe um passado de pecados sexuais, amplamente explorada pelos seus rivais.&lt;br /&gt;Mais e mais vezes, líderes de movimentos GLS afogam o pensamento conquistado por obediência à Bíblia e à Tradição para debelar uma nova onda de respeito às minorias sexuais e às novas formas de dar e receber prazer. Às portas do Vaticano, os cardeais e o Papa são comparados, em manifestações frenéticas de protesto, por força de suas convicções, aos líderes do Talibã e aos xiitas muçulmanos, por não entenderem a fundo as suas aspirações. Vive-se hoje a onda de proteção aos homossexuais que, durante anos, se declararam reprimidos pelas religiões e pelas sociedades, tomados como vítimas de um processo de discriminação e desrespeito.&lt;br /&gt;Muitas dessas manifestações pecam pelo excesso de gritaria e pela ausência de percepção da real defesa de valores levada a cabo pelo pensamento cristão. Não se trata, definitivamente, de exorcizar os homossexuais e condená-los ao fogo eterno por suas práticas. O que o pensamento católico prega, hoje, quanto à real dimensão dos desejos homossexuais é de abertura e acolhimento. Segundo Dom Eugênio Sales, “possuir a tendência ao homossexualismo não significa algo ofensivo a Deus e aos homens. O pecado está no ato livremente praticado. A ofensa ao Senhor está em ceder a esse impulso, pois não falta auxílio do Altíssimo a quem o procura, para observar a ordem moral por Ele estabelecida”. A Igreja é aberta a receber o homossexual sem, contudo, deixar de afirmar o erro residente nas suas práticas, pois “fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira” (Catecismo da Igreja Católica, nº 2357). Na se trata de uma realidade fundada na opinião pessoal dos membros da Igreja mas na Palavra de Deus que é insistente e clara ao condenar tais atos, como, por exemplo, na boca de São Paulo: “Por isso Deus os entregou a paixões aviltantes: suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza; igualmente os homens, deixando a relação natural com a mulher, arderam em desejo uns com os outros, praticando torpezas homens com homens e recebendo em si mesmos a paga de sua aberração” (Rm 1,24-27). Ainda nesse sentido, quanto ao casamento gay, o Papa João Paulo II afirmou que “põe-se de manifesto que incongruente é a pretensão de atribuir uma realidade ‘conjugal’ à união entre pessoas do mesmo sexo. Opõe-se a isto, antes de tudo, a impossibilidade objetiva de fazer frutificar o matrimônio mediante a transmissão da vida, segundo o projeto inscrito por Deus na própria estrutura do ser humano. Desta forma, também se opõe a isso a ausência dos pressupostos para a complementaridade interpessoal querida pelo Criador, tanto no plano físico-biológico como no eminentemente psicológico, entre o homem e a mulher. Unicamente na união entre duas pessoas sexualmente diversas pode realizar-se a perfeição de cada uma delas, em uma síntese de unidade e mútua complementaridade psicofísica” (João Paulo II, Discurso ao Tribunal da Rota Romana, 21 de janeiro de 1999). A Igreja quer, antes de tudo, que os homossexuais se aproximem “gradual e resolutamente, da perfeição cristã” (CIC, nº 2359), defendendo seu ponto de vista e negando a restrição da Palavra de Deus a “antiquados” parâmetros comportamentais e determinados momentos históricos, sendo realidade de vida para nós e para as nossas vidas. Percebe-se, diante dos ânimos exaltados, que a discussão pende para o desrespeito por parte dos homossexuais das regras morais dadas por Cristo e Seus ensinamentos, e a conclusão de que eles não são tão vítimas quanto julgam ser. Para afirmarem seu ponto de vista, promovem militâncias na mídia de forma agressiva e, quase sempre, apelando para o choque e para a polêmica, jogando no ralo suas pretensões e revelando a fraqueza delas. Necessitam ser acolhidos mas apenas aprofundam o fosso que os separam de uma franca aceitação perante a sociedade, com o escândalo e com a exaltação da sua falsa liberdade e de seus falsos valores...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-1155607815672023344?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/1155607815672023344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=1155607815672023344&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/1155607815672023344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/1155607815672023344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2008/03/os-mal-educados.html' title='OS MAL-EDUCADOS'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-4730358148318148489</id><published>2008-03-09T18:38:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T19:15:40.835-08:00</updated><title type='text'>GAROTO INTERROMPIDO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nFPoNUfPTIY/R9STDFqJUbI/AAAAAAAAAAk/XJfPjG-J-pM/s1600-h/Yo%C3%B1lu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175923553023381938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nFPoNUfPTIY/R9STDFqJUbI/AAAAAAAAAAk/XJfPjG-J-pM/s320/Yo%C3%B1lu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Se conseguirem enxergar além da ótica da paternidade, verão que nada de especial aconteceu no dia de hoje. O mundo continua igual. (...) Espero que não tenha ficado nada pendente”. Foi dessa forma que Vinícius se dirigiu a seus pais em sua carta de despedida. No dia 26 de junho de 2005, à tarde, ele se preparou para o pior. Para os pais, ele estava cercado de amigos em um churrasco organizado em casa; na realidade, aquele era o dia determinado pelo próprio Vinícius para dar cabo de toda as angústias que lhe aniquilavam. Tinha pensado em tudo: havia comprado a carne no supermercado para não levantar suspeitas, utilizou as duas churrasqueiras portáteis para queimar o carvão e deixá-lo no ponto para o momento propício, pediu aos pais que lhe deixassem o violão vindo do conserto na portaria do prédio onde moravam para que se certificassem de que tudo transcorria muito bem. Seus pais comemoravam a conquista. Vinícius, segundo seu psicanalista, Dr. Mario Corso, sofria de uma crise prolongada de angústia, já havia tentado suicídio algumas vezes e tinha problemas de relacionamento no colégio. Aquilo representava, para todos da família e para o médico, uma sutil vitória de Vinícius sobre todos os fantasmas que povoavam a sua mente e lhe impediam de ir em frente e viver a vida de uma maneira sadia e livre. No entanto, tudo não passara de um plano organizado por ele para, enfim, realizar o seu desejo. Dessa forma, o corpo de Vinícius foi encontrado no banheiro de casa por dois PM's, vítima de intoxicação por inalação de monóxido de carbono. As churrasqueiras foram efetivamente utilizadas. Havia deixado uma carta aos pais, 60 músicas no computador (compostas e gravadas por ele) e as pistas para que todos pudessem tentar compreender porque um brilhante adolescente de 16 anos escolhesse a via mais dramática de todas: o suicídio.&lt;br /&gt;A Campanha da Fraternidade deste ano traz uma profunda reflexão acerca do valor da vida e da nossa missão, como cristãos, de tentar, não só defendê-la em todos os espaços da vida social e profissional onde atuarmos, mas de promovê-la como valor absoluto e soberano contra o qual nenhuma civilização deveria se opor. As questões factuais da descriminalização do aborto e da eutanásia constituem-se como discussões de ponta em um debate muito mais profundo e que toca sensivelmente na sociedade contemporânea: o valor da vida dentro de uma cultura de morte. O que aconteceu com Vinícius é um sinal claro que esta cultura está enraizada dentro das nossas relações sociais. Enquanto se preparava para o pior, Vinícius manteve contato com várias pessoas ao redor do mundo, via internet, que lhe incentivaram, através de fóruns on-line relacionados ao tema do suicídio, a tirar a própria vida, chegando ao cúmulo de prescrevem os métodos mais eficazes e acompanharem a agonia do jovem com o sadismo de quem se resguarda no anonimato que a internet dispõe. A ironia cruel é que o método utilizado por Vinícius foi o chamado “barbecue” (churrasco, em inglês), ensinado pelos anônimos “amigos” virtuais como o mais apropriado para ele naquele momento.&lt;br /&gt;Já é sabido que a internet tem sido freqüentemente utilizada como ferramenta de disseminação de valores e atitudes que vão de encontro à valorização da vida segundo a mensagem cristã. Entretanto, ela é mais um entre os meios de mídia a propagar mensagens de morte, principalmente à juventude. Idéias obscuras de alienação, desilusão perante a vida e de liberdade desenfreada são o combustível que, sob a faísca da ausência de moralidade e de uma autêntica experiência de Deus, levam a juventude a vivenciar, tragicamente, a morte e a perdição. A vida humana é encarada, assim, como algo descartável, contra cujas desilusões só podemos responder com amargura e pensamentos de morte. Os jovens aprendem, desde cedo, a ser rotulados e a assumirem papéis e comportamentos destrutivos, sem os quais correm o risco de serem descriminados e marginalizados. Entram nessa realidade o contato com as drogas, o sexo livre e desordenado, a vivência fria das relações de amizade e a competição cega rumo a um futuro profissional onde o que menos importa é a vocação e as habilidades individuais, diante das quais é imperioso o conceito do “ter”.&lt;br /&gt;Valorizar a vida é compromisso de todo cristão, sem que se descambe para posturas ambíguas. Nesse sentido, é necessário lembrar o texto do Documento de Aparecida: “A vida é presente gratuito de Deus, dom e tarefa que devemos cuidar desde a concepção, em todas as suas etapas, até a morte natural, sem relativismos” (DA 464). O Catecismo da Igreja Católica nos diz que “a vida humana é sagrada porque desde a sua origem ela encerra a ação criadora de Deus e permanece para sempre ruma relação especial com o Criador, seu único fim” (CIC 2258). É essa dignidade que permeia a nossa existência e nos faz portadores da mensagem e da sapiência divinas que deve nortear o comportamento dos jovens em busca de uma maior compreensão acerca de suas escolhas e vivências. Absolutizar a vida significa colocá-la num patamar tal que contra ela sejam refutados todos os argumentos e conceitos, a fim de seja manifestado o mais profundo sentimento de humanidade e solidariedade com aqueles que perdem a vida sem entender seu real significado. “Nele [Cristo] havia a vida, e a vida era a luz dos homens” nos alerta o Evangelho de São João (1,4), demonstrando que a missão primeira de Jesus é o resgate de todos nós da esfera do pecado – que leva à morte e ao sofrimento – para nos levar a vivermos plenamente a nossa vida na intimidade com Deus.&lt;br /&gt;A defesa das práticas abortivas, dos métodos contraceptivos e de fertilização artificial, bem como a adoção da eutanásia como forma de diminuição do sofrimento são assuntos tão merecedores da nossa atenção como o são a vivência deturpada do sexo na adolescência, a forma escandalosa com que os jovens abusam do álcool e das demais drogas e o contato com uma mídia de morte, na forma de músicas, filmes, programas televisivos e sites de internet. Em todas essas situações está presente a cultura de destruição que levam as pessoas a desconsiderarem a vida como valor supremo e colocar parâmetros éticos inválidos e ilegais para que a mesma seja aniquilada. Como a morte está presente na consciência das pessoas com uma força brutal, ela acaba por ser a saída mais procurada como alívio para os sofrimentos humanos. Dessa forma, o número de suicídios e de assassinatos aumentou consideravelmente nos últimos anos, e a vida humana tem sido desmerecida nos mais variados ambientes e nas diversas idades. As pessoas sofrem, ainda, com a crise de identidade diante da pressão que as pessoas e a mídia fazem em busca de miraculosa felicidade, a custa de própria despersonalização e desequilíbrio emocional, e com a falta de orientação e de valores ético-morais que lhe serviriam de suporte perante os desafios que vida contemporânea traz.&lt;br /&gt;Vinícius foi vítima de um sistema de valores no qual a vida vem, infelizmente, em segundo plano. E encontrou cúmplices em seu caminho de morte, pessoas que desconhecem sua dignidade enquanto seres humanos em virtude de uma deformada consciência de bem-estar e falta de um caminho centrado na busca de realização alicerçada em ideais sólidos. É um exemplo do quanto o homem pode ser destrutivo quando amparado somente na desesperança. Por esta razão, devemos, nós cristãos, assumirmos este papel de mensageiros da esperança a todos que, de alguma forma, padecem na escuridão do pecado e da morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;TEXTO CONSULTADO:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;BRUM, Eliane &amp;amp; AZEVEDO, Solange. Revista Época: Suicídio.com. Disponível em:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt; &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81603-6014-508-1,00.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81603-6014-508-1,00.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-4730358148318148489?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/4730358148318148489/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=4730358148318148489&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/4730358148318148489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/4730358148318148489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2008/03/garoto-interrompido.html' title='GAROTO INTERROMPIDO'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nFPoNUfPTIY/R9STDFqJUbI/AAAAAAAAAAk/XJfPjG-J-pM/s72-c/Yo%C3%B1lu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-3425964846070001112</id><published>2008-02-28T18:16:00.000-08:00</published><updated>2008-02-28T18:20:11.792-08:00</updated><title type='text'>EU E OS OUTROS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_26/sartreimagem/caridade.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_26/sartreimagem/caridade.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O ato de formar significa reconstruir identidades, momento no qual Deus nos devolve a dignidade de Filhos de Deus, perdida pela exposição ao pecado e à maldade. A formação, sob este ponto de vista, não está, necessariamente, nos textos que lemos ou na pregação a que assistimos, mas, antes de tudo, no auto-conhecimento e na descoberta do outro no exercício da caridade, fazendo-nos perceber a riqueza do amor ao próximo e da pessoa humana como ente dotado (e objeto) de amor. Aprendemos o amor no seu significado evangélico e, conseqüentemente, divino. Falo do verdadeiro amor, que tem seu pleno significado na dor do Crucificado e que nos convida e vivê-la em nós, a fim de que, junto a Deus, ressuscitemos na Graça e na Paz de Deus. Essa caridade, tão importante neste tempo de Quaresma, é aquela que valoriza o homem como Filho de Deus e que, dessa forma, nos forma à imagem e semelhança Dele. Isso nos faz refletir sobre sua importância em nossa vida espiritual, se é vivida em plenitude no exercício da nossa oração. No sorriso daqueles idosos, enfim, revi o que faltava na minha vivência cristã.&lt;br /&gt;No dizer de São Paulo, “a caridade constrói” (I Cor 8,1). Constrói a nossa personalidade e amplia em nós a visão do próximo enquanto complemento de nós mesmos, a fim de que, juntos, vivenciemos essa corrente atada por Jesus no Seu “sim” a Deus. O apóstolo, então, exorta: “Tudo o que fazeis, fazei-o na caridade” (I Cor 16,14). Ela deve ser para nós esta prática, esta vivência, não mera intenção do profundo do nosso coração, onde a nossa consciência não alcança e a nossa identidade não abraça. Isso é perceptível não somente num asilo, num presídio ou numa casa de delinqüentes, mas na nossa vida familiar, no nosso trabalho e no nosso convívio social. O amor deve tocar a nossa vida horizontalmente, atingindo todo o nosso ser e nos reeducando para as virtudes de Deus. Para a juventude, é alerta que indica a sua desorientação e a necessidade da descoberta do Pai, para que atinjamos plenamente a maturidade na Graça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O padre Raniero Catalamessa nos diz: “Se não queremos que do alto de sua Cruz (Jesus) nos repita: "Vai primeiro a reconciliar-te com teu irmão", então que nosso beijo seja não só para Ele, nossa cabeça, mas também para todo seu corpo...”. A paz, que Cristo implanta pela sua morte e ressurreição, é aquela sedimentada no amor e no perdão mútuos, sem os quais a nossa vida espiritual morre, porque é sustentada exclusivamente por palavras vazias e por fracas demonstrações de carinho. O extremo da Cruz deve ser, para nós, o extremo do amor, a ser vivenciado plenamente em obediência à palavra de Deus. Por esta razão, insisto na busca de nossa formação pessoal no olhar do próximo, que nos mostra o olhar do Pai, a querer a nossa atenção e o nosso amor.&lt;br /&gt;Deve-se procurar o respeito aos nossos e àqueles a quem não gostamos, porque o amor é vida para o cristão, não superficial demonstração de fé. O segredo é enxergar, pela luz de Deus, a pessoa de Jesus no marginalizado, no excluído, no carente de amor, principalmente aquele que se encontra no nosso convívio, a fim de modelar em nós o Cristo Ressuscitado. Dessa forma, seremos obedientes ao chamado do Senhor, que, pela boca de Paulo, convida: “Empenhai-vos em procurar a caridade” (I Cor 14,1).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-3425964846070001112?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/3425964846070001112/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=3425964846070001112&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/3425964846070001112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/3425964846070001112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2008/02/eu-e-os-outros.html' title='EU E OS OUTROS'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-8863744306752143938</id><published>2007-12-16T15:30:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T16:00:52.092-08:00</updated><title type='text'>EU ODEIO O PAPAI NOEL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.athanazio.pro.br/wp-content/fotos/nov2005/papai_noel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.athanazio.pro.br/wp-content/fotos/nov2005/papai_noel.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  &lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Eu odeio o Papai Noel! Talvez seja algo muito forte de expressar a respeito de uma personagem que inspira tanta ternura e tanta alegria na vida das crianças e que está na memória afetiva da grande maioria das pessoas, mas a realidade é que o Papai Noel – sim, ele mesmo, o “bom velhinho” – não me inspira nada mais do que uma grande frustração e uma profunda repulsa. Isso se torna mais sintomático se levarmos em conta a época natalina e o espírito de “paz na terra aos homens de boa vontade” presente nos luminosos e luxuosos enfeites dos shoppings e outros lugares públicos. Já depois do Dia das Crianças as lojas se enfeitam com guirlandas e bolas coloridas atrás de farejar seus milhares de clientes, desejosos de, através do consumo, manifestar o tal espírito de solidariedade e afeto. Nos cartões, nas casas, nas árvores armadas de luzinhas que piscam, nas vitrines – em todos os lugares, enfim – a presença do Papai Noel barrigudo e simpático nos dá uma amostra de que o espírito desse Natal meio deslocado e insincero já se impregnou no dia-a-dia das pessoas. Pior: já é parte imprescindível do imaginário infantil, inculturando na infância uma idéia de que a época do Natal está ligada diretamente à satisfação dos desejos e do consumismo e que a felicidade depende exclusivamente dos presentes de fim de ano. Na realidade, a figura do Papai Noel se torna mais negativa pelo que ela simboliza nos nossos dias do que pela sua estampa. Ela é reflexo direto de um Natal que, hoje, está pasteurizado e plastificado, valendo muito mais como desculpa para as festividades sociais da época final do ano e pela tradição já estabelecida do que pelo seu real significado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Prova disso é que o “aniversariante”, aquele cujo nascimento ensejou tal festa e que deveria vir em destaque para que a sua memória fosse sinal de conversão de coração e mudança de vida, tão propícios em nosso tempo, permanece no limbo dos anúncios e das atenções da mídia. De forma contrária, a figura do Papai Noel é anualmente venerada e exaltada, transformando-se o símbolo régio e gracioso da idéia de um Natal recheado de encantamento e alienação. Não é a toa que é o Papai Noel quem distribui os presentes e que faz o mistério da noite do dia 24 de dezembro, pois seus mimos vêm das das lojas que lucram com essa idéia, alimentando esse círculo malicioso que deforma e anula a mensagem que Cristo traz ao mundo. A idéia do "ter" é a tônica para a idolatria gerada em torno do Papai Noel (imitando o seu colega de feriado cristão, o Coelhinho da Páscoa), fabricado para ser baluarte de um dia inspirado por virtudes de amor ao próximo e união familiar. No entanto, tais valores, ao invés de se configurarem como essência do dia de Natal, acabam por ser desculpa utilizada pelos marqueteiros para sensibilizarem as pessoas a consumirem infindáveis tipos de produtos. O próprio ato de dar presentes, anteriormente considerado como sinal de amor e de caridade, travestiu-se de uma necessidade imposta pela mídia a fim de girar a economia no último mês do ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Se repararem bem, os presépios já não são o forte do Natal em nossa época. Pobres e humildes, Maria e José trazem um ranço de pobreza e carência que contradizem o ideal novo de Natal, com suas bolas e enfeites coloridos e flocos de neve a riscar o ar, à moda das ruas de Nova Iorque, sem a requinte que se espera do momento mais especial do ano, transformado e deformado após tantos modismos. Imaginemos o clima seco e árido da Galiléia, que esfriava bastante à noite, chegando quase a gelar; a paupérrima cidade de Belém, esquecida até pelos judeus da época; o casal sem teto e sem acolhida, tendo de se virar para esquentar o recém-nascido numa humilde manjedoura, dividindo o espaço com bois, vacas e cabras. Olhemos para a simplicidade de Maria e José, igualmente pobres e igualmente simples, atraídos pela luz do Cristo que age no escondimento da fé para espalhar a Boa Nova na pequena-grande Graça do Seu nascimento. O Natal de hoje não trai mais essa realidade. O Papai Noel serve para tapar nossos olhos a essa Luz com sua imensa barriga e sua inconfundível roupa vermelha, cortês o suficiente para fazer as crianças esquecerem quem é realmente importante nessa época do ano e propaganda ideal para vender de perus gordos a máquinas de lavar. Vive-se a ignorância da clássica idéia de perdão e caridade para o aumento da fantasia do consumo, enquanto que a pequena chama da esperança Naquele que vem se esvai na nossa indiferença e desorientação.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt; &lt;i face="trebuchet ms"&gt;“(O Verbo) era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu”&lt;/i&gt; (Jo 1, 9-10). As palavras de João são, infelizmente, realidade triste para nós, cristãos, que vemos o momento do Natal se transformar numa momentânea celebração de valores superficiais e opacos, estalando em corações que já não se inflamam com a Vida em plenitude que vem até nós como ensinamento de amor. Cristo ilumina a nossa humanidade quando assume, Ele mesmo, o ser homem, para comprovar a ação da Sua imensa Misericórdia sobre as nossas fraquezas e sobre a nossa desesperança. A Igreja olha, com especial louvor, para a cena tocante de Belém, querendo ela também ser humilde e pura para acolher com sinceridade essa Graça singular, quando Jesus invade nosso coração e arrebata-nos à intimidade com Deus, inserindo-se no tempo. E, como não reconhecemos mais o seu singelo olhar na insossa comemoração do Natal, ele perde a sua razão de ser para nós, transformando-se em mera festividade passageira, que nem sequer inspira a contento a comunhão e a paz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 14pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Enquanto nos detivermos em vivenciar essa pobre visão do Natal, pelo gosto da brincadeira e da polêmica, estaremos perdendo o que se esconde na nossa fé e que está bem guardado no íntimo de nós: Deus que nasce e que se faz pobre. Sua Glória, que ilumina nossa vida tão chagada pela covardia e pelo apego às nossas fraquezas, não necessita, para ser plena de bênçãos para nós, de enfeites outros que não a nossa pura e simples acolhida, e é presente na humilde presença do Menino-Deus ignorado por muitos mas substancial em Sua grande pequenez. Repito, então, com ardente fervor, a verdade dita por João: “&lt;i face="trebuchet ms"&gt;Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou” &lt;/i&gt;(Jo 1, 18).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-8863744306752143938?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/8863744306752143938/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=8863744306752143938&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8863744306752143938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8863744306752143938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2007/12/eu-odeio-o-papai-noel.html' title='EU ODEIO O PAPAI NOEL'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-9166623659701292624</id><published>2007-10-21T13:16:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T13:20:03.295-07:00</updated><title type='text'>VENHA SER A MINHA LUZ</title><content type='html'>&lt;a href="http://webcatolicodejavier.org/MadreTeresa.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://webcatolicodejavier.org/MadreTeresa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vivemos numa época em que as imagens falam por si mesmas, sem nenhuma intervenção de palavras ou de pessoas. Imperiosas, elas ilustram muito daquilo que a sociedade quer ver e anseia por ter. Refletem tendências e ditam modismos, bastando que sejam divulgadas e incensadas nas mais variadas mídias. Estão nos cartazes, nos sites, nos outdoors, nas camisas, nas revistas, nos discos... Enfim, para onde quer que se olhe, já damos de cara com uma imagem nova a nos incutir um novo pensamento, um novo conceito de vida, de bem estar. Por isso mesmo é que as imagens são tão celebradas nas campanhas de marketing, pois são poderoso veículo de disseminação de idéias e de estabelecimento de conceitos. Basta que haja uma imagem e, pronto, já temos significação suficiente para fazer calar mil palavras. Seria delirante se não fosse, também, extremamente perigoso, pois a imagem que vale o que mostra nos engana, na grande maioria das vezes, acerca daquilo que ela quer realmente mostrar. Se o que é mostrado é pra se vender ou pra se divulgar, tal objeto não corresponde, necessariamente, à verdade, pois já foi passado pelo crivo de interesses e intenções. A idéia vendida é falsa e as pessoas, comprando ou assimilando o que é falso, aprendem falsos valores e tiram falsas conclusões. Um exemplo recente disso foi o alarde produzido pela imprensa acerca da divulgação de uma seleção de cartas redigidas por madre Teresa de Calcutá a seus confessores, compiladas pelo Padre Brian Kolodiejchuk no livro “Mother Teresa: Come Be My Light”, no qual a religiosa albanesa, tão conhecida e admirada no mundo todo, revela o seu sofrimento por causa de longas e penosas crises de fé, ocorridas ao longo de 50 anos. O autor da compilação é o postulador da causa da canonização de Madre Teresa, e os documentos ora publicados já eram de conhecimento do Vaticano, que havia, inclusive, estimulado sua divulgação. Não havia nenhuma surpresa com o fato de uma pessoa religiosa e católica, que estava à frente de um valoroso trabalho social e missionário e de uma congregação que se dedicava com afinco a esta causa, relatar sua “noite escura” de fé – segunda a experiência e ensinamento de São João da Cruz – diante das renúncias e dissabores da vida de evangelização.&lt;br /&gt;No entanto, não era qualquer freira e nem o seu trabalho era obscuro e desconhecido. Tratava-se de Madre Teresa de Calcutá, alçada pela imprensa mundial ao posto de baluarte da pobreza e ação caritativa, aquela que falara abertamente sobre as misérias do mundo junto a personalidades famosíssimas e líderes mundiais, que pregara o anúncio do Evangelho dos pobres às mídias de todos os países e a órgãos importantes como a ONU. Sim, aquela figura franzina que muitos de nós aprendemos a admirar e a respeitar, independentemente de nossos credos ou línguas. Sim, ela mesma, mostrou-se em toda a sua fraqueza e pequenez, em toda a sua aniquilação como pessoa e como mulher diante da ausência daquilo que deveria ser o combustível do seu trabalho missionário: a fé. Faltava-lhe, em muitos momentos, a fé que lhe levara a sair da sua terra natal a abraçar os mais pobres dos pobres nas ruas miseráveis de Calcutá. O peso que lhe curvava os ombros e lhe tornava cada vez menor e pobre era que Deus, que lhe convidara a abraçar essa renúncia e esse despojamento, escondia-se dela e deixava-a na escuridão e na angústia do desamparo espiritual. São suas palavras: "Na minha própria alma, sinto a terrível dor da sua perda. Sinto que Deus não me quer, que Deus não é Deus e que ele não existe realmente”. Ou ainda: "Tão profunda ânsia por Deus -- e ... repulsa -- vazio -- sem fé -- sem amor -- sem fervor. (Salvar) almas não atrai -- O céu não significa nada -- reze por mim para que eu continue sorrindo para Ele apesar de tudo". Tais palavras contrastam com a imagem que o mundo inteiro fez de Madre Teresa de Calcutá, e é justamente por esta razão que elas chocam e escandalizam, e fazem, por fim, que a mesma Madre Teresa seja desacreditada como cristã, como religiosa e como missionária dos pobres.&lt;br /&gt;Entretanto, Madre Teresa não foi produto de marketing. Ela não se prestou ao papel de “top model” da pobreza, não usou o seu trabalho para se promover, para dar testemunho de como ela era boazinha ou santinha. Ela foi missionária católica, evangelizadora, apóstola dos pobres, preocupou-se apenas com a mensagem de Cristo encarnada no auxílio aos mais desfavorecidos. Nós aprendemos a admirá-la sob os pressupostos errados – e, conseqüentemente, a julgamos erroneamente – porque não compreendemos que a crise de fé é etapa fundamental para que todos nós, católicos, possamos solidificar e tornar plena a nossa adesão à mensagem de Jesus. Ele mesmo – Cristo – angustiou-se diante do desespero da cruz: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mc 15, 34b).&lt;br /&gt;A grande questão que se esconde atrás de todas essas opiniões tiradas unilateralmente a partir da divulgação das correspondências de Madre Teresa é a visão que o mundo tem do que seja santidade. Por seu meritório trabalho, Madre Teresa foi um exemplo de cristã em um mundo carente de valores e sentido, uma prova de que era possível seguir os passos de Cristo em uma época profundamente marcada pelo materialismo e individualismo. Era possível, pareciam afirmar seus admiradores, ser uma mulher santa, sábia e caridosa, em meio a uma sociedade mergulhada na supervalorização do “eu”. No entanto, como a lógica do mundo atual se atém ao fato de que as pessoas, para cumprirem o papel que lhes é imposto, necessitam agir segundo essa mentalidade e essas premissas, o fato de Madre Teresa ter vacilado em sua fé significa que toda a sua ação e exemplo não passaram de uma grande farsa. Fato curiosíssimo: o mundo sem fé joga pedras naquela que lutou, por todos os meios e através de seu trabalho, para alcançar e beber desta fé. Santidade não é, necessariamente, um estado a que se chega após muito esforço; ao contrário, ser santo é um objetivo a ser alcançado pelos cristãos após a luta ferrenha de toda uma vida. Da mesma forma, acreditar em Deus não é algo que pode ser conquistado, mas é sempre algo a se conquistar, nos mais diversos âmbitos de sua vida.&lt;br /&gt;O que é instigante (e maravilhoso) constatar a partir da análise da vida de Madre Teresa é que a sua “noite escura” não foi um processo tão simples e curto, mas um estado de alma que perdurou durante toda a sua atividade missionária. O pregador da Casa Pontifícia, Padre Raniero Cantalamessa, relata: “É algo que é muito presente na tradição cristã; talvez novo e inédito na forma que viveu Madre Teresa, porque enquanto “a noite escura do espírito” de São João da Cruz é um período preparatório para aquele que se chama ‘unitivo’, para Madre Teresa parece que tenha sido um período estável. (...) Creio que Madre Teresa seja a santa da era midiática, porque esta “noite do espírito” a protegeu de tornar-se vítima da mídia, isto é, do exaltar-se... de fato ela mesmo dizia, que diante das maiores honras e clamores da imprensa, ela não sentia exatamente nada porque vivia esse vazio interior. Portanto, era uma espécie de “proteção”, para atravessar a era da mídia”. Portanto, a trajetória íntima de Madre Teresa em busca do crer torna-se símbolo da nossa própria busca pelo mesmo objetivo, dado que nós, em nossos dias, somos impelidos a viver o aparente e o transitório em detrimento do essencial e eterno. Por essa razão, Madre Teresa não merece ser desvalorizada como exemplo, mas exaltada em sua humanidade e em sua humildade em buscar, mesmo na descrença, ser uma com Cristo e a sua Igreja. Ter fé, para Teresa, não era necessariamente um requisito para se chegar a Cristo, mas um prêmio dado por Seu amor em recompensa ao “sim” dado por ela em todos os momentos de sua vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-9166623659701292624?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/9166623659701292624/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=9166623659701292624&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/9166623659701292624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/9166623659701292624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2007/10/venha-ser-minha-luz.html' title='VENHA SER A MINHA LUZ'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-2456979121408515759</id><published>2007-10-21T12:44:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T12:45:54.110-07:00</updated><title type='text'>NÓS, OS SUBVERSIVOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.preceonline.com.br/ntc/fotos/terço.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.preceonline.com.br/ntc/fotos/terço.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mesmo sendo a Igreja Católica uma instituição que enfrentou dois mil de história permanecendo íntegra em sua constituição, tendo a sua doutrina se enraizado tão bem no coração do povo no avançar dos séculos, e, ainda, que boa parte da população brasileira seja católica, sinto-me (eu mesmo sendo um deles), no mais das vezes, um subversivo em ser adepto desse credo, em ser ativista da causa de Cristo por esta particular religião. E não sou só eu. Em inúmeras pessoas que, iguais a mim, participam da Eucaristia e tomam do Rosário como oração de oferta a Deus por Maria, percebo essa mesma atitude de intransigência e marginalidade, como desviados de todo o resto, antipáticos por se apegarem incondicionalmente a uma “ideologia” dita antiquada e hipócrita. Não se trata de simples preconceito mas, antes de mais nada, de uma profunda segregação, apartados dessa linha de comportamento e de pensamento que invade todos os meios de mídia e todos os lugares, de liberdade total e renovação de valores, os quais, julgam seus defensores, devem passar pelo crivo da modernidade para se adequarem a ela.&lt;br /&gt;Há rixa formada entre os pregadores do progresso, ansiosos por verem assuntos como casamento homossexual e células-tronco sendo analisados e aceitos, e os ditos “fundamentalistas cristãos”, negando toda e qualquer sujeição da vida aos interesses humanos sob a inspiração do Evangelho. Ser contra tais avanços é ser retrógrado, medieval. É mergulhar nas sombras da fé cega a luz radiante dos novos tempos, de áureas descobertas e avanços comportamentais. Passadistas são, também, o nosso Papa que, doente e alquebrado, suspira pela Paz e pelo retorno a Deus, por uma via especial de oração e de penitência, e a Igreja que ele comanda, ciente da obediência e da necessidade de evangelização.&lt;br /&gt;Somos “gauche”, como dizia o poeta, andando na contramão da História, à margem do processo lento de transformação pelo qual passa a humanidade. Vivemos, bobos e imbecis, na expectativa de um Salvador que não vem e cuja mensagem de amor e caridade parece um eco de obscurantismo e utopia. A grandeza da santidade e da mansidão já não são queridas por ninguém, e pessoa nenhuma se interessa mais em ler a Bíblia para se aprofundar na mensagem do Deus de amor. Apenas um bando de “fanáticos” e “conservadores” como nós é que se aproveita da Graça de Cristo, que ainda sente pena de sua morte de cruz e que acredita piamente que ele ressuscitou dentre os mortos. Temos a cabeça estreita demais para abarcar o sonho fantástico da liberdade sem fronteiras, do amor liberto de amarras e convenções, de uma nova vida sob um deus que se sujeita a nós e cujas ordens são sopros da nossas próprias aspirações. É essa a sensação que eu sinto quando olho nos telejornais e nas músicas essa nova realidade, tão distinta da do meu grupo de oração, do meu apostolado, da homilia do padre da minha paróquia.&lt;br /&gt;O que antes era regra geral agora é a exceção das exceções. O barato, agora, é abortar o feto para não prejudicar a carreira profissional e os corpos das novas mulheres, feministas e decididas em sua acepções. É usar a camisinha para se ter o prazer sem fim, porque ser consciente da sexualidade é provar do orgasmo da melhor maneira possível, é sentir o outro pela genitália e pelo instinto. É casar, descasar e casar de novo, como se, sinal dos tempos, o conceito de matrimônio fosse tão elástico quanto linha de nylon, a abarcar situações de adultério e sexo grupal como se fossem corriqueiras e banais. Ou, ainda, é usar da vida alheia para nos curar as enfermidades, como no uso dos embriões, sob a desculpa de que são vidas “em espera” e não seres humanos como qualquer um de nós. Isso é ser moderno, ser integrado na nova esfera do mundo, do lado daqueles que abolem a dignidade de serem humanos e filhos do Deus da Paz para se afirmarem como independentes, fortes o suficientes para tomarem as rédeas das próprias vidas.&lt;br /&gt;Os cristãos, particularmente os católicos, sentem-se, mais do que nunca, ignorados em suas convicções, em suas escolhas. Ter a fé autêntica na Misericórdia de Deus e confiar na graça que o Espírito Santo derrama é ir de encontro a tudo o que nos rodeia, e que, de certa forma, nos ataca. Priorizar valores como castidade, caridade, obediência e humildade é ser, hoje, clandestino entre os demais, é optar pela difícil rota da salvação a ser percorrida pelos espinhos. Longe de se configurar impossível, o céu é para nós realidade a se concretizar, pois, tomando a decisão firme pela Igreja e sua palavra, estamos assumindo a postura dos apóstolos, dos mártires e todos os santos que, em dois milênios, testemunharam a fé em Cristo nas dificuldades e na renúncia de si mesmos. Na realidade, Ele que nos chama a sermos, realmente, diferentes em tudo, a sermos estrangeiros na própria pátria, a lavarmos os pés do próximo ainda que um deles nos traia, a bebermos o fel até o último gole nos momentos de agonia e a abraçarmos a cruz que não é morte mas certeza de vida para nós. Dessa forma, como Ele, ressuscitaremos em glória e bênção, certos dos cumprimentos das promessas de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-2456979121408515759?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/2456979121408515759/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=2456979121408515759&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/2456979121408515759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/2456979121408515759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2007/10/ns-os-subversivos.html' title='NÓS, OS SUBVERSIVOS'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-8337834344282937856</id><published>2007-10-21T12:35:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T12:40:02.582-07:00</updated><title type='text'>JOÃO, O AMADO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.lepanto.com.br/Imagens/SJEv2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lepanto.com.br/Imagens/SJEv2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;“E o amor consiste no seguinte: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou, e nos enviou o seu Filho como vítima expiatória por nossos pecados” (I Jo 4,10)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;João Evangelista, pela descrição dos evangelhos, era filho de Zebedeu e Maria Salomé. Como o pai, era pescador e exercia sua função no lago Genezaré, com seu irmão Tiago. Desde sempre, cultivava o amor profundo a Deus e, discípulo de João Batista que era, desde cedo alimentara com o batismo a esperança de um messias prometido. Após o anúncio do Precursor de que já era chegada a hora da redenção, na pessoa de Jesus Cristo e após o batismo deste último, João ver inflamar em si o ardor missionário e a certeza da obra de salvação sendo revelada para si. “Farei de vós pescadores de homens”, tal era o chamado imperioso dado pelo Mestre que viria a ecoar em seu simples coração juvenil, de apenas quinze anos.&lt;br /&gt;Desde a inauguração do Colegiado dos Apóstolos, João se destacara por sua ingenuidade e perspicácia, acatando com pureza os grandes mistérios de vida que lhe eram soprados pelo Salvador. Viram em sua figura os estudiosos que sobre ele se debruçaram um toque de feminilidade e sentimentalismo, atingindo o coração da comunidade cristã que nascia e de seu Mestre e tornando-se um baluarte de caridade e mansidão, que viriam a marcar toda a sua obra e o seu exemplo de vida.&lt;br /&gt;Tais revelações permitem-nos concordar com a Tradição, que nos apresenta João como o primeiro devoto do Coração de Jesus, demonstrado no aconchego que Jesus deu a seu discípulo amado por ocasião da Santa Ceia, na qual, segundo nos ensina Santo Agostinho, teria ele absorvido os mais altos segredos e mistérios que depois seriam derramados sobre a Igreja.&lt;br /&gt;Conhecido como o “Apóstolo Virgem”, João nos é lembrado também como custódia da Virgem Mãe de Deus. A missão, dada a si por Jesus no ápice de Sua Paixão, nos revela a sensibilidade inata deste discípulo de acolher a verdade plena de Maria e de pô-la em prática, nas virtudes do silêncio e da compreensão. A coragem e o ferrenho amor de João o leva a percorrer com o Mestre todos os passos da paixão, sem fraquezas ou covardia, e a presenciar seu martírio e dar testemunho da clarividência deste episódio.&lt;br /&gt;O “Teólogo” , como assim a Igreja o denomina, percorreu um imenso caminho em sua valorosa busca pelo conhecimento das coisas de Deus. Esteve em Jerusalém, no ano 37, e depois por ocasião do Concílio dos Apóstolos. Transferiu-se com Pedro para Samaria, onde realizaram grandiosa evangelização. Depois, mudou-se para Éfeso, onde viveu até o fim da vida e foi sepultado. A partir desta cidade, prestou assistência a muitas Igrejas da província da Ásia, escreveu o quarto evangelho (o último deles) e sua três epístolas, dedicadas aos cristãos em geral. Por meio de sua obra, João operou uma transformação intensa na comunidade cristã que nascia, impregnando-as com seu vigor piedoso e com sua coragem em revelar as maravilhas divinas.&lt;br /&gt;Durante o governo de Domiciano (81-96), foi exilado na ilha de Patmos, na qual escreveu o último livro de Bíblia, o Apocalipse, predizendo todo o calvário a ser sofrido pela Igreja em sua peregrinação terrestre até a sua vitória final, subjugando a morte e o pecado. Este mesmo imperador o levou ao martírio, na cidade de Roma, colocando-o num caldeirão de água fervente, de onde saiu rejuvenescido e sem dano algum. Tal episódio é comemorado pela Igreja no dia 6 de maio.&lt;br /&gt;Numa atitude de extremo amor a Jesus e à obra de salvação, João pede, junto de seu irmão Tiago, ao Mestre que sejam eles colocados lado a lado de Jesus na implantação de Seu Reino. Neste hora, Jesus os proclama e nos faz refletir que para alcançar a glória plena em seu nome, é necessário beber o cálice do fel, a que prontamente o discípulo aquiesce. Tendo ganho o cognome de “Boanerges”, que significa “filhos do trovão”, por seu zelo e compaixão pela herança deixada nas palavras e ensinamentos do Salvador, tornaram-se, juntamente com Pedro, os principais dentre os apóstolos, a liderar o movimento de evangelização e implementação das graças abundantes da pessoa do Cristo e na instauração de Seu Reino de amor.&lt;br /&gt;Calcado em profunda teologia, oriunda da extrema intimidade com Jesus, João apresenta-nos, em seu Evangelho, Jesus “à luz da transcendência do ressuscitado, do pré-existente”, nas palavras do padre jesuíta João Batista Libânio. Difere-se dos outros três evangelhos por enfocar mais o aspecto espiritual de Jesus, ou seja, Sua vida e obra baseadas no mistério da Encarnação: o Verbo que se faz Carne e dá vida aos homens. Além disso, ele concentra o foco da narrativa em sete milagres, ou sete sinais, por meio dos quais ele tece uma espécie de meditação, na qual procura desenvolver e divulgar o conteúdo da catequese difundida no seio de sua comunidade. Lembra-nos, a todo o momento, o caminho seguro da fé e do amor para se ter a vida eterna (Jo 20, 30-31).&lt;br /&gt;O amor é tema recorrente em sua obra, principalmente na sua Primeira Carta, escrita em Éfeso, na qual se desenvolve uma verdadeira doutrina de amor, baseada na perseverança nos caminhos da luz e na obediência para se alcançar a Graça de Deus. Como aprofundando a mensagem cristã, João nos prova definitivamente que Deus é Amor, profundo e radical, experiência pela qual ele mesmo passou. “Porque esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros” (I Jo 3, 11), resta-nos o saldo da graça que ele nos deixou gravado no coração como exemplo a ser explorado em nosso cotidiano”.&lt;br /&gt;Num tempo de tamanha descartabilidade nos relacionamentos, de tanta indiferença à afetuosidade, João nos convida a olhar o mundo e o próximo na radicalidade e na profundeza do amor de Deus, doando-se e recebendo amor numa troca infinita. Ele nos ensina que a prática da justiça é amar o irmão (I Jo 3, 3-10), rompendo com tudo aquilo que nos separa de Deus e de nossos semelhantes.&lt;br /&gt;É de capital relevância falar de João para os jovens, tendo ele mesmo sido um jovem a descobrir a Graça divina na eterna descoberta da Verdade e na prática e na vivência da Castidade. João parece travestir em sua vida a vida da Virgem Maria, sua pureza e silencio, que numa atitude de temor, respeito e contagiante fé, revela-nos a importância de guardar as coisas de Deus em nossos corações e revelá-las à luz da oração.&lt;br /&gt;A juventude, para ver revelada diante de si a obra divina da caridade, há de se espelhar na ousadia de João em se lançar plenamente nos santos mistérios, a descobrir a vida em Deus nos recantos recônditos de nossa alma, incluindo-se aí nossos medos, angústia e decepções. Em João vemos a obediência, sua atitude de criança ávida de amor à qual Jesus tanto apreciava, e a plena abertura para a Graça e o Amor de Deus.&lt;br /&gt;Auscultando o pulsar do coração divino nas belas palavras do Evangelho joanino, o jovem tem a oportunidade de perceber o quão valorosa é a amizade de Deus em sua vida, tomando por base a intensa intimidade e o prestimoso afeto que João dedicou, não só a Jesus e à sua herança, mas a todos os homens, como forma de ilustrar a grandeza da Misericórdia de Deus na nossa vida. Os mais grandiosos mistérios de Deus nos são revelados de forma extremamente simples, para que nós, assim como João, percebamos a mensagem de Deus com a pequenez e anulação total de uma criança que se deixa embalar suavemente.&lt;br /&gt;Aquele que passa incólume pela provação tem muito a ensinar a nós, que passamos por um sem número de experiências que nos afastam do Amor de Deus e de Sua Graça. Diante de tantos desafios a suplantar, dos falsos prazeres e das falsas afirmações, João se mostra na coragem de filho de Deus, que soube, assim como o Mestre, dar testemunho do Pai a todos os seus companheiros e a toda a humanidade e alcançar de Jesus a beleza e a magnificência de Sua Benevolência. Os jovens, assim como João, devem gravar em seu coração a certeza da redenção na pessoa de Jesus, e assim como o apóstolo aceitar o convite do salvador: “Eu vos farei pescadores de homens” (Mc 1, 17).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-8337834344282937856?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/8337834344282937856/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=8337834344282937856&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8337834344282937856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8337834344282937856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2007/10/joo-o-amado.html' title='JOÃO, O AMADO'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-5392123585622203280</id><published>2007-10-21T12:30:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T12:33:25.786-07:00</updated><title type='text'>SOFRER E VIVER</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.elveraz.com/images/lagrima.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.elveraz.com/images/lagrima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cercada de anúncios e outdoors por todos os lados, a juventude de hoje acostuma-se a, cada vez mais, ser a principal vítima e fonte de lucro da mídia e da publicidade. Com as ondas que vem e vão em alta velocidade, os jovens se deixam tragar pelas supostas maravilhas que os anúncios apresentam, sem a responsabilidade de informar os efeitos que eles lhes trazem. Nessa dependência, eles se vêem forçados, sob pena de serem excluídos das rodas e dos grupos, a aceitá-las e abrem mão dos valores que deveriam nortear as suas vidas. Valores esses que lhes permitiriam viver, de maneira autêntica, alicerçados sob uma sadia personalidade e inspirados por uma sincera liberdade. Por que não abrem mão dessa obediência cega ao que é pregado pelos meios de comunicação, afastam-se de Deus e da missão que Ele lhes confia e que é fonte de felicidade eterna. Um exemplo disso é a massacrante luta travada pelo mundo, atualmente, contra aquilo que é uma das marcas principais da vida humana – o sofrimento. Com base em uma ideologia em que o ritmo da vida é ditado pelo prazer com que ela deve ser vivida, nasce no coração das pessoas um medo incontrolável de abraçar as dores e as cruzes do cotidiano. Como lhes é ensinado que o sofrimento é prejudicial e deve ser evitado a todo custo, cria-se uma legião de jovens marcada pelo relativismo e pela imaturidade, onde eles são destreinados a vivenciar um dos dons mais belos trazidos pelo Espírito Santo: a fortaleza diante da dor.&lt;br /&gt;Santa Teresinha, em um de seus escritos, nos diz: “Entretanto, se na infância sofri com tristeza, já não é assim de sofro agora. É na alegria e na paz. Sou verdadeiramente feliz de sofrer”. Parece loucura afirmar hoje que é melhor sofrer com alegria no coração. Na mente dos jovens, aprece até antinatural. No entanto, o sofrimento é um dos mais eficazes meios de autocrescimento disponibilizados por Deus para nos socorrer. Abraçar com fé a dor que é imposta pelos revezes da vida deve ser, para os jovens cristãos, sinal de desafio e profunda felicidade, pois é por meio dela que a personalidade vai se moldando na maneira bela e santa. E também é por ela que nós nos unimos cada vez mais a Deus. O Papa João Paulo II nos diz, na carta Salvifici Doloris, que o sofrimento “é algo tão profundo como o homem, precisamente porque manifesta a seu modo aquela profundidade que é própria do homem, e, a seu modo, a supera. O sofrimento parece pertencer à transcendência do homem; é um daqueles pontos em que o homem está, em certo sentido, ‘destinado’ a superar-se a si mesmo; e é chamado misteriosamente a fazê-lo”. Trata-se de uma verdade incontestável – o homem encontra, no sofrimento, a chave mestra para entender a sua missão enquanto filho de Deus e encontra as respostas que lhe permitem superar as dificuldades próprias da sua humanidade ferida.&lt;br /&gt;Certas igrejas protestantes usam o slogan “Pare de sofrer” como forma de arrebanhar fiéis e garantir-lhes uma via fácil (e falsa) de felicidade. E o que é pior: utilizam-se dessa mentira usando o nome de Jesus. Ora, foi o próprio Cristo que abraçou livremente a cruz, como caminho autêntico de salvação e obediência a Deus, alertando para a necessidade de Seu sacrifício como oferenda agradável a Deus: “O Filho do homem deve ser entregue nas mãos dos homens. Matá-lo-ão, mas ao terceiro dia ressuscitará (Mt 17, 21-22). São Paulo nos diz, então, que o amor ao sofrimento é a forma ideal de nos unirmos a Cristo e a seu projeto de amor: “Com efeito, à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações. Se, pois, somos atribulados, é para vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para vossa consolação, a qual se efetua em vós pela paciência em tolerar os sofrimentos que nós mesmos suportamos”.&lt;br /&gt;Dessa forma, suportar o sofrimento pela via do sacrifício não é, de forma nenhuma, sinal de radicalismo ou falsa piedade; pelo contrário, amá-lo e aceitá-lo como um bem é a maneira mais eficaz de superá-lo, a fim de que seja um meio para nos obter a salvação de Deus. Esse recado é válido para os jovens, sempre tão ávidos a viver os instantes da mocidade da maneira mais intensa possível, para que não fiquem estacionados na imaturidade e na fragilidade diante dos desafios da vida. Vivendo a juventude no materialismo e na busca dos prazeres, fugindo da sabedoria escondida na dor que é trazida pela realidade que o rodeia e pelos desafios que lhe são impostos, eles dão o primeiro passo rumo à autodestruição de suas personalidades e do seu caminho de salvação.&lt;br /&gt;A nossa humanidade é marcada pelo pecado, trazido como herança pelos nossos primeiros pais e só derrotado pelo sacrifício de Cristo na Cruz. Da mesma forma, na nossa vida, o pecado só é aniquilado para dar lugar à vida de santidade em Deus quando nos predispomos a aceitar a dor que nos vem através dele. A partir daí, a redenção em Deus nos vem pela oferta da nossa vida como oferenda agradável à Trindade. A dor, aqui, não é um mal necessário, mas condição para uma perfeita purificação e salvação. Ainda na Salvifici Doloris, João Paulo II nos fala que “a salvação significa libertação do mal; e por isso mesmo está em relação íntima com o problema do sofrimento. Segundo as palavras dirigidas a Nicodemos (cf. Jo 3, 16), Deus dá o seu filho ao ‘mundo’ para libertar o homem do mal, que traz em si a definitiva e absoluta perspectiva do sofrimento”. E termina dando um autêntico conceito de sofrimento: “verdadeiramente sobrenatural e, ao mesmo tempo, humano; é sobrenatural, porque se radica no mistério divino da Redenção do mundo; e é também profundamente humano, porque nele o homem se aceita a si mesmo, com a sua própria humanidade, com a própria dignidade e a própria missão”.&lt;br /&gt;É, pois, imperativo o amor ao sofrimento, sendo forma autêntica de união com a realidade salvífica de Jesus. O jovem de hoje, que vive perdido em busca do caminho verdadeiro da felicidade, deve entender, então, que ela não se encontra somente no bem-estar pregado pelo consumismo e pela mídia, mas, principalmente, na sábia aceitação da dor, que é desafio e fonte de intensa riqueza espiritual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-5392123585622203280?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/5392123585622203280/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=5392123585622203280&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/5392123585622203280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/5392123585622203280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2007/10/sofrer-e-viver.html' title='SOFRER E VIVER'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-7302722617195593772</id><published>2007-09-24T18:46:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T19:15:41.061-08:00</updated><title type='text'>FORA DO AR</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nFPoNUfPTIY/Rvhr1VmGOOI/AAAAAAAAAAU/KU2aSR4DPZI/s1600-h/Isabelle+015.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.facomb.ufg.br/magnifica/imagens/televisao.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.facomb.ufg.br/magnifica/imagens/televisao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ainda que hoje existam infindáveis opções de entretenimento, a TV se sobressai por ser a que concentra maior amplitude entre as várias camadas da sociedade brasileira e a que apresenta maior número de programas atendendo aos mais variados tipos de gosto. Muito já foi discutido a respeito do seu papel como difusora de cultura e o seu grau de responsabilidade nas mudanças ocorridas no comportamento do seu público, provocando discussões a respeito de assuntos antes considerados tabus entre as pessoas e quebrando regras para impor sua marca e sua opinião entre as famílias. No entanto, das conclusões obtidas, nenhuma revela a fundo as conseqüências trazidas pela televisão no tocante a essas mudanças, na ruptura dos valores e na quase total desobediência a regras morais e éticas que antes eram valorizadas pela população.&lt;br /&gt;Analisar a quebra desses valores é importante porque a TV é fonte de diversão também para os católicos. Ao assistir a determinados programas, os cristãos de todas as idades se deparam com situações e discussões que colocam em xeque os valores que recebem na vida espiritual, muitas vezes os aceitando sem fazer qualquer revisão mais séria ou profunda. Como a TV vive de modismos e a assunção deles interfere na aceitação das pessoas no meio da comunidade, é comum que os cristãos suavizem as agressões feitas aos seus valores para se colocar no meio das outras pessoas e serem queridos por elas. Não há, da parte de alguns, uma defesa própria daquilo que é pregado contra o pensamento da Igreja e as verdades ditadas por Cristo, com o intuito de fazê-los mais queridos pelas outras pessoas.&lt;br /&gt;Não se trata, evidentemente, de se exorcizar a TV, mas de promover uma reflexão a respeito da sua influência no nosso meio e mostrar que pode haver uma filtragem daquilo que é exibido por ela, a fim de que seja ótima fonte de informação e cultura sem, contudo, malferir o nosso pensamento cristão. Como se sabe, em busca de maiores pontos de Ibope, as emissoras de televisão são capazes de fazer os maiores malabarismos, promovendo sujeira e desorientação a respeito de assuntos sérios e merecedores de uma abordagem mais profunda e austera. Não é raro, ao ligarmos a TV, observarmos cenas de nudez, sexo e violência em doses cavalares, sempre de olho na popularidade obtida e em horários e ocasiões inadequadas. Não há uma linha de conduta adotada pela grande maioria dos programas, existindo, sim, uma séria propensão à baixaria e ao descaso com o público, vítima e, infelizmente, co-responsável por todo este processo.&lt;br /&gt;“Comportemo-nos honestamente, como em pleno dia”, já dizia São Paulo na Carta aos Romanos. Muito do que é exibido na TV tem a nossa parcela de culpa, pois se é mostrado é porque há um público que lhe é fiel. Não nos é conveniente, como testemunhas da Graça que Cristo infunde em nós, que aceitemos de bom grado aquilo que é mostrado, simplesmente. Necessário é que nos imponhamos diante de tantas discussões que ferem a nossa fé e desrespeitam o Cristo que está em nós.&lt;br /&gt;Por meio das falsas discussões operadas pela TV, assuntos como homossexualismo, sexo pré-matrimonial e adultério são colocados como “normais” e até aceitos no seio da comunidade, tendo em vista que se opor a tais definições corresponde a ter uma visão antiquada e conservadora. Propõem as novelas e os programas que a nova sociedade, antenada com as exigências das novas modas, tem de relaxar as convenções e se libertar desse “puritanismo” cristão, a fim de que estas idéias sejam aceitas e incorporadas ao comportamento das pessoas. Promover a crítica a esses abusos é estar, segundo a opinião dominante, na contramarcha das mudanças pelas quais a sociedade passa. Isso significa, conseqüentemente, que ser cristão e defender a castidade, a liberdade e a essência das virtudes é sintoma de atraso, como uma espécie de subversão.&lt;br /&gt;São Paulo nos diz, ainda, que “tudo nos é permitido, mas nem tudo me convém”. Para evitar que os ensinamentos de Cristo, que nos vêm da vida de oração, da escuta de Palavra e dos ensinamentos da Igreja, sejam deturpados e feridos e não sejam objetos de contradições para nós, é preciso que aquilo que vemos na TV passe pela análise e pelo discernimento que Cristo, pela ação do Espírito Santo, provoca em nós. Isso, sem se importar com a aceitação ou desaprovação dos outros, mas, antes, com a assunção da Graça de Deus em nós.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-7302722617195593772?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/7302722617195593772/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=7302722617195593772&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/7302722617195593772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/7302722617195593772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2007/09/fora-do-ar.html' title='FORA DO AR'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-6939997651164221168</id><published>2007-09-24T18:41:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T18:44:18.912-07:00</updated><title type='text'>JESUS CRISTO POP STAR</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.colitec.com.br/loja/images/guitarra_austin_prt_brc.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.colitec.com.br/loja/images/guitarra_austin_prt_brc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Cabelos revoltos no ar, roupa de couro apertada no corpo esbelto, o cantor de heavy metal atira o microfone no chão e grita a plenos pulmões um refrão impronunciável. As mãos, elétricas, repetem o chifre do diabo rumo à platéia frenética. Depois, munido de uma imensa mangueira de bombeiro, simula urinar em pleno palco, os olhos vidrados em transe. O show termina e uma sucessão interminável de fãs se espreme à saída, tentando tocar, mesmo que de leve, o corpo dos integrantes da banda. Mulheres insandecidas, seios à mostra, comprimem seus corpos à limusine que avança devagar no desvario da multidão. O mesmo cantor abraça a namorada de microvestido transparente, exageradamente maquiada. Chegam a uma boate onde, na ferveção da pista de dança, várias pessoas de cruzam e se tocam com extrema sensualidade. Uma mulher de olhos salientes se aproxima do roqueiro e de sua namorada e os convida, não sem um olhar de malícia, a experimentar novas formas de prazer...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme na TV me fez espantar o sono com uma explosão de reflexões inesperadas, vindas numa mescla de surpresa e desapontamento. Da experiência como jovem católico numa época em que sexo, bebedeiras e orgias são palavras fáceis na boca dos adolescentes, veio-me à mente, de pronto, a constatação da dificuldade de se encontrar diversão sadia e evangelização profunda em meio à enxurrada de emoções fáceis e curtições superficiais em voga nos lugares da moda. Ou, ainda, imagino a que limite chegará a juventude da qual faço parte, nessa voltagem cada vez mais crescente de rebeldia e libertinagem tão comum nessa nossa época. Nesse caminho sem volta onde se misturam mensagens de morte e desilusão, solidão e decadência, penso na cegueira que nos toma a nós, jovens, nesse momento de tantas penumbras e pouca luz. Penso, também, em quantas situações de sexo, nas mais ousadas variações eróticas existentes, os jovens de hoje experimentam sob a desculpa inaceitável de auto-descoberta. Penso, ainda, no sem-número de substâncias tóxicas que meus contemporâneos tomam, do baseado ao esterco de cavalo, iludidos pela promessa de liberdade sem fim que se acaba nos sintomas de depressão e angústia. Tão desorientados, desnorteados, cada vez menos preparados a enfrentar a vida tão abertamente e que, por isso, se fazem esconder na escuridão do pecado. Imagino-me (por que não?) sob o contato visceral com tantas e tão sutis situações de erro que me fazem, pelo silêncio e pelo comodismo, ser uma espécie de cúmplice dessas deturpações. Imagino e me assusto, os olhos fixos na TV, a mostrar, de forma nua e crua, no que nos transformamos e no que vamos nos transformar nessa loucura crescente. Um gosto amargo de responsabilidade me corta a boca...&lt;br /&gt;Saber de tantas e tão degradantes situações de pecado me faz perceber a importância de dar vazão ao Cristo que já me conquistou e que me intima a se fazer conhecer no meio dos jovens. Indago, olhando para minha história, quantas vezes saí de mim, da minha redoma de falsa piedade e santidade, e fui ao drogado, ao homossexual, à adolescente que aborta, ao preso, ao jovem que, sutilmente, abusa da liberdade e se enforca com ela. E vejo que foram bem poucas, insuficientes para tirar de mim essa nódoa de timidez e egoísmo. Como numa imensa arena, vejo a juventude cristã se digladiar, hoje, com a centralização em si mesmos e se esquecer da imensa platéia de excluídos da Graça, jovens como nós, a se afundar no vazio em que mergulham suas vidas e a assistir à nossa confusão, impedidos de se voltarem para nós pelo imenso vidro fosco da nossa covardia. A distância que nos separa é a que deveria nos juntar, a fim de fazer concreta a Verdade que é Cristo no coração daqueles que precisam.&lt;br /&gt;Não me resta outra opção a não ser rogar a Cristo que use de Sua Misericórdia, de Seu Corpo e Sangue, para nos erguer da nossa falta de caridade e sairmos ao encontro daquele que anseia por ver a luz. Que ele reforce em nós uma voz como a saída de um alto-faltante, a fim de propagar o Evangelho, sob inspiração do Espírito Santo, aonde Cristo não chegou: baladas, praias, lan-houses, shows de rock, redutos de homossexuais ou onde quer que a vista de Deus aviste um necessitado de amor. Quero, pois, fazer valer a condição de cristão e reafirmar as promessas por mim a Jesus e as feitas por Ele, a nosso favor, para que sejamos jovens com os jovens e para os jovens, sem desculpas, preconceitos ou medos mas, antes de tudo, inspirados pelo amor que nos é dado de graça.&lt;br /&gt;Inflamado por Jesus que me ama e quer ser amado, vejo não mais um show de rock, mas uma imensa legião de jovens a se descobrirem numa comunhão de paz. Não mais a escuridão de uma casa de shows, mas a luz que emana dos vitrais da igreja. Tampouco, não mais o cabeludo a gritar e injuriar, mas a pequenina Hóstia no centro de um sacrário dourado, a irradiar a paz sem a necessidade de refrões com duplo sentido nem de situações de luxúria e, sim, a derramar a Graça no silêncio e na mansidão. Jesus, escondido no Pão, no meio dos jovens que cantam, louvam e se alegram, tão jovem quanto eles. Esses jovens todos, imagino (e creio!), condicionados e formados no amor, a se anularem tendo em vista o transbordamento de amor ao próximo, àquele que sofre, que se destrói. Sonho que se torna realidade pelo meu “sim”, como o foram o de Abraão, Moisés, Maria Santíssima e dos santos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;... entusiasmado, desligo a TV e vou rezar o terço. Mais tarde talvez eu evangelize alguns jovens num chat de namoro...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-6939997651164221168?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/6939997651164221168/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=6939997651164221168&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/6939997651164221168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/6939997651164221168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2007/09/cabelos-revoltos-no-ar-roupa-de-couro.html' title='JESUS CRISTO POP STAR'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-8946916130586137433</id><published>2007-06-17T19:03:00.000-07:00</published><updated>2008-04-09T18:42:11.680-07:00</updated><title type='text'>O "PARA SEMPRE" E O "NUNCA MAIS"</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.oamador.com/wp-content/uploads/2007/10/jovens.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.oamador.com/wp-content/uploads/2007/10/jovens.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://juventude.gov.pt/NR/rdonlyres/2606D10C-E734-4E08-B255-7C240095DE0F/1744/jovens2final1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tomar decisões é algo que, nos dias de hoje, se tornou a grande sina das pessoas. A cada segundo, todos nós nos vemos na contingência de escolher o melhor caminho a ser seguido em todos os ambientes – profissional, pessoal, afetivo e espiritual. As opções são muitas (e variadas) e nos jogam na cilada de arcar com o peso que elas exercem, mesmo que muitas vezes a nossa vontade seja soterrada pelo desejo do êxito e da autopromoção. Decidir (e decidir-se) é, em nossa época mais do que nunca, arriscar, sob pena de estarmos estagnando em nosso processo de crescimento pessoal em vista de algo que talvez não nos preencha por completo. Os jovens estão se tornando as grandes vítimas desse processo, posto que a eles são cobradas soluções e escolhas que ultrapassam a sua capacidade de discernimento. Do futuro profissional, buscado com intensa dificuldade em tempos de vestibular, à responsabilidade exigida nas relações sociais, exige-se dos jovens uma maturidade que não lhes é repassada por uma estrutura familiar falha e por uma sociedade marcada pelo descartável e pela imoralidade. Os adolescentes estão assumindo o ônus de escolher, eles mesmos, as rédeas da sua vida, e é por isso que essa nova geração de pessoas está decaindo nos pecados e na falta de valores. Os modismos, as drogas, o sexo livre e o comportamento desviante são sinais de uma juventude que não possui parâmetros, levando-a a buscar na falsa liberdade que o mundo dá o sentido da sua existência.&lt;br /&gt;A igreja, neste contexto, tem a nobre missão de nortear, com os valores evangélicos, a vida dos jovens, permitindo-lhes escolher, entre as opções que o mundo oferece, aquela que aponta para o seu crescimento humano – a vida em Deus. Em sua visita ao Brasil, o Papa Bento XVI reafirmou, o compromisso da Igreja com os jovens, chamando-os a viver a alegria de serem cristãos com responsabilidade. Em seu discurso no estádio do Pacaembu, em São Paulo, o Papa nos faz refletir sobre o caminho que devemos seguir para alcançarmos a vida eterna, tendo como ponto de partida um trecho do Evangelho de Mateus (19, 16-22). À pergunta que o jovem rico da passagem faz a Jesus (“Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?”), Ele responde: “Se queres entrar na vida, observa os mandamentos!”. O jovem, então, informa a Jesus que observa os mandamentos desde a infância. Por fim, Jesus dá seu ensinamento final: “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!”.&lt;br /&gt;Pronto! Jesus nos incita a mais uma decisão: Vem e segue-me! Mas, em que consiste o seguimento a Jesus? Ou, em outras palavras, como os jovens irão abrir mão das facilidades que o mundo oferece para se doarem a essa vida de radicalidade em Deus? Bem, entram em cena aqui as duas expressões que vão nos ajudar a compreender um pouco melhor a receita de felicidade plena que Jesus oferece: o “Para Sempre” e o “Nunca Mais”. Tendo em mente estas duas idéias (ou ideais de vida), o jovem poderá viver com garra o compromisso de santidade que Jesus nos leva a experimentar. O “Para Sempre” e o “Nunca Mais” não são duas vertentes antagônicas; elas são, ao contrário, as duas faces de uma mesma moeda, com a qual compramos as rédeas da nossa vida que o mundo nos roubou. Melhor dizendo, são os dois lados de uma mesma realidade que, se vivida na sabedoria de Cristo dada à Sua Igreja, é o nosso mais valioso prêmio.&lt;br /&gt;Em seu discurso, o Papa nos ensina e indaga: “Da vida brota a liberdade que, sobretudo nesta fase se manifesta como responsabilidade. E o grande momento da decisão, numa dupla opção: uma quanto ao estado de vida e outra quanto à profissão. Responde à questão: que fazer com a vida?”. O mundo atual não responde satisfatoriamente aos anseios da juventude. Aliás, nem sequer o responde, pois o que é pregado hoje na sociedade trata-se, na realidade, de uma grande mentira calcada no falso juízo de que os jovens são uma parcela menos importante no meio social e de que a liberdade desenfreada é a sua marca registrada. O Para, na contracorrente, afirma o protagonismo dos jovens na sociedade moderna e apresenta Jesus com a eterna novidade, em direção à qual devem seguir todos os seus anseios e planos. Os jovens são chamados, pois, a viver a juventude de Cristo e em Cristo, abrindo mão do passado e das enganações da mídia e dos valores atuais. São chamados a viver o “Nunca Mais” na renúncia à mentalidade reinante e ao modo de vida irresponsável e inconseqüente. De outro modo, são impelidos a viver o “Para Sempre”, comprometendo-se a assumir, livre e espontaneamente, a paz que vem da experiência da caridade e da responsabilidade.&lt;br /&gt;O exemplo do jovem no evangelho é esclarecedor. Ao ouvir a resposta de Jesus, ele vai embora “muito triste, porque possuía muitos bens”. É o que muitos jovens fazem hoje: fraquejam diante do desafio que Jesus oferece. Acostumados a estar na larga estrada que lhes oferece tudo muito facilmente – o dinheiro, o sucesso, o prazer – os jovens renunciam à via estreita que lhes levaria à sua verdadeira dignidade de filhos de Deus. Os jovens possuem tudo, mas não dispõem do que lhes é essencial: a vida. Vida que é perdida nos desencontros dos relacionamentos afetivos mal construídos, no comportamento que defende ser a atitude mais importante que a identidade, na mentalidade que ensina ser o “ter” mais importante que o “existir”. Nesse sentido, o Papa discorre: “O jovem do Evangelho percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas na hora da grande opção não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Conseqüentemente saiu dali triste e abatido. É o que acontece todas as vezes que nossas decisões fraquejam e se tornam mesquinhas e interesseiras. Sentiu que faltou generosidade, o que não lhe permitiu uma realização plena. Fechou-se sobre sua riqueza, tornando-a egoísta”. Este egoísmo e a auto-suficiência são a triste marca da juventude atualmente, perdida e imatura em meio a tantas promessas sem nenhuma exigência. Os jovens precisam assumir e não recuar; precisam optar e não deixarem que os outros escolham por eles.&lt;br /&gt;Trata-se de uma decisão que é cabida aos jovens. No entanto, não é uma decisão marcada por cobranças e pressões; é, antes, uma escolha construída em quedas e soerguimentos, nos quais é revelado ao jovem o amor do Pai na pessoa de Seu Filho, Jesus. O jovem deve, a cada momento, aceitar o dom divino que a Igreja oferece nos sacramentos e na Palavra, e construir a própria identidade a partir de nobres propósitos: nunca mais pecar, para sempre viver; nunca mais mentir, para sempre optar pela verdade; nunca mais os vícios, para sempre o domínio de si...&lt;br /&gt;Optar pelo “Nunca Mais” que leva ao “Para Sempre” é dar testemunho da sadia liberdade fincada no compromisso consigo mesmo, com o próximo e com a sociedade, necessitada de um novo impulso moral a ser dado por autênticos jovens. E é o próprio Papa que nos lança este desafio: “Meu apelo de hoje, a vós jovens, (...) é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana. Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada”. Para aceitar este desafio, temos o apoio e o exemplo de santos jovens que, vivendo o Evangelho em suas vidas, dão-nos ânimo para seguir a Cristo e não olhar pra trás, como Santa Teresinha do Menino Jesus e São Domingos Sávio.&lt;br /&gt;É o próprio Jesus quem olha para cada um de nós, hoje, e nos reforça: “Vem e segue-me!”. E aí, vai encarar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-8946916130586137433?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/8946916130586137433/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=8946916130586137433&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8946916130586137433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/8946916130586137433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2007/06/o-para-sempre-e-o-nunca-mais.html' title='O &quot;PARA SEMPRE&quot; E O &quot;NUNCA MAIS&quot;'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-5606558324813471862</id><published>2007-04-29T18:22:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T19:15:41.213-08:00</updated><title type='text'>MARIA DISSE SIM</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nFPoNUfPTIY/RjVFslCPB_I/AAAAAAAAAAM/iB-sURQW7E4/s1600-h/Imagem1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059026388578666482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nFPoNUfPTIY/RjVFslCPB_I/AAAAAAAAAAM/iB-sURQW7E4/s320/Imagem1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A chegada ao poder do novo ministro da Saúde do governo Lula, José Gomes Temporão, passaria sem alarde pelos cadernos de política da imprensa brasileira. Sem ter histórico político, tem no currículo grande méritos como técnico de saúde, inclusive à frente do Instituto Nacional do Câncer, em 2003. Seria mais um profissional respeitável a ser escalado para solucionar os graves problemas de saúde pública do país. No entanto, ao assumir o novo cargo, o ministro resolveu ressuscitar uma velha (e importantíssima) questão que divide os brasileiros e provoca debates calorosos no seio da sociedade e na mídia mundial: a legalização do aborto. Com base em dados alarmantes, segundo os quais o número de abortos clandestinos realizados no Brasil estaria em franco crescimento, ele defende que a questão da interrupção da gravidez é uma questão de saúde pública e, necessariamente, deveria receber maior atenção governamental e uma revisão da legislação a respeito do assunto. Segundo a pesquisadora Ana Maria Costa, realizada em 2002 e abrangendo 95% dos municípios brasileiros, o número de abortos clandestinos seria da ordem de 1 milhão por ano, transformando-se na 3ª maior causa de morte materna do país e um custo aos cofres públicos de R$ 35 milhões, gastos nos atendimentos às complicações surgidas nos procedimentos malfeitos. Os nervos se acenderam e várias correntes se levantaram em defesa e em acusação ao ministro, tendo como base a proteção legal à vida, já consagrada na Constituição Federal de 1988 e no Código Penal. Contrários às determinações legais, os que apóiam a descriminalização entendem que o aborto é um direito da mulher e que a vida não começa na concepção, e sim com o desenvolvimento do sistema neurológico. Ferrenha crítica dessa posição, a Igreja, fincada nos princípios éticos e religiosos relegados a ela pela pessoa de Cristo, viu-se, mais uma vez, taxada de porta-voz do conservadorismo. Como já aconteceu em outros países, como no caso da Itália, a Igreja foi a campo defender a primazia da vida como valor absoluto, inalienável e indiscutível, e que deve, sim, ser albergado pela legislação, em confronto aos que relativizam o ser humano na sua dignidade toda especial.&lt;br /&gt;Declarar que o destino dos fetos é um direito inviolável das mães é um absurdo, haja vista que a vida é dom doado por Deus a cada um de nós e não pode ser objeto da arbitrariedade de ninguém; é, portanto, direito de cada ser humano gozar da plenitude da existência por ser ela bênção de Deus pra a exaltação de Sua Graça. No entanto, a relação existente entre mãe e filho, usada aqui para a celebração da cultura de morte, deve ser, ao contrário, medida de valorização da vida. E é justamente por isso que a imagem que me vem à cabeça quando tocam na questão do aborto é a de Maria com seu filho divino nos braços.&lt;br /&gt;Vejamos o que nos diz o Evangelho de Mateus: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (1, 26-31). Maria era e é a cheia de graça, não por nenhum mérito seu, mas por ser ela aquela que portou no próprio seio o Salvador do mundo. A graça de Deus inundou-lhe o seu coração e ela se viu absorvida em Sua Misericórdia. Era pobre, muito jovem, tinha a serena sabedoria das coisas de Deus e aguardava ansiosamente a libertação de seu povo. Escolhida desde toda a eternidade para a missão que devia realizar, ela foi concebida sem pecado, e permaneceria para sempre pura e imaculada para exaltar as obras de Deus realizadas por seu intermédio. São Luís Maria Grignon de Monfort nos diz, em seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria: “Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as suas graças e chamou-as Maria. Este grande Deus tem um tesouro, um depósito riquíssimo, onde encerrou tudo o que há de belo, brilhante, raro e precioso, até Seu próprio Filho; e este tesouro imenso é Maria, que o anjos chamam o tesouro do Senhor, e de cuja plenitude os homens se enriquecem”. Este tesouro encerrado em Maria é o próprio Jesus, o Verbo de Deus, que se faz homem para transfigurar a humanidade e resgatá-la de sua miséria. A graça da salvação dependia da aceitação de Maria, de que ela assumisse a missão que lhe estava resguardada – a missão de ser Mãe. Pela sua singeleza, não é difícil escolher Maria como exemplo de mulher, mas é necessário, para exaltar o dom da vida contra o qual se levantam discursos inflamados e uma ideologia que relativiza os valores absolutos dados por Deus, que se destaque o seu papel materno – mãe de Jesus, da Igreja, da humanidade inteira.&lt;br /&gt;O Papa João Paulo II, na encíclica A Mãe do Redentor, ensina: “No mistério de Cristo, Maria está presente já ‘antes da criação do mundo’, como aquela que o Pai ‘escolheu’ para Mãe do seu filho na encarnação (...) Maria está unida a Cristo de um modo absolutamente especial e excepcional; e é amada neste ‘Filho muito amado’ desde toda a eternidade”. A dignidade de Maria repousa, principal e fundamentalmente, no seu papel de Mãe, haja vista que é acolhendo o dom da vida do filho que ela dá sua contribuição para a salvação do mundo e é colocada, a nosso favor, como medianeira de toda as graças que Cristo nos mereceu pela sua morte e ressurreição. Maria disse sim mesmo sem entender direito o desenrolar de toda a ação de Deus na sua vida; acolheu com fé e confiou em que Deus realizaria nela “maravilhas” (cf. Lc 1, 49).&lt;br /&gt;O texto da Encíclica O Evangelho da Vida, o mesmo Papa João Paulo II nos diz que “a gravidade moral do aborto provocado aparece em toda a sua verdade, quando se reconhece que se trata de um homicídio e, particularmente, quando se consideram as circunstâncias específicas que o qualificam. A pessoa eliminada é um ser humano que começa a desabrochar para a vida (...) Está totalmente entregue á proteção e aos cuidados daquela que o traz no seio”. A maternidade é missão confiada a cada mãe e o filho que é gerado em seu ventre, bênção de Deus para a humanidade. Não importam, aqui, as condições em que este filho foi gerado e as conseqüências de seu nascimento para a vida da mãe e para a sociedade, haja vista que a sua vida (e o exercício pleno da mesma) é um direito irrevogável seu. Interromper a vida da criança sob a desculpa de que ela aumentaria o contingente de excluídos não é válida, posto que cabe aos poderes públicos garantir a dignidade da pessoa humana na sua integridade. Em relação a isso, o saudoso Papa nos diz, ainda que “a decisão de se desfazer do fruto concebido não é tomada por razões puramente egoístas ou de comodidade, mas porque se quereriam resguardar salvaguardar alguns bens importantes como a própria saúde ou um nível de vida mais digno para os outros membros da família. Às vezes, temem-se para o nascituro condições de existência tais que levam a pensar que seria melhor para ele não nascer. Mas estas e outras razões semelhantes, por mais graves e dramáticas que sejam, nunca podem justificar a supressão deliberada de um ser humano inocente”. O meio e as condições em que a criança irá nascer não são fruto de sua vontade, mas da falta de orientação sexual e afetiva e de maturidade dos pais, que o geraram prescindindo da responsabilidade de sua criação. Numa sociedade imersa cada vez mais no destempero sexual e na perda dos valores fundamentais da castidade e maturidade afetiva, os jovens se vêem no descaso e na inconseqüência nas suas escolhas pessoais. Não adianta nem mesmo o pesado investimento que o governo faz nas campanhas envolvendo os contraceptivos, igualmente condenáveis, haja vista que a sociedade (especialmente, a juventude) está se desajustando e decaindo na imoralidade e na falta de parâmetros morais. Para combater o crescente número de abortos no Brasil, seria melhor que o governo promovesse uma urgente reforma social, a fim de garantir a assistência total a essas mães e a seus bebês, bem como fazer uma ampla campanha de valorização da vida humana, fundamentada nos já citados textos legais.&lt;br /&gt;E quanto à resposta de Maria? “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). O “sim” de Maria nos permitiu contemplar as maravilhas de Jesus e a vida plena que ela nos alcançou pelo seu sacrifício. Maria exerceu (e exerce) plenamente o seu papel de Mãe, conduzindo-nos sempre no caminho da perfeição e da paz. Maria propiciou com seu “sim” a vinda de Jesus ao mundo e deu sua contribuição indelével para a nossa salvação. Ela deve ser, por causa disso, parâmetro para que tantas e tantas jovens mães, agraciadas com o dom da maternidade (em quaisquer circunstâncias, frise-se), possam, também elas, dar o “sim” à vida que carregam em seu seio, preferindo lutar para que seus filhos tenham uma vida digna a exigir que eles sejam extirpados de seus ventres. Que nós possamos pedir à Cheia de Graças, juntamente com o inesquecível Papa Wojtila ao final de seu Evangelho da Vida, que ela possa fazer “com que todos aqueles que crêem no vosso (seu) Filho saibam anunciar com desassombro e amor aos homens do nosso tempo o Evangelho da vida”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGATTO, Cristiane. Aborto: sim ou não?. Revista Época. São Paulo: Ed. Globo, n. 465, 19 abr. 2007, p. 82.&lt;br /&gt;JOÃO PAULO II, Papa. A mãe do redentor. São Paulo: Paulinas, 2003.&lt;br /&gt;MONFORT, São Luís Maria Grignon de. Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem. Petrópolis: Vozes, 2003.&lt;br /&gt;Alessandro Lima. Apostolado Veritatis Splendor: Evangelium Vitae . Disponível em: http://www.veritatis.com.br/article/3692. Desde 20/6/2001.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-5606558324813471862?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/5606558324813471862/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=5606558324813471862&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/5606558324813471862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/5606558324813471862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2007/04/maria-disse-sim.html' title='MARIA DISSE SIM'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nFPoNUfPTIY/RjVFslCPB_I/AAAAAAAAAAM/iB-sURQW7E4/s72-c/Imagem1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-116350980436728791</id><published>2006-11-14T05:06:00.000-08:00</published><updated>2006-11-14T05:10:04.373-08:00</updated><title type='text'>O PÃO NOSSO DE CADA DIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.2avicariaepiscopal.org.mx/imagenes/logo_eucaristia_grande.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.2avicariaepiscopal.org.mx/imagenes/logo_eucaristia_grande.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nós, fiéis católicos, devemos estar sempre atentos quanto à importância de acolher o mistério da Sagrada Eucaristia, centro e festa da Igreja, e Dela apreender o sentido verdadeiro da Misericórdia do Pai. Devemos sempre nos voltar para o exercício da adoração a Jesus, que se fez pequeno e pobre na hóstia a fim de estar presente no nosso meio “todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20), principalmente se levarmos em conta o nosso desânimo e desleixo em levar adiante o anúncio da Boa Nova de Cristo e a necessidade de viver a fé Nele em toda a plenitude e radicalidade.&lt;br /&gt;Provar da experiência da Eucaristia é, literalmente, saborear a docilidade do amor de Deus. Amor que se renunciou em virtude da nossa libertação, entregando-se como prisioneiro numa Cruz, a mostrar que a via de intimidade com o Pai não é percorrida sem espinhos e provações. Em nosso meio, nem sempre a Eucaristia é encarada em sua grandeza, esquecendo-nos nós de atingir o centro da Graça que reside nela, ou melhor, que é ela própria. Para que avancemos na luta diária pela auto-santificação é preciso que a Eucaristia seja o nosso combustível e também a nossa linha de chegada, sem nos determos no nosso pecado e na nossa miséria.&lt;br /&gt;“Que aspiração pode ser maior que a vida?”, indagava o Papa João Paulo II. Que maravilha seria se nós tomássemos consciência de que a vida em plenitude só é encontrada na Eucaristia! Disso resultaria o florescimento da vida eterna em nós, da abundância do Amor que quer viver em unidade de amor conosco. Essa aspiração deve ser nossa, buscada dentro das nossas limitações, no nosso cotidiano. O Papa sentia a nossa necessidade de orientação e, por isso, invocava a presença real e concreta de Cristo no nosso meio, a fim de nos lembrar a Sua promessa. Dessa forma, atestaríamos que Ele é em nós e nas nossas vidas, e que essa intimidade de amor é realidade para todo o sempre.&lt;br /&gt;Nós, Igreja, somos privilegiados por essa Graça que não se extingue, mas que se faz notar e sentir a cada dia, como certeza de Salvação. “A Eucaristia é luz!”, esse era o anúncio de João Paulo II, a nos mostrar a riqueza do mistério de Deus. A Igreja está em eterna festa, pois Cristo é presente em nós e para nós, a nos abençoar e conceder a graça da Sua Intimidade. Festa da Paz!&lt;br /&gt;Um exemplo gritante da nossa falta de amor à eucaristia, mencionado pelo fundador da Toca de Assis – Padre Roberto Lettieri – em suas pregações, é o da socialite carioca que, ao receber a Eucaristia, tomou de uma parte dela e ofereceu ao seu cãozinho. O animal teria “comungado”, não fosse a ação rápida de um ministro da eucaristia que percebeu a ação. Esse fato nos choca e nos interessa pois envolve a noção da divindade no nosso cotidiano e o sempre válido respeito ao corpo e sangue de Cristo. É de se indagar, aqui, a verdadeira intenção dessa mulher ao agir assim: estaria ela enaltecendo a figura de seu cão a ponto de oferecer-lhe o próprio Deus ou lhe faltaria a correta noção do mistério da Eucaristia que lhe permitiria evitar esse comportamento escandaloso? Fica a dúvida e o ensinamento. Quem é Cristo Eucarístico para nós? Que queremos nós dessa Graça no nosso meio? Será que nós, após a morte de Jesus e a certeza de Sua ressurreição, ainda não acolhemos devidamente a lição do amor fraterno e Seu ensinamento divino?&lt;br /&gt;Importante é saber, com humildade, que Deus é pródigo em Seu amor e que a Eucaristia é prova incontestável disso. Não respeitá-la ou não amá-la com devoção extrema é não acolher este amor, é rejeitá-lo com imprudência, com soberba. Não é difícil perceber a lição de pequenez que Jesus nos dá quando concentra toda a Sua potência, largueza e suprema presença na limitada porção da hóstia, provando que é pela submissão aos desígnios do Pai que ganharemos o presente da unidade com Ele. Nota-se, daí, a urgência do apelo do Papa em acolhermos o Dom de Deus, em aceitarmos seu alimento, para nós “verdadeiramente comida e verdadeiramente bebida” (cf Lc 6,55).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-116350980436728791?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/116350980436728791/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=116350980436728791&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/116350980436728791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/116350980436728791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/11/o-po-nosso-de-cada-dia.html' title='O PÃO NOSSO DE CADA DIA'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-116195665230679948</id><published>2006-10-27T06:38:00.000-07:00</published><updated>2006-11-14T05:04:49.796-08:00</updated><title type='text'>ONDE OS ANJOS NÃO OUSAM PISAR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Clique neste link: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;&lt;a href="http://img156.imageshack.us/img156/33/1214781mq.jpg"&gt;http://img156.imageshack.us/img156/33/1214781mq.jpg&lt;/a&gt;&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olhe a imagem que ele contém. A palavra “chocante” é suave diante da figura de um Jesus Cristo inteiramente tatuado, mãos decepadas, o corpo semi-mergulhado num rio de sangue e cabeças de cadáveres. É algo inteiramente monstruoso e causa repulsa até em que nunca ouviu falar no Cristo. Mas é pop, sabiam? Aliás, é rock! Milhares e milhares de jovens ao redor do mundo olham para esta imagem e enxergam a coisa mais natural do mundo. Bitolados num ateísmo impregnado de doses fartas de ocultismo e satanismo, rapazes e moças viciados em trash-rock se deliciam em ver algo tão sagrado e santo numa anomalia como essa, dando margem à revolta que arde em seus corações e mentes. Num crescendo perigoso, as suas vidas vão sendo tomadas pelo negrume e pavor que emergem das letras e músicas as bandas de rock satânico e vão entrando numa espiral de desespero e loucura causada pela negação da vida e de Deus. A foto acima, ostensivamente cruel e destruidora, é a capa de um disco de rock. Você pode cruzar com ela em qualquer boa loja de CD’s de pop-rock. É um convite à maldade, à perversão, logo ali, ao alcance dos seus ouvidos... A banda é a californiana Slayer e o título do álbum é auto-sugestivo – “Christ Illusion”. Algo como “ilusão cristã”. É dessa forma que muitos mitos do rock e muitos fãs enxergam Cristo, sua Igreja e tudo o que diz respeito a Deus e a vida de santidade. Poderíamos não falar sobre assuntos tão pesados e sobre imagens tão estarrecedoras como essa. Poderíamos falar sobre santidade e mergulhar na beleza de Deus que se esconde nas páginas das sagradas Escrituras e nas vidas dos santos. Mas os outros jovens vivem o sexo e as drogas em doses cavalares, escutam músicas deploráveis e se envenenam com uma cultura que não tem outra função a não ser aliená-las e seduzi-las para a morte. Calar-se diante dessa realidade é ser covarde e mentiroso ante ao convite que Jesus nos faz. O mundo está caindo nas forças da maldade que lhe rodeia e está se esquecendo da graça salvífica de Cristo. Os jovens, sempre mais abertos ao novo, estão mais vulneráveis a essa ação devastadora do pecado e do lixo provocado pela mídia. Então, como animais amestrados pelo demônio, vão sendo engolidos por esse discurso contestador.&lt;br /&gt;A banda Slayer, que esteve recentemente no Brasil divulgando o tal CD em turnê, completou 25 anos. Ela surgiu em Los Angeles e foi responsável pelos estilos thrash e death metal. Ao longo dessas duas décadas, o grupo se destacou pelo peso das melodias e pelo discurso profundamente marcado pelo satanismo, pelo repúdio à Igreja, por apologias ao ocultismo e ao nazismo. Os títulos dos CD’s permitem-nos ter uma idéia do que se passa na cabeça de seus integrantes – “Hell Awaits”, “Reign in Blood”, “God Hates Us All”. Só a título de curiosidade (para quem não tem paciência nem coragem para consultar o dicionário para saber o que significam estas expressões...), o nome em português do último álbum citado é “Deus nos odeia”. Uma das músicas do novo CD, intitulada Cult, traz os seguintes versos, já traduzidos: “Religião é ódio / Religião é medo / Religião é guerra / A pestilência de Jesus Cristo”. Sim, é isso mesmo que vocês ouviram. Isso entra nos ouvidos de milhares de jovens e desfigura a vida deles nessa enxurrada de mentiras e provocações.&lt;br /&gt;O papel da mídia na massificação destes conceitos é extremamente importante. Os grandes canais de televisão e as cadeias de rádios direcionados ao público jovem apostam nas atitudes dessas bandas de rock para atingirem em cheio o sentimento de revolução e contestação dos jovens. A música, para eles, deve se sobrepor à mensagem cantada, levando os adolescentes a assumirem essa postura “diferente” a fim de se colocarem em confronto contra os valores mais básicos, como a família e a fé. Além disso, vários desses grupos usam de mensagens ocultas ou subliminares para convencerem as pessoas sem parecerem chocantes demais. Desde a década de 70, as famosas bandas de rock tiveram papel fundamental na disseminação de novos valores, os quais defendiam a sexualidade livre e o uso farto de drogas, a fim de gerar na mente dos jovens uma “revolução” gradual de costumes e tendências. Alguns festivais de rock ficaram extremamente conhecidos, como é o caso de Woodstock.&lt;br /&gt;Se levarmos em conta o histórico desse tipo de música na formação da mentalidade dos jovens, é apenas uma gota no oceano. Não é de hoje que a ligação entre o rock’n’roll e a juventude é extremamente nociva. Desde os anos 50 e 60, quando este estilo musical atingiu as paradas do mundo todo, os grandes músicos afirmam e confirmam a sua estreita relação com as práticas satânicas e ocultas, a negação da religião, a promiscuidade sexual e as drogas mais pesadas. O empresário dos Rolling Stones afirmava: "A música pop é sexo; aos adolescentes, é preciso encher-lhes a cara com sexo". O próprio Mick Jagger, vocalista da banda, dizia seduzir o público “exatamente como um artista de strip-tease”. Elvis Presley gostava de falar na “garota de prata”, jargão usado pelos roqueiros para mencionar a seringa que injetava a droga nas veia dos usuários. Jim Morrison, líder da banda The Doors, canta na canção The End: “O matador acordou antes da aurora / Calçou suas botas / (...) e olhou para dentro: / "Pai?" / "Sim, filho" / "Eu quero matá-lo" / "Mãe, eu quero...”. Na canção I Found Out, John Lennon nos diz: "Eu descobri (...) que não há nenhum Jesus caído do céu". Aqui no Brasil, o grupo Titãs afirma na canção Igreja, composta por Nando Reis: “Eu não gosto de madre / Eu não gosto de padre / (...) Eu não gosto do Papa / Eu não creio na graça / Do milagre de Deus / Eu não gosto da Igreja / Eu não entro na Igreja / Eu não tenho religião”. Renato Russo, na canção que compôs intitulada Fátima, canta: “Três crianças sem dinheiro e sem moral / Não ouviram a voz suave que era uma lágrima / E se esqueceram de avisar pra todo mundo / Ela talvez tivesse nome e era Fátima! / E de repente o vinho virou água / E a ferida não cicatrizou / E o limpo se sujou / E no terceiro dia ninguém ressuscitou”. E, ainda, na canção Cobaias de Deus, composta por Cazuza e Ângela Rô-Rô, nós ouvimos: “Nós somos cobaias de Deus / Nós somos as cobaias de Deus / Me tire dessa jaula, irmão, não sou macaco / Desse hospital maquiavélico".&lt;br /&gt;Essas são provas mais do que contundentes de que a maldade ronda as vidas dos jovens de maneira extremamente intransigente e explícita. Famosos roqueiros como Ozzy Osbourne, Marilyn Manson, Alice Cooper e Raul Seixas já declararam ostensivamente profundas ligações com rituais satânicos e esotéricos, além dos integrantes dos Beatles e Rolling Stones. Certos grupos de rock incitam os jovens a perversões sexuais, à pornografia, à revolta contra toda autoridade imposta, à violência e à prática de crimes, pelos efeitos psicológicos gerados pelo ritmo, pelas letras e pelo exemplo de vida dos roqueiros. O próprio Papa Bento XVI afirma que "o rock é uma expressão básica das paixões que, em grandes platéias, pode assumir características de culto ou até de adoração, contrários ao cristianismo”.&lt;br /&gt;É preciso alertar sobre os danos causados na vida dos jovens por essas músicas, pela postura dos grandes ídolos e sua tendências anticristãs e pela revolta contra a Igreja e contra qualquer pensamento católico gerada por tais manifestações artísticas. É necessário que coloquemos Cristo como parâmetro nos nossos julgamentos e nas nossas escolhas pessoais - principalmente naquilo que toca no nosso CD player –, pois só ele dá a medida exata daquilo que é melhor para nós e para a nossa paz espiritual. A medida do seu amor – que nos é revelada através da oração, da vida sacramental e da escolha pela Palavra de Deus – é quem nos vai ajudar a discernir o que é certo e errado para nós, além de nos ajudar a levar esta mensagem de fé a tantos jovens que estragam suas vidas cultuando ídolos que instigam a morte e o pecado e ouvindo músicas portadoras de mensagens contrárias à nossa opção de fé. O Espírito santo é quem nos ajuda, pois “onde está o Espírito do Senhor aí está a liberdade” (II Cor 3,17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biografias: Slayer. Metal Pesado, São Paulo, out. 2006. Disponível em:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.metalpesado.com.br/BANDAS/biografia/INTERNACIONAIS/SLAYER/SLAYER.htm"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;http://www.metalpesado.com.br/BANDAS/biografia/INTERNACIONAIS/SLAYER/SLAYER.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt; Acesso em: 24 out. 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FEDELI, Orlando. Rock – revolução e satanismo. Associação Cultural Monfort, São Paulo, out. 2006. Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&amp;subsecao=arte&amp;amp;artigo=rock0&amp;lang=bra"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&amp;amp;subsecao=arte&amp;artigo=rock0&amp;amp;lang=bra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;. Acesso em: 24 out. 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIMENTEL, Luiz César. Slayer se define como banda thrash metal definitiva e promete show demolidor no Brasil. UOL Música, São Paulo, 01 set. 2006. Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://musica.uol.com.br/ultnot/2006/09/01/ult89u6921.jhtm"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;http://musica.uol.com.br/ultnot/2006/09/01/ult89u6921.jhtm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;. Acesso em: 24 out. 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIMENTEL, Luiz César. Slayer – Christ Illusion. Alto-falante, São Paulo, out. 2006. Disponível em:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://programaaltofalante.uol.com.br/index.php?master=balaio&amp;sub=cd&amp;amp;ac=2&amp;id=62"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;http://programaaltofalante.uol.com.br/index.php?master=balaio&amp;amp;sub=cd&amp;ac=2&amp;amp;id=62&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;. Acesso em: 24 out. 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-116195665230679948?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/116195665230679948/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=116195665230679948&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/116195665230679948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/116195665230679948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/10/onde-os-anjos-no-ousam-pisar.html' title='ONDE OS ANJOS NÃO OUSAM PISAR'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-116112969287809482</id><published>2006-10-17T16:52:00.000-07:00</published><updated>2006-10-17T17:18:05.966-07:00</updated><title type='text'>LUZ DOS OLHOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2006/08/14/14_MVG_RIO_bebe.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2006/08/14/14_MVG_RIO_bebe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2006/08/14/14_MVG_RIO_bebe.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.monde-de-bebe.com/images/echarpes-porte-bebe.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olhando-a no fundo dos olhos vazios, o corpinho miúdo que preenchia mal o espaço dos meus braços, Clara parecia vívida na paz de seu sono, sossegada. Segurava-a assim, seu vestidinho de linho lhe abraçando com tristeza, o caixão até parecendo um berço – e nós que chorávamos, incrédulos, parecíamos velar seu sono devagar, como quem respira. Miúda, os braços enlaçados na encordoar das flores, parecia um anjo, enfim. A seu lado, sentado como estava, percebia a tarde desabar traiçoeira no vento que tangia as portas, na falsa paz que teimava em aquietar aquele friorento mês de abril. A mãe, sonâmbula, sentada ao outro lado, olhava tão ternamente o rosto de Clara que parecia gravar-lhe a alma, buscar sua essência. Por cima do caixão, sobre os pezinhos de nossa filha, dávamos as mãos fortemente, nos apoiando mais do que segurando. O fato dos olhos de Clara estarem abertos inquietavam-me, mas não queria, ainda, fechá-los, com a perspectiva íntima de que revelassem, ao menos por um breve instante, um sopro de vida. Olhava-os e eles, misteriosamente, nada diziam, porque sua morte teimava em parecer irreal para nós. Nada caía dentro em nós no poço vazio do coração. A mãe dela os fechou, e eu guardei a réstia daqueles negros olhos de anjo, como facas que transpassam, a fim de os repisar nas manhãs e tardes que se seguiriam, quando a saudade doesse como uma fome.&lt;br /&gt;As condolências, o velório, as palavras do padre sussurradas sob o peso de uma grossa névoa. O passo latejante do cortejo no cemitério, apenas alguns amigos e parentes. Minha mãe, emocionada, cansada de chorar, amparada pelos filhos. Durante muito tempo, tentei rasgar da memória essa sucessão de dores, trabalhando, caminhando nos fins de tarde, distraindo-me no esvair dos dias que, de repente, se sucediam mais longos e menos cadenciados. Fechamo-nos, eu e minha mulher, a qualquer contato, trancando-nos dias a fio na solidão de nossa casa. Ela, mais do que eu, cansada da vida que lhe tiravam a conta-gotas, sentia, a cada dia, que a ausência de nossa filha lhe doía como um peso, um fardo. Ficou letárgica, sempre deitada na cama, insossa das coisas e das pessoas. Voltei, depois, a um raro lazer, sempre um copo de chope no fim de tarde, no bar da esquina, ou uma conversa fortuita na casa de uns parentes. Andava como sem forças, amparado na lembrança de outro tempo, tão longínquo quanto uma estrada diante da linha firme do céu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara nasceu com olhinhos vivos, chorando alto na maternidade quase vazia. Era madrugada de um feriado qualquer e a minha mão tremia demais, com um frio que gelava os ossos. Minha mulher ficou muito emocionada, queria logo lhe dar um abraço, seu afeto. Era madura, nem parecia mãe de primeira viagem, e dava segurança em seus braços suados, cansada. Parecíamos mais crianças que o próprio bebê, felizes com nosso brinquedinho novo, recém-vindo. Seus olhos, coloridos mesmo em seu negrume, grampeavam-me a atenção a todo o momento, como um sinal, uma chaga. De onde estava, quando a chamavam, era a seus olhos que eu recorria, à lembrança deles, redondos e curiosos. Pouco a colocava nos braços, medroso de quebrar-lhe o corpo como feito de papel. Vivíamos aquela felicidade completa, que não se coadunava com qualquer outra que nos apresentavam, fechados na nossa feliz redoma de paz. A casa sempre aberta e o vento que entrava impetuoso rangendo as janelas e os gonzos.&lt;br /&gt;Quando soubemos da doença de Clara, minha mulher desabou. Fomos a inúmeros médicos, certos de remediar nosso pesadelo, mas pareciam querer nos afundar mais naquele fosso profundo. Minha filha perdeu peso e a cor do rosto, sem nunca, jamais, perder aquele brilho dos olhos, como duas estrelas brancas que teimam em brilhar em dia de lua nova. Internamo-la no hospital, passamos quase três meses de vigília constante, sem consolo nem apego a nós mesmos. Por essa época, perdi a pouca fé em Deus que eu tinha, indiferente às visitas de um padre que nos vinha sempre e sem encontrar paz em qualquer oração ou reflexão que fosse. Crescia em mim uma espécie de vácuo, que avançava na amplitude daquele tempo. Vivi só.&lt;br /&gt;Ainda um tempo, minha mulher lutou contra si mesma e contra a crueza da doença de nossa filha. Mas fraquejou na peleja, silenciou, como vivendo naquela certeza de morte. Como morrendo junto com Clara, ainda que viva o suficiente para manter-se alerta naquele hospital. Não descansou enquanto o bebê não expirou, sempre procurando os médicos, indagando os enfermeiros, suspirando de alívio a cada possibilidade de melhora. Vivemos assim durante aquele longo percurso, e era como se só nós três e nossa pequenina história de dor existíssemos no mundo, imenso e tenebroso.&lt;br /&gt;Um período de um dia durou a agonia dolente de Clara, e sua respiração lhe fugia como um animal acuado dentro de si. Morreu como quem cochila, num início de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hospital, os primeiros pêsames, a coroa de gratidão do obstetra da minha mulher, o abraço apertado de cada uma das enfermeiras. O pesadelo dos preparativos do enterro, o caixão minúsculo, as flores, o vestidinho branco, enfim. Ainda uma vez, no leito do hospital, os olhinhos de minha filha que pareciam sorrir, estranhamente abertos, estranhamente felizes. Ao vê-la assim, chorei pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, aquela imagem de seus olhos perturbou-me. Pensava, cuidava no trabalho, e aquela cena me marcava como um selo intocável. E chorava, convulsivamente até. Perdia o sono freqüentemente, sempre os olhos da minha filha que me espreitavam de noite, na escuridão da casa. Nessas horas, pensava num Deus tão alto, pousado no cume das altas árvores, na azul do fresco céu que acetinava o infinito. Cria, inesperadamente. E sorria.&lt;br /&gt;Depois disso, criei confiança na vida que desandara. Minha mulher saiu de seu discreto luto e voltamos a viver uma vida menos negra. Ela voltou ao trabalho, engordou um pouco, passou a sorrir menos raramente. Depois disso, viajamos, recriamos entre nós essa cadência que nos tornava mais unidos, mais serenos. Ríamos, e isso era o bastante para que soubéssemos que Clara ardia, ainda, dentro de nós, como chama que não cessa, como amor que, cura inesperada a uma doença da alma, não cansa de animar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mulher ficou grávida de novo. Estava estranhamente resignada com o dom de ser mãe. Cria, como eu, que poderia vir a descobrir aquele par de estrelas que antes iluminaram os olhos de nossa primeira filha e que nos preenchera da graça de sermos pais. Críamos e vivíamos nessa expectativa, nesse sonho de grandes impossibilidades, de grandes anseios. Eu, entusiasmado, esperava ver de novo a certeza de grandes olhos, negros e saltados, que pudessem preencher a cegueira do meu coração. Era nos olhos do bebê que ia nascer que repousavam todos os meus arrebatamentos. Toda a minha felicidade. Cri e esperei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha outra filha nasceu num dia de maio, fresco e sem nuvens. Novo choro, novo contentamento, nova chuva de bênçãos. Minha mulher igualmente suada e igualmente feliz, carregando seu pequeno tesouro nos braços, ainda mais expectante. Viu e sorriu, seus olhos vivos de lágrimas. Procurei a todo custo ver a surpresa dos olhos de minha outra filha e encontrei. No peito, arrebentou-me a certeza de mais uma estrela a brilhar no céu, mais uma luz que ofuscaria e que iluminaria. Os olhos dessa outra filha eram ainda mais brilhantes e altivos – eram brancos. Nascera cega minha esperança de paz, e cri num Deus que me acertara em cheio no coração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-116112969287809482?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/116112969287809482/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=116112969287809482&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/116112969287809482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/116112969287809482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/10/luz-dos-olhos.html' title='LUZ DOS OLHOS'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115722249454197467</id><published>2006-09-02T11:40:00.000-07:00</published><updated>2006-10-25T07:19:15.873-07:00</updated><title type='text'>GRANDEZA &amp; PEQUENEZ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://swallow.ee.uec.ac.jp/~coici/paints/36.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://swallow.ee.uec.ac.jp/~coici/paints/36.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://swallow.ee.uec.ac.jp/~coici/paints/36.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já repararam que, atualmente, tudo gira em torno dos comparativos e superlativos? Olhem em volta: todas as pessoas e coisas são elencadas de modo a formarem um ranking. Em tudo há o ranço da competição, todos e tudo procuram ser os maiores e os melhores de sua categoria. Quem são as mulheres mais bonitas? E as mais sensuais? Qual o melhor filme da temporada? Quem é o mais rico? E o mais poderoso? E por aí vai. Há, ainda, o famoso livro dos recordes, que registra os fatos e as pessoas mais excêntricas do mundo, premiadas pelo exagero. Pessoas e mais pessoas cometem as maiores bizarrices com o intuito único de figurar na suas páginas. Estar no topo e deter o título de melhor e maior na sua categoria parece ser o vício principal das pessoas hoje em dia. Em todas as idades e em todos os segmentos sociais é perceptível o desejo desenfreado de se sobressair de alguma maneira, o que serve para inflar o ego e incentivar a vaidade. Os jovens se matam nos bancos colegiais não para serem bons profissionais, mas para mostrarem para os outros o tamanho dos seus QI’s e o nível de excelência que atingiram. Os melhores e os maiores alunos exibem seus rostos felizes nos outdoors dos grandes colégios, os quais disputam a tapa as vagas das principais faculdades e os títulos de nível educacional. No mercado de trabalho, homens e mulheres acirram a disputa pelos melhores salários e empregos, inchando os currículos de graduações e títulos e ascendendo ferozmente na concorrência entre as empresas. Garotas testam os limites de seus corpos em inúmeras dietas para chegarem ao ideal do corpo perfeito: magro, sarado e, no mais das vezes, nada saudável. Os homens, na mesma medida, se entopem de anabolizantes e passam horas na academia para atingir a beleza de um bíceps bem torneado e abdômen estilo “tanquinho”. Uma vida recheada de grandes êxitos e realizações, na qual as pessoas mais bem-sucedidas vendem a idéia de que não existe vida longe da perfeição e da glória, é a mentira mais convincente que o mundo moderno já produziu. E a mais cruel. Em busca desse ideal, as pessoas vivem sonâmbulas para os valores pelos quais vale realmente lutar. Os jovens, principalmente, vivem a ilusão de um futuro grandioso baseado mais nas aparências e na vaidade do que na integridade e na caridade. Por esta razão, vivem sua juventude e colher a superficialidade na suas relações afetivas e sociais, na vida profissional, na família e na religião.&lt;br /&gt;A mania de grandeza parece ser um dos motivos que afastam os jovens de uma vivência espiritual autêntica. Realmente, entre os anseios da juventude atual, a realidade religiosa está quase sempre em último lugar. No entanto, não é difícil perceber que o fator cristão afeta de uma maneira mais abrangente a vida dos jovens a ponto de fazê-los rejeitar a busca por Deus em detrimento de outras aspirações. E a razão disso é que os ensinamentos de Cristo são o completo oposto daquilo que é pregado para o comportamento da juventude. Busca-se crescer, ascender socialmente, através do sonho de ser o melhor e o maior; ao contrário, Cristo prega o ser pequeno, o ser miserável, como sendo a fonte da verdadeira felicidade em Deus. São realidades distintas e diametralmente contrárias. A sociedade ensina que para ser grande é necessário galgar degraus cada vez mais altos e ousados, ainda que a meio do caminho os sentimentos morais se percam. A vitória é algo a que nunca se chega, pois sempre há passos que levam aos salários mais altos, às casas mais luxuosas e às categorias sócio-econômicas superiores. O céu, literalmente, não é o limite. De modo oposto, Jesus ensina que a verdadeira grandeza se esconde na pequenez, no fazer-se criança indefesa no colo do Pai. Quanto mais pequeno e necessitado sou, mais atraio as bênçãos de Deus a mim. A razão de fundo para esta realidade de fé é que a glória de Deus é a que deve prevalecer, não a minha. Em outras palavras, a minha glória é a glória de Deus que se manifesta na minha pequenez e no meu nada. Quando quero ser tudo, supervalorizo o nada que sou; quando deixo o meu nada abrigar o tudo de Deus, faço-me tudo com Ele.&lt;br /&gt;Para o jovem acostumado a alçar vôos cada vez mais altos para alcançar a tão sonhada realização pessoal e profissional sob a orientação do mundo de hoje, perceber estas verdades cristãs é algo profundamente desafiador. E, ao mesmo tempo, extremamente fascinante. Enxergarmo-nos na nossa pequenez é perceber quem realmente realiza tudo em nós. A nossa miséria é o trampolim que nos joga diretamente na nossa verdade interior, nos faz tomar posse de nós mesmos e nos abrigarmos em Deus, o Tudo para nós. São João da Cruz já nos dizia: “Para chegares a ser tudo, não queiras ser coisa alguma”. Da mesma forma, Santa Teresinha do Menino Jesus: “O elevador que me conduzirá até o Céu são vossos braços, ó Jesus! Por isso, não preciso ficar grande. Devo, pelo contrário, conservar-me pequenina, ficar cada vez mais diminuta”. Os evangelhos estão permeados de ensinamentos que ilustram o valor da pequenez como forma de se alcançar o Reino de Deus. No Evangelho de São Mateus, Jesus nos dá o exemplo das crianças para que as imitemos na busca pelo Seu Reino: “Se não mudardes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no Reino dos Céus (Mt 18,3-4). Aquele, pois, que se fizer pequeno como esta criança, eis o maior no Reino dos céus”. O mesmo Evangelho nos conta a passagem do jovem rico, a qual nos mostra que a retidão de caráter e o cumprimento fiel das obrigações religiosas não são suficientes para que alcancemos o Céu: “Se queres ser perfeito, vai, vende o que possuis, dá-o aos pobres, e terás um tesouro nos céus” (Mt 19, 21). A riqueza daquele jovem era indicativa da sua soberba, do seu apego à grandeza. O convite que Jesus lhe faz é a renúncia a tudo isso e a busca do essencial: a sua adesão ao chamado à Santidade. Para que o Pai esteja em nós, é necessário sermos pobres e humildes de coração. No Evangelho de Lucas, Jesus é incisivo: “Aquele que é o menor entre vós, este é que é o maior” (Lc 9, 48). Não há porque indagar qual de nós é o maior, se é sendo pequeno que a nossa grandeza se manifesta e se torna sinal de vida e virtude para a humanidade. Temos, ainda, o pedido dos apóstolos João e Tiago de alcançarem a glória sentando-se ao lado de Jesus no Céu. Ao ver que este pedido causara a reclamação dos outros apóstolos, Jesus responde: “Entre vós, porém, não será assim: todo o que quiser tornar-se grande entre vós, seja o vosso servo; e todo o que entre vós quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos” (Mc 10, 43-44).&lt;br /&gt;Viver a pequenez é uma condição essencial para sermos autênticos cristãos. Não há felicidade em Deus se não reconhecermos que Ele é quem realiza tudo na nossa vida. Para sermos jovens cristãos, é realmente imprescindível que renunciemos a toda forma de grandeza e auto-promoção para que nos fixemos na lição de humildade de Jesus. Precisamos assumir o chamado de Cristo e o nosso nada para que Ele possa manifestar a Sua glória através de nós, de nosso comprometimento e total adesão. São paradoxos que nos trazem a vida eterna: perder para ganhar, renunciar para acolher, apequenar-se para crescer. Como crianças que, no colo de Deus, são plenamente saciadas de amor e paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115722249454197467?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115722249454197467/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115722249454197467&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115722249454197467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115722249454197467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/09/grandeza-pequenez_02.html' title='GRANDEZA &amp; PEQUENEZ'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115367040609479984</id><published>2006-07-23T08:59:00.000-07:00</published><updated>2006-07-23T09:00:06.100-07:00</updated><title type='text'>JÁ SEI NAMORAR?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vamos brincar de namorar? Sim? Então, comecemos: no salgadinho que você acabou de comprar há duas cartelinhas: uma para as meninas, de cor rosa, e uma para os meninos, de azul. Na sua, a cantada fatal: "Quero você"! Para efetivar a paquera, eu tenho de raspar uma das três opções: "Eu também!", "Agora" ou "Longe!". Minha vez! Na minha cantada está escrito muito singelamente: "Beijo". Você, em continuidade, raspa uma das três opções: "Na bochecha", "Na boca" ou "Nem pensar!". Dependendo de como as coisas vão rolar, pinta um "fica" e cada um vai para o seu canto depois, sem entrosamento nem conversa fiada! E, então, até à próxima compra...&lt;br /&gt;A brincadeira acima pode ser encontrada em certo pacote de salgadinhos disponível em supermercados, ali, logo ao alcance da mão. São duas pequenas cartelas que ensinam o desenrolar da cantada apenas com uma raspadinha. Comprando, raspando, ficando! Simples assim! Cabe a você raspar no lugar certo (quem sabe uma boate, uma festinha de colegial, um cinema...), no momento certo e com a pessoa certa. E, pronto, aprendi a ficar no melhor método "passo a passo", sem nenhuma contra-indicação, sem nenhuma conseqüência desagradável, nada além de azaração. Como todo mundo já sabe namorar, as receitas já vem prontas e acabadas, no ponto de experimentar, sem a perspectiva de um mínimo vínculo afetivo, sem a oportunidade da autodescoberta e da descoberta do outro em sua imensa riqueza e carisma, de sua integridade e personalidade. A ficada de hoje cada vez mais se aparta dos verdadeiros sentimentos e emoções e se aproxima da frieza das carícias, com o fim único de dar e receber prazer. Como se, necessidades sensoriais satisfeitas, não houvesse mais lugar para a sincera escolha do amor fértil, do profundo respeito pela outra pessoa enquanto complemento de si mesmo.&lt;br /&gt;Herdeiros de uma moda que valoriza o "experimentar" em detrimento do "descobrir", os pré-adolescentes já não separam a brincadeira do beijar e ficar escondido da seriedade do relacionamento fecundo, e isso facilita a falta de carinho entre eles no difícil caminho rumo à sadia afetividade. A mídia, explorando a fabricação de pequenos "adultos" sobre estereótipos e idéias vagas de liberdade, faz deles vítimas perfeitas dessa crescente mania de valorizar a outra pessoa naquilo que ela pode me dar e não no inverso, provocando uma modificação profunda de comportamento que possivelmente irá desaguar em relacionamentos e matrimônios imperfeitos. Se hoje eu não valorizo a pessoa com quem eu fico, usando-a na medida do prazer que ela me possibilita, amanhã, certamente, eu não irei privilegiar o cônjuge que eu elegi (muitas vezes em requisitos errados), porque, no passar dos anos, a falta de sensualidade talvez o faça parecer decaído aos meus olhos. Porque ninguém mais procura se valorizar como ente dotado da graça da personalidade e da pessoalidade, torna-se difícil encontrar a medida certa nos relacionamentos, sem o respeito e sem a responsabilidade que eles acarretam.&lt;br /&gt;O professor Felipe Aquino, em texto sobre namoro, ensina, a respeito dos relacionamentos de hoje: "É o instinto que comanda, não a razão. Como uma pessoa dessa pode amar, como pode dar-se, renunciar a si mesmo, se o que importa é a satisfação do "seu" corpo? Quando o corpo impera, a razão enfraquece, o espírito agoniza, e o amor perece". Da valorização do "eu" há o descuido do "tu" e, conseqüentemente, nenhum relacionamento válido se efetiva, pois não há a complementaridade nem a entrega necessárias. O entendimento cristão de amor ao próximo (cf. Lc 10, 27) casa bem com esta intenção de amor frutuoso a ser buscado dentro do namoro. Porque o outro existe e ama, quero eu amá-lo em toda a sua extensão e profundidade para dele absorver o amor que me preenche. Nessa doação, que satisfaz plenamente o outro e, em conseqüência, a si mesmo, esconde-se a fórmula do sadio amor a ser aprendido no seio do namoro. Isso deve ser assimilado por aqueles adolescentes que, imaturos, anseiam por descobrir o verdadeiro significado das suas relações, para que, no crescimento da caminhada rumo ao amor conjugal, saibam discernir, ainda no âmbito do namoro, a sabedoria e responsabilidade que ele pede.&lt;br /&gt;Em vista disso, não cabe nessa fase de amadurecimento a busca do prazer pelo prazer, em situações de sexo, masturbação, ficadas e outros. Estes momentos, ao invés de cimentarem uma sexualidade e afetividade sadias, acabam por minar nossa dignidade de filhos de Deus e fecham nossa vida afetiva na centralização dos nossos desejos, situação de egoísmo que nos faz morrer no pecado e anular a graça do Pai em nós. Por conta disso, essas receitas fáceis de namoro, compradas a preço de pechincha para preencher o nosso vazio pessoal na busca do prazer instantâneo, trazem um preço alto demais a ser pago em riqueza pessoal e intimidade com o próximo e com Deus. Modelando-nos na via fácil do carinho descartável, corremos o risco de tornar igualmente descartáveis a nossa dignidade e a beleza que há no namoro.&lt;br /&gt;Importante é que, nessa brincadeira que se torna séria pela nossa maturidade afetiva encontrada em Deus, raspemos o "Longe!" para a escolha fácil do amor egoísta e o prazer que insiste em nos desviar do respeito pelo outro e o "Nem pensar!" para as oportunidades de pecado que nos levam a desprezar o amor verdadeiro, dado pelo Pai, em nossos corações. Saber namorar (e não ficar) deve ser, para nós, não a evocação vaga da letra da música mas verdade de vida colocada em nós pela graça de Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115367040609479984?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115367040609479984/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115367040609479984&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115367040609479984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115367040609479984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/07/j-sei-namorar.html' title='JÁ SEI NAMORAR?'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115367019621783633</id><published>2006-07-23T08:55:00.000-07:00</published><updated>2007-05-06T06:12:34.902-07:00</updated><title type='text'>ROTAS ALTERADAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.uc.pt/artes/6spp/imagens/joao-vaz_praia-1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.uc.pt/artes/6spp/imagens/joao-vaz_praia-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.uc.pt/artes/6spp/imagens/joao-vaz_praia-1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;“O essencial é invisível aos olhos”&lt;br /&gt;(O pequeno príncipe, de Saint-Exupéry)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro alinhou-se no fio da estrada até atingir a curva fechada, passando macio pelo asfalto seco. Ao longe, a baía se estendia como um tapete azul até à linha úmida do horizonte, as praias desertas e o bosque imenso fazendo margem aos penhascos. Era quase manhã e o frio dava lugar a uma suave brisa ligeira, encharcada de odor marinho. O homem ao volante avistou a água do mar e deu um sobressalto. Como acordasse de um sonho, assustou-se de ver o imenso oceano beijar a paisagem e nem se deu conta da distância que percorrera. Estava como que embriagado, a saliva quente na boca e os olhos recém-embaçados. No banco de trás, sua filha dormia tranqüilamente, o vento atingindo em cheio seus longos cabelos louros, a face sardenta colada ao tecido do assento e a mochila rosa descaída no tapete. Desceu a estrada até atingir o nível da praia, recortada pelas imensas rochas, e ficou à margem da praia, hipnotizado pela areia branca que se insurgia na estrada. Em sua mente, um imenso vácuo tomava o espaço dos pensamentos desalinhados, a dúvida persistindo no bojo de suas impressões. Ninguém na pista nem na praia, eles pareciam sós no mundo alongado pela força do céu que se descortinava. Tinha plantão no hospital e horários no consultório, pacientes com hora marcada, aulas na faculdade de medicina: o médico olhava debilmente no relógio os ponteiros marcarem seis da manhã. E a aula da filha, o balé, a festa com as amiguinhas de colégio... Olhou para trás e a viu tão enfurnada nos sonhos que receou acorda-la, ainda vestida de uniforme. Quando todo o processo se iniciara e como chegara até ali não sabia, a memória não vacilava um relance ou uma lembrança qualquer. Foi freando o carro lentamente até entrar por uma pequena vereda entre as árvores do bosque que dava para a praia mais adiante, o azul do mar insistentemente reluzindo ao final da trilha.&lt;br /&gt;Quando deu por si, o carro estava estacionado na areia da praia, ele ironicamente vestido de jaleco e sua filha ressonando alto atrás de si. Minutos depois e ele ainda sentado, as mãos no volante e os olhos fixos na maciez da vaga lambendo a areia lentamente. Uma ânsia subiu-lhe na garganta procurando afogá-lo em apreensões, mas seu pensamento resoluto teimava na sua ousadia. Estar ali era como estar em lugar nenhum, tão improvável era a sucessão dos acontecimentos como irreal a paisagem que os circundava. Pensou em sair do carro, tirar os sapatos, pisar a areia e a água salgada, desafiar-se em sua ignorância até que aquele instante lhe soprasse o silêncio do abismo. Era como um ponto submerso no oceano, sem chegadas e saídas, e imperioso era para ele ter o controle do impossível. Perder-se era morrer, mas o mar teimava em soprar-lhe nos pulmões o hálito bom da existência, tão majestoso na calmaria que se insinuava naquele início de manhã. E o que dizer à filha? E o que ela lhe diria? Saberia ela de alguma coisa?&lt;br /&gt;Quando deu por si, estava já na areia, sem relógios ou jalecos, a barra da calça dobrada a fim de sentir mais o frio do chão. Os braços enlaçando as pernas cruzadas e o olhar vagueando pelas ondas a contorcer-se mais à frente, como se brincassem entre si. Estava seduzido pelo mistério, mesmo porque ele não saberia como retroceder, nem muito menos avançar. Estático, bastaria apenas observar e, quem sabe, instantaneamente fixar-se ao instante como a moldura de um quadro. Sua apreensão anuviava-se lentamente ao sabor do espaço amplo que a aprisionava. Respirava bem e a imensidão invadia seu corpo como um peso suave e quente, tomando-lhe o pensamento e o sopro de vida. Sozinho, percebia que o mundo cabia dentro de si, alojado nos átrios de um coração ardente de saudade. O vácuo desaparecia e ele era feliz no instante presente, vivenciando o corpo presente e as coisas presentes, feitas de uma concretude virtuosa que lhe dava a segurança de uma vida sendo construída de azul.&lt;br /&gt;As gaivotas planavam. Insistia ele na memória que ardia, mas a única resposta compreensível era um ponto cego no fundo de um sonho. A incerteza dragava-lhe a perspectiva de libertar-se e ele se descobriu emaranhado numa armadilha que possivelmente armara a si mesmo, e que desconhecia. O carro resultava inócuo, a filha estava ainda dormindo, o sol frio da aurora branca a espalmar-se infinitamente: quem daria por eles agora? Não sabia o motivo, mas queria respirar cada vez mais profundamente, como se o fôlego lhe escapulisse. Sim, respirar, para que ele pudesse guardar o máximo daquele instante e pudesse repassá-lo depois, e enxergar a sua verdadeira essência. Quando acordasse, aí haveria de precisar dessa calma intranqüila, desse vento que lhe aumentava o pulso. As gaivotas iam e vinham, enérgicas, aqui e ali amparadas pela finíssima luz da manhã. Desmesuradamente, rumavam ao nada e sabiam perfeitamente aonde ir, guiadas por uma intuição silenciosa.&lt;br /&gt;- Pai? – a voz parecia-lhe vir do profundo do abismo.&lt;br /&gt;Virou-se e viu a filha, descalça, um meio sorriso de surpresa, os olhos inchados de sono e os cabelos cor-de-sol esparramados no ar, caminhando vacilante pela areia da praia. Tomada da euforia de estar ali, enfurnada no mesmo sonho que o pai, a menina fazia-se flutuar com o vento lhe soprando sussurros imensos, como se carregasse um búzio ao ouvido.&lt;br /&gt;- Por que estamos aqui? – perguntou, um pouco atônita.&lt;br /&gt;O pai, já acostumado com a falta de respostas, silencioso e grave como um monge, respondeu com voz sumida:&lt;br /&gt;- Parece um sonho, uma surpresa... Não me lembro bem...&lt;br /&gt;- Eu lembro que estávamos a caminho da escola, mas já faz tanto tempo... Eu dormi muito? Estou tão exausta! – a menina sentou-se ao lado do pai, de pernas cruzadas também enlaçadas.&lt;br /&gt;- Não sei – tornou o pai, triste por não saber o que lhe fizera enlouquecer. Embora temesse o pior, aceitava o desafio: era preciso ir até ao fundo do oceano e contemplar o tesouro escondido.&lt;br /&gt;- O senhor disse qualquer coisa sobre ir embora, fugir, sei lá! Eu não queria ter aulas, estava com muito sono, cansada de tudo... Depois disso, não sei...&lt;br /&gt;A filha meditava sobre as lembranças e ele ia desfolhando as pistas que precisava. O carro, o abismo, o sonho: tudo se encaminhava numa engrenagem mágica, movida por setas escondidas. Quem poderia supor que um médico de sua categoria, o melhor de sua classe, ganhador de tantas láureas, estaria agora debilmente fantasiando sobre sua própria inocência. Seus pacientes que esperassem! Nada o imobilizaria a não ser a descoberta de si mesmo nas pegadas daquela estrada que apontava para o mar. O pior era fazer a filha descortinar a própria memória... Sentiu uma vontade louca de abraçá-la e beijá-la, tê-la na concha das mãos, miúda como sempre fora, mas...&lt;br /&gt;A filha repousava na areia, como um totem. Nenhuma palavra, nenhum murmúrio por vários minutos, a vista aturdida das ondas imensas. Se ele fizesse mais uma pergunta, ela teria a certeza de sua fraqueza e de sua maldade. Mas porque não tomava sua filha de assalto? Ela era uma estranha, enfim. Engraçado é que sua mente não retrocedia ao momento imediatamente anterior ao da loucura daquela viagem. Sabia apenas que a seqüestrara de sua aula e trouxera para uma praia deserta. Antes disso, o que sucedera? Não lhe ocorria nada, nenhuma festa de aniversário ou brincadeiras no parque, nenhum pôr-do-sol e nenhum algodão-doce. Nada. Uma perfeita estranha, isso sim. O olhar ainda perdido no horizonte azul.&lt;br /&gt;Qual a última vez em que estiveram juntos? Quando tivera tempo de brincar com ela? Estaria com notas baixas no boletim? Estaria satisfeita dando suas piruetas na conservadora escola de balé? Enfiado em pensamentos soturnos, não tivera ele tempo de retirar a membrana áspera da indiferença: sua realidade ardia de medo. Por que ela lhe era estranha? Indagações iam e vinham como ao sabor de uma maré violenta, doentia. Lembrava-lhe um pouco a mãe, a face e os cabelos também brilhantes. Não tanto no temperamento, mas nas mãos e nos pés que tocavam o mundo como se dançassem. Como se ouvissem música. Nisso, elas eram iguais. A filha lhe dava um cheiro agridoce de saudade, como se camuflasse em seu corpo de menina toda uma enchente de lembranças boas. Mas nem isso lhe retirava o nó cego do coração.&lt;br /&gt;- Mas porque estamos aqui? – a menina insistiu, seca.&lt;br /&gt;O pai sentiu o peito lhe faltar, o corpo pesado na areia fofa. Por quê? Ora, nada sabia de si e nada sabia do outros. Sabia pôr fim às dores dos outros, vivia a vida calculadamente cronometrada nos ponteiros do relógio de pulso, sabia que a sua sina era apenas trabalhar e ter como seu apêndice uma filha cuja vida lhe era desconhecida. Fora isso, nada. Ou melhor, a secura de um vácuo que já lhe tomava toda a respiração. A brisa do mar já não era o bastante e o mundo tornara-se grande demais para os átrios de seu coração imenso de saudade... Mas, saudades de quê? Não sabia. Era agora um estranho ao lado de outra estranha em um mundo esquisito e tenebroso, como numa estória infantil...&lt;br /&gt;Olhou para os cabelos cor-de-sol da filha e algo como um anjo de vidro rebentou dentro de seu coração: “Mas você tem cabelos cor-de-ouro. Pense como vai ser maravilhoso depois que você me cativar!” A senha estava ali a seu lado todo o tempo. Algo de inesperado e misterioso agigantou-se no peito daquele médico, sempre tão matemático e metódico nas suas resoluções, e ele descobriu o segredo da filha... Lembrou-se de um fim de tarde: de um tempo que parecia encharcado de cinza; de quando ainda o mundo era feito de papel celofane e cartolina; de como a sua filha parecia mais miúda quando pequenininha; do presente que lhe dera; do menino de cabelos cor-de-ouro; da lição da raposa; do riso maroto da filha; do sonho; do abismo; de si mesmo e de sua pequena criança...&lt;br /&gt;- Eu te trouxe até aqui, filha! – disse, enquanto a verdade vinha-lhe à garganta – Eu te carreguei até aqui para fugirmos de tudo.&lt;br /&gt;- Por quê? – a pergunta fatal, os olhos azuis da filha luzindo em sua direção.&lt;br /&gt;- Por você. Por mim. Por nós. Acho que precisávamos disto. Acho que sempre precisamos.&lt;br /&gt;- Mas, e todo o resto? O senhor não tinha outras coisas a fazer? O senhor sempre tem... – a filha insistia.&lt;br /&gt;- Nada mais vale a pena. “O trigo de nada me adianta...” – interveio docemente o pai.&lt;br /&gt;- O quê? Trigo? Que trigo?&lt;br /&gt;- Você não se lembra daquele livro que eu lhe dei quando você era mais novinha. Aquele do principezinho de cabelos cor-de-ouro. Ele morava em uma estrela e tinha vindo à Terra em busca de amigos, de pessoas a quem amar. Depois de ter conhecido planetas e mais planetas, a bordo de pássaros que emigravam, ele veio ter por estas paragens, atrás de seu sonho. Aqui ele conheceu um aviador, um homem muito especial...&lt;br /&gt;- Não... Quer dizer, eu lembro um pouco... Mas por que lembrar deste livro agora? O que ele tem de tão importante?&lt;br /&gt;- E da raposa, você se lembra? – cortou novamente o pai – Uma raposa muito esperta!&lt;br /&gt;- Não sei bem: havia um deserto, uma rosa... – a menina observava o tapete de areia no chão.&lt;br /&gt;- Isso! Um deserto igual a este em que estamos, no qual vivemos inteiramente imersos. – o rosto do médico espairecia, prostrado sobre a calmaria do azul.&lt;br /&gt;- Não havia uma raposa que falava? Essa raposa era muito importante, não era?&lt;br /&gt;- Sim, e ela tinha um segredo...&lt;br /&gt;O sol estava já quente no céu. Teriam ido embora as gaivotas? E o mar, teria ele finalmente acalmado? Por que o silêncio era tão eloqüente na ardência do tempo? E por que estávamos todos sós?&lt;br /&gt;A filha recostou-se no ombro do pai. Mais um pouco e ele a envolveu com os braços, suas mãos desejosas das mãos da filha. Ela sorriu, seus dentes brancos a adornar uma face extasiada. Seu pai descobrira-lhe a senha secreta, um segredo igual ao da raposa. Era um instante que duraria mil tempos, a praia era agora um respeitoso e claro enigma a ser desvendado, a ser decifrado em suas imprecisões.&lt;br /&gt;- Tinha um verbo... Um verbo que a raposa dizia... O senhor sabe qual é? – a menina perguntou.&lt;br /&gt;O pai sentiu como se uma nesga de sonho tivesse se despregado. O que bastaria para que os átrios de seu coração ardessem de febre? Um amor tão branco e puro preenchia o vácuo imenso do momento presente, das coisas presentes, e ele se sentia responsável por aquele terno mistério. “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...”&lt;br /&gt;- Pai, o senhor tá chorando? O que foi?&lt;br /&gt;- Papai está bem, filha. Não é nada, é só alegria por estar aqui com você...&lt;br /&gt;Olhou nos olhos da filha e sentiu que a vaga do mar em torno de si não era tão imantada quanto aquele pequeno desejo de amor. O sol batia em cheio em seu rosto, as mãos de sua filha em torno de seu pescoço, a brisa insistente e translúcida. Por que amar era tão misterioso e tão simples? Assim como quem prega uma peça, era preciso que estivéssemos dentro de um carro para que o mundo tivesse nos expelido para fora, para além dos abismos e dos horários, para além dos lençóis que abrigavam nossas almas, para além... Era preciso que o mundo tivesse lugares com aquele, palmilhado de solidão e silêncio, para que minha filha enxugasse as lágrimas que vertia, para que eu a soubesse, para que eu amasse. Era preciso que houvesse um choque, um momento de extremo amor, para que a náusea desse lugar ao nascer do sol. Por quê? Esta seria a pergunta fatal, se não houvesse nada além de gaivotas a nadarem no céu. Não fosse isso, e ainda estaria atendendo a pacientes, consultando prognósticos e prontuários, enfrentando plantões intermináveis. O cheiro de éter, a modorra, sua funda melancolia.&lt;br /&gt;- Por que tudo isso? Eu não entendo bem... – sua filha era agora um bálsamo.&lt;br /&gt;- Não sei, filha. Não sei. “Só se vê bem com o coração”. Lembrei-me deste livro ao ver você, seus cabelos louros soltos no vento. Iguais aos campos de trigo!&lt;br /&gt;Os olhos da menina piscaram:&lt;br /&gt;- Cativar... Acho que era “cativar” o verbo que a raposa dizia ao principezinho de cabelos cor-de-ouro.&lt;br /&gt;- Cabelos cor-de-ouro assim como os seus... – seu pai parecia não ouví-la.&lt;br /&gt;- Os trigos que não eram mais inúteis. Não era esse o motivo? Que os campos de trigo não fossem mais inúteis? Diz, pai, para que eu possa lembrar...&lt;br /&gt;- Você já lembrou...&lt;br /&gt;- Cativa-me! – ela pediu ao pai, para não deixar de se lembrar.&lt;br /&gt;A menina sorriu, o uniforme encharcado de areia, a face sardenta. Gaivotas voltaram a voar em torno deles, a vaga era agora um matraquear surdo e constante. “Já está quase uma mocinha”, pensou, com um sopro de vida no coração. E o que haveria de ser depois? E se acordássemos? E se o mundo voltasse a ser tão violento quanto antes? Saberia voltar a esta praia e retornar ao antigo e novo mistério da raposa? O momento presente e as coisas presentes tornavam-se, pouco a pouco, a moldura de uma nova existência, marcada pelo encontro no deserto.&lt;br /&gt;- Vamos embora, filha?&lt;br /&gt;- Já? Não íamos ficar aqui o dia inteiro?&lt;br /&gt;- E as suas aulas, mocinha? Seu pai tem horários... – tentou imprimir às suas palavras o mesmo tom grave de sempre, mas sabia que seu olhar traduzia um ar humorístico, feliz.&lt;br /&gt;- Estou cansada dessas aulas, pai. E o senhor precisa de um lugar assim. Anda tão preocupado, tão nervoso, quase não tem tempo para nada... Não podemos ficar mais um pouco...?&lt;br /&gt;- Não, filha, temos de ir. Vou precisar de uma criatividade enorme para inventar uma desculpa lá no hospital... Ah, aquele hospital!&lt;br /&gt;- O senhor não tinha um plantão? Eu acho que o senhor tinha um plantão.&lt;br /&gt;- Isso é pretérito, passado, já se foi... Mas, em todo o caso, vamos! Vamos ver o que se arranja lá em casa.&lt;br /&gt;- E por falar em passado, onde está aquele livro do principezinho?&lt;br /&gt;- Não sei, já faz um bom tempo...&lt;br /&gt;Quando voltaram à estrada, a claridade subia como uma lâmpada acendendo. A filha, contrariando as reclamações soltas do pai, veio no banco da frente, ainda descalça. Tinha os olhos iluminados de uma ânsia diferente, inusitada. O pai desligou o ar-condicionado e abriu as janelas, o vento entrando impetuoso no interior do veículo. Deixando a via que bordejava os penhascos, o carro tomou a auto-estrada ampla e comprida, o tráfego já imenso naquela manhã. O pai sabia agora o caminho de volta. Viu sua filha reclinar-se na poltrona, serena e silenciosa. Já não havia porquês a indagar. O essencial já havia sido descoberto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;strong&gt;João Vaz.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;A Praia&lt;/em&gt;, s/ data, óleo sobre tela 47,5 x 57,5 cm. Casa Museu Anastácio Gonçalves Lisboa, Portugal. &lt;a href="http://www.uc.pt"&gt;www.uc.pt&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115367019621783633?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115367019621783633/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115367019621783633&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115367019621783633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115367019621783633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/07/rotas-alteradas_23.html' title='ROTAS ALTERADAS'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115360705275806829</id><published>2006-07-22T15:24:00.000-07:00</published><updated>2006-07-22T15:24:12.763-07:00</updated><title type='text'>NÃO TEMAS!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O amor de Deus encontra grandes dificuldades em atingir o nosso coração porque não há nele abertura satisfatória para que a Graça nos penetre. As dificuldades, as dores e os traumas que nos afligem nos cegam à Luz redentora de Deus, e nos perdemos, então, na escuridão da fé que é presente no nosso dia-a-dia. Parece-nos que Deus se doa em doses homeopáticas, na ocasião de uma grande Ação de Graças, uma Missa ou uma Oração de Cura, e se esconde de nós quando do nosso ofício cotidiano de carregar a Cruz. Para nós, a singeleza da oração pessoal diária, propositadamente (da parte de Deus, frise-se) desacompanhada, no mais das vezes, dos sinais maravilhosos e extraordinários da Sua Presença, não nos revela os grandes deleites do Céu da maneira como queríamos. Mas é justamente o contrário o que ocorre e, pela nossa cegueira, não nos é descoberto esse Senhor que age no conforto dos pequenos milagres. Quando os problemas habituais parecem nos sufocar, esquecemos de rogar Àquele que está bem perto de nós, e ganharmos a graça da intimidade Dele, para esperar grandiosos feitos que contradizem com a simplicidade do Amor Puro.&lt;br /&gt;Dia desses, disseram-me que a expressão “não temas” (e seus correlatos) aparece nada menos que 365 vezes no texto bíblico. Quase caí da cadeira: veio-me de estalo na mente a idéia do carinho de Deus a nos envolver no raiar do sol, sempre a dizer: “Não temas!”. Não temas as dificuldades a aparecerem no decorrer desse dia, não temas as palavras ásperas que hás de ouvir no trabalho, não temas a dor da perda de uma pessoa querida, não temas compartilhar a tua vida sob pena de vir a ser desprezado... Como teríamos, então, experimentado o Amor de Deus de forma tão próxima e amiga! Sim, porque para nós Deus é algo tão grande e complexo que nos perdemos e nos amofinamos em apresentar os nossos problemas a Ele, como se lhe faltasse tempo e disponibilidade para nós.&lt;br /&gt;Muito se comenta a respeito da Misericórdia de Deus nas nossas vidas, da boca de teólogos, sacerdotes e santos. Aquilo é guardado em nós mas não produz muito fruto no andamento de nossa vida prática, como se nossa vida espiritual fosse assim uma espécie de hobby. Falamos de confiança em Deus, de entrega das nossas vidas a Ele, mas nos mantemos sempre de pé atrás, desconfiados sob o peso da nossa Cruz que, para nós é castigo e não aprendizado. Olhamos para o lado trespassado de Jesus, e para a fonte de Misericórdia que enlouquece os soberbos e eleva os humildes, sem, entretanto, deixar calar nos nossos pensamentos materialistas e egoístas a mensagem e o alento que há por trás daquela riqueza. É talvez mais cômodo gozar de nossas dúvidas do que nos aprofundarmos na mensagem desse Deus que se doa...&lt;br /&gt;Chagado, humilhado, completamente entregue, e, ainda assim, amante. Ninguém ousaria olhar para Jesus sofredor no lenho da Cruz e imaginar que, num brado de profundo amor, ele diz: “Não temas!”. Mas é essa a mensagem estampada nas entrelinhas do Evangelho, e que hoje ainda nos toca no momento da Eucaristia, quando Deus ama o homem na intensidade da união total. Quando tudo na vida parece insustentável, pesado demais, Jesus se oferece novamente em sacrifício no altar, derramando o seu sangue e entregando o próprio corpo em oblação para nós. Isso, ao invés de nos confortar, confunde a ponto de negarmos a Deus e a nós mesmos, filhos e herdeiros de Seu Amor.&lt;br /&gt;Como Pai atenciosíssimo que é, Deus não se cansa: “Não temas!”. E nos repete isso até à conquista de nossos corações. É Sua intenção fazer de nós almas esposas, nas palavras de Santa Teresa D’ávila. Unidos a ele pelo vínculo santo da filiação, somos chamados a corresponder a este Amor verdadeiro, depositando Nele toda a nossa confiança e complacência, deixando-nos envolver pelo gozo irresistível da Misericórdia. Quando amamos Deus até o limite dos nossos corações, a se expandir pela prática dos sacramentos e pela via maravilhosa da oração, sentimos cada vez mais fome de Amor, e retornamos a Ele, num círculo virtuoso que sela a nossa Salvação. É Ele, sempre em expansão no Seu Coração que abarca o Universo e o que nele habita, quem inspira em nós a firmeza dos passos e a decisão pela santidade, a dizer: “Não temas!”.&lt;br /&gt;Amar e confiar. Descobrir a potencialidade dessa verdade é possível pela escuta de Deus no momento de oração e pela leitura da Palavra, fazendo-nos seguros na nossa caminhada rumo ao Céu. Nossa Senhora nos serve de grandioso exemplo, quando guarda em seu coração o suave sabor do cuidado do Senhor pela boca do Anjo Gabriel, a lhe dizer: “Não temas!” (Lc 1,30). Esse foi o primeiro passo de sua firme adesão à vontade de Deus, que lhe fez enfrentar os medos e os sofrimentos de seu Filho, para, ao final, na Glória Celeste, contemplar em si o cumprimento da promessa do Pai, que “olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1, 48).&lt;br /&gt;É preciso humildade para aniquilar-se a si mesmo diante da Verdade incontestável que é Deus e sabedoria para efetivar os passos rumo à Sua Presença, apesar da crueza do desamor que nos rodeia e do peso constante da Cruz. Quando isso acontecer, a cada novo dia, efetivamente, nós ouviremos o Amor de Deus soprar dentro de nós a sua exortação de Paz: “Não temas!”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115360705275806829?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115360705275806829/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115360705275806829&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115360705275806829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115360705275806829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/07/no-temas.html' title='NÃO TEMAS!'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115360662367052601</id><published>2006-07-22T15:16:00.000-07:00</published><updated>2006-07-22T15:17:03.673-07:00</updated><title type='text'>CATIVAR!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;“– Que quer dizer ‘cativar’?&lt;br /&gt;– Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?&lt;br /&gt;– Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer ‘cativar’?&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;– É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa ‘criar laços...’”&lt;br /&gt;(SAINT-EXUPÉRY, Antoine. O Pequeno Príncipe. Tradução de D. Marcos Barbosa, 18. ed., 1975. p.  68)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma das cenas mais comoventes de O Pequeno Príncipe é aquela na qual o principezinho, após viajar por vários planetas e ter, afinal, pousado na Terra, encontra-se com a pequena raposa. Andando pela vastidão de nosso planeta e ansioso por encontrar os homens e obter amigos, o nosso herói descobriu, num jardim, centenas de rosas iguais àquela que deixara em seu minúsculo asteróide, o B 612. Por um momento, aquela que ele considerara única no mundo e à qual dedicara todo o seu afeto não era, senão, igual a um sem-número de rosas existentes no nosso planeta. Regara-a, protegera-a do frio da noite com um paravento, suportara todo o seu orgulho de flor para, no fim, saber que ela era uma simples rosa comum. No entanto, a raposa dedicou-lhe um ensinamento que iria provocar um sobressalto nas emoções do principezinho. A raposa queria algo dele, algo que escapa dos sentimentos comuns e que alça o nosso coração a novas descobertas. O nosso pequeno príncipe procurava amigos, mas esquecia que eles só podem ser encontrados através da conjugação de um verbo muito simples e extremamente especial – cativar!&lt;br /&gt;Na Última Ceia, Jesus declarou toda a profundidade de seu amor por seus apóstolos ao revelar-lhes que o segredo do verdadeiro discipulado não se funda simplesmente na hierarquia entre o Mestre e seus servos, mas na amizade existente entre eles: “Já não vos chamo servos, porque o servo permanece na ignorância do que faz o seu senhor; chamo-vos amigos, porque tudo o que ouvi junto de meu Pai vo-lo fiz conhecer” (Jo 15,15). Só há verdadeiro relacionamento quando existe disponibilidade, doação e afeição mútuas. O amor de amizade é proclamado como aquele fundamentado na descoberta do outro, quando o amante se dá a conhecer inteiramente à pessoa amada e a faz experimentar integralmente os frutos de seu amor. Cristo nos oferta o fruto supremo de Seu amor – a Eucaristia – para que nós, Seus amigos, possamos continuamente beber da fonte da Misericórdia e, através desta sublime prova de amor, manifestar em palavras e atos a nossa amizade. Sem máscaras e sem disfarces.&lt;br /&gt;A raposa ensina ao principezinho que só conhecemos bem aquilo que cativamos. Segundo ela, o verbo “cativar” significa “criar laços”. O conhecimento pleno do outro e o amor surgido entre ambos só se torna real a partir da experiência da conquista e da abertura de coração. Este necessita estar escancarado, como o de Cristo na Cruz, para que abarquemos, sem reservas, o outro na sua realidade mais íntima e total. Jesus abriu o seu coração e, com isso, remiu a humanidade inteira. Nós, ao abrirmos o nosso, damos aos que amamos aquilo que nos é mais precioso – o dom da nossa vida, obra perfeita de Deus e meio pelo qual Ele expõe a Sua sabedoria. O verdadeiro amor de amizade é aquele fundamentado na graça de Deus e que tem como referência o Seu amor. O próprio Cristo funde as duas realidades de amor numa só e as coloca como mensagem central e definitiva de toda a Palavra de Deus: “O primeiro de todos os mandamentos é este: ‘(...) Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração (...)’. Eis aqui o segundo: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’” (Mc 12, 29-31). Acima de tudo, cativar é eleger – é escolher, sob a inspiração sincera da caridade e do discernimento maduro da fé, aqueles a quem chamamos amigos.&lt;br /&gt;Na encíclica Deus é Amor, o Papa Bento XVI tenciona encontrar o verdadeiro significado do amor cristão, utilizando-se dos termos gregos eros, ágape e philia – indicativos da várias dimensões do sentimento amoroso expostas na Bíblia. Relacionando os dois primeiros, o Santo padre deseja chegar à verdadeira definição do amor, querida por Deus e adequada às mais diversas exigências humanas. O amor eros é mundano, possessivo e procura o próprio interesse; de forma diversa, o amor ágape é fundado na fé, oblativo e gratuito. Este último diz muito acerca do amor philia, com ele se identificando e sendo como que o gênero deste. O Papa nos ensina que as duas primeiras realidades de amor não se anulam, antes se complementam e dão o cerne do amor cristão a ser vivido concretamente pelos homens. Inicialmente, o amor que sentimos busca a si mesmo, é intenso e localizado no campo das sensações. Ao se purificar no contato com Deus e com a verdade do próximo, na maneira como nos foi ensinado por Cristo, tendemos a buscar satisfazer plenamente o outro, colocando-o como complemento de nós mesmos; é um amor que passa a buscar o esvaziamento do ser amante para alcançar o preenchimento do ser amado. É dessa transformação que nasce a unidade entre as realidades ágape e eros, haja vista que devemos viver o viés divino do amor sem esquecer os sentimentos próprios de nossa realidade.&lt;br /&gt;O amor philia identifica-se com o amor ágape na medida em que a verdadeira amizade se funda na total identidade e solidariedade entre as pessoas. Este sentimento de complementação é ausente nas amizades vividas entre os jovens de hoje, que procuram antes viver um individualismo e um materialismo exacerbados, fundados no ter em detrimento do ser. Na divisões formadas entre as tribos, o sentimento puro de amizade é preterido pelo preconceito e pelas exclusões. Os jovens não procuram doar-se e conhecer-se mutuamente; antes, vivem superficialmente relacionamentos em que buscam, antes de tudo, a satisfação dos próprios interesses e alcançar um status social mais elevado. Os lugares, as roupas e as atitudes ditas “da moda” formam o que a mídia explora como sendo determinantes para os jovens viverem essa falsa liberdade e felicidade.&lt;br /&gt;Cativar significa ser responsável pela pessoa amada. É célebre a frase dita pela pequena raposa no livro: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. É viver a realidade do amigo na integridade do amor autêntico – os anseios, as dores, as alegrias e as necessidades. A vivência do amor divino é, pois, o referencial que nos permite viver a amizade na sua forma mais pura e total, haja vista que a doação de Deus a nós deve nos levar a doar-nos inteiramente aos irmãos, fazendo-os penetrar na nossa realidade e levando-os a abrir os seus corações a nós. O próprio Papa, na encíclica mencionada, revela a importância dessa comunhão fraterna entre os irmãos: “A união com Cristo é, ao mesmo tempo, união com todos os outros aos quais Ele se entrega. Eu não posso ter Cristo só para mim; posso pertencer-lhe somente unido a todos aqueles que se tornaram ou tornarão Seus (...) Tornamo-nos ‘um só corpo’, fundidos numa única existência”. Da mesma forma é a exortação do apóstolo João: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (I Jo 4,7-8).Nós, jovens, devemos, pois, buscar viver concretamente o amor nas nossas amizades. Um amor que nasce da pureza de intenções, passa pela conquista sincera através do afeto e deságua no conhecimento mútuo que gera o nosso crescimento pessoal. Devemos nos cativar e viver este afeto de maneira concreta, sem esquecer as necessidades e as angústias dos nossos amigos. A palavra “amigo” não é apenas adjetivo – é um título que damos àqueles que experimentamos pelo amor, a verdadeira caridade ensinada pela cruz e ressurreição de Cristo. Num mundo tão marcado pelo desamor e pelas relações vazias e frias, cativar é preciso!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115360662367052601?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115360662367052601/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115360662367052601&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115360662367052601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115360662367052601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/07/cativar_22.html' title='CATIVAR!'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115160882801730075</id><published>2006-06-29T12:19:00.000-07:00</published><updated>2006-06-29T12:20:28.023-07:00</updated><title type='text'>TRABALHAR PARA DEUS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É sempre freqüente, nos dias de hoje, a preocupação entre os jovens de obter sucesso em alguma carreira profissional. As constantes e mais abusivas exigências do mercado forçam o jovem hodierno a se confrontar com pressões das mais variadas, às vezes dificultando o processo natural de aprendizagem no período escolar e o acirramento das divergências oriundas da busca pela carreira mais adequada. Tal fenômeno é mais característico no meio pré-vestibular.&lt;br /&gt;Estudar, obter uma carreira brilhante, e, conseqüentemente, conseguir êxito financeiro, atrelado à melhoria do estado de vida, tal é a lógica que permeia esse processo de iniciação profissional e tecla na qual insistem em bater os cursinhos e os colégios diante dos vestibulares. Os adolescentes pagam um alto preço no empenho quase desumano nas horas de estudo, no sacrifício do lazer em detrimento do êxito vindouro, da concorrência e da superficialidade entre os colegas dentro da sala de aula. Na grande maioria das vezes, esse processo selvagem leva a grandes frustrações na vida desses jovens, que se vêem de repente compelidos a girar numa engrenagem violenta, onde entram em xeque as alegrias e as decepções na escolha de suas vidas, o modo por meio do qual eles poderão obter satisfação trabalhando no que lhes convém e servindo a sociedade. É uma engrenagem doentia que esmaga os sonhos do jovem em detrimento da propaganda do dinheiro e do status, que trazem quase sempre uma falsa felicidade e um profundo sentimento de vazio. Não lhes é permitido colocar em primeiro lugar o fazer o bem enquanto se é útil, no desenvolvimento das potencialidades e dos dons que Deus derrama sobre nós.&lt;br /&gt;O jovem, na busca do sucesso profissional, deve colocar o dom divino do trabalho em ritmo compassado à oração, como alavancas mútuas: o labor que centra o homem útil na esperança em Deus e a oração que volve o homem a encontrar alento na prática de suas obrigações. Também ao jovem deve ser dada a oportunidade de colocar a graça divina do discernimento como requisito essencial na escolha de sua carreira profissional, como forma de aproveitamento de suas aptidões e glorificação divina no exercício deles.&lt;br /&gt; Dizia São Francisco de Sales: “Sempre que puderes durante o dia, transporta o teu espírito à presença de Deus. Atende ao que Deus realiza e ao que tu fazes”. Trata-se, sem dúvida, de uma belíssima exortação, convidando a todos, e também aos jovens, a procurar dentro de si a semente da vocação, para amar a para servir. Somos concriadores com Deus, em nossas lutas diárias enfrentamos com Deus as contendas contra o desânimo e a falta de solidariedade, ao mesmo que plasmamos novas realidades e obras, dando a cada uma delas a semente de divindade que também nos é particular. Pio XI declarava “ser justamente o santo orgulho, em certo sentido, a sagrada tarefa profissional dos homens católicos: serem sempre os mais salientes, os melhores, em todas as manifestações da vida humana”. Ora, quando em contato com Deus empenhamo-nos na construção de nossas ofertas, agradáveis a Ele porque intimamente ligadas à Sua Graça, elas se revestem de Sua perfeição, e nosso trabalho se santifica e se aprimora porque igualmente atinge plenitude. Os jovens, na aspiração ao trabalho valoroso, podem e devem colocar Deus como suporte a operá-lo de modo gratificante e digno de louvores, porque o amor a tudo cimenta de forma plena, de modo que tudo o que é criado por sua mão reflete, tal como num espelho, a obra máxima de Deus que é a sua vida e a natureza à sua volta.&lt;br /&gt;O mesmo Papa exorta, num outro momento, à juventude: “Existe um orgulho santo, uma ambição que é um dever: distinguir-se no bem! Deveis possuir esta ambição... dimanando da aspiração de que o bem praticado por vós seja conhecido, para atingir aquele fim sublime a que Jesus se referiu quando afirmou que as boas obras devem ser vistas para que as conhecendo, todos glorifiquem ao pai que está nos céus”. Tal observação aponta ao caráter oracional e contemplativo do trabalho, que força aqueles que o operam a se orientarem pelo vislumbre do que é Eterno. Também a labuta diária é oportunidade de aplicação das verdades evangélicas e do desenvolvimento espiritual decorrente delas, de forma que nada do que é produzido se perde na banalidade mas reforça o espírito que promove a devoção a Deus inclusive na criação da realidade nova. O Bem, querido pelo homem na oração e na intimidade com Deus, também pode ser conseguido no seu esforço e no resultado do mesmo, no ambiente de trabalho, com vistas a evangelizar os que com ele lidam a almejar a Graça de Deus e assemelhar-se com ele, também nesse meio aparentemente hostil.&lt;br /&gt;O Catecismo, em sua análise a respeito do trabalho e sua implicações, informa que ele “procede imediatamente das pessoas criadas, à imagem de Deus e chamadas a prolongar, ajudando-se mutuamente, a obra da criação, dominando a terra. O trabalho é pois um dever (...)” (CIC 2427). Faz parte do compromisso do homem conseguir seu sustento a partir do substrato dado por Deus: as riquezas naturais, o animus cooperador e a busca do autodesenvolvimento. Como ente em busca de promoção espiritual e dotado de vitalidade, o jovem é compelido a realizar as suas obras revestindo-as desse chamado, onde entram também a vocação dada por Deus visando a envolvê-lo, complementando a vontade Dele na sua vida num todo agradável. Afirma a Igreja, categoricamente: “O trabalho é para o homem, e não o homem para o trabalho” (CIC 2428).&lt;br /&gt;Os santos, em suas vidas, priorizaram o trabalho como via de salvação, operando as maravilhas de Deus por meio de suas mãos humanas. Seja trabalhando em prol dos pobres, como é o caso de São Francisco e de Madre Teresa de Calcutá; seja pelos moribundos, como São Camilo de Léllis; ou, ainda, pela fecundidade na evangelização, como os Apóstolos, que, guiados pelo Espírito, levaram e deram o sangue para espalhar a Boa Nova. Nossa Senhora, verdadeira discípula de Jesus, mostra-se também preocupada com o trabalho que advém de suas responsabilidades, e vai, “com pressa”, ajudar Isabel em sua gravidez, mesmo estando ela grávida (cf. Lc 1, 39-56). É a virtuosidade impressa no amor ao serviço, ao alcance da glória de Deus na escuta de seu chamado e no suporte a seus filhos. O jovem, instruído pela Eucaristia a amar o próximo e a evangelizar nos frios e hostis ambientes colegiais e acadêmicos, deve ser farol nessa luta diária e exemplo de santidade na aspiração ao serviço a Deus.&lt;br /&gt;Não é mais importante o lucro conseguido com o trabalho ou a carreira que garanta o status futuro. O que é agradável a Deus é trabalhar tendo em vista a intimidade com Ele e a audição de Seu chamado, que é sempre agradável às nossas vidas e ao nosso desenvolvimento humano e espiritual. Chamado à oração, ao serviço e à partilha do Pão, prefigurando o testemunho do pleno cumprimento do testamento deixado por Cristo na Eucaristia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115160882801730075?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115160882801730075/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115160882801730075&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160882801730075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160882801730075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/06/trabalhar-para-deus.html' title='TRABALHAR PARA DEUS'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115160870095410435</id><published>2006-06-29T12:17:00.000-07:00</published><updated>2006-06-29T12:18:20.956-07:00</updated><title type='text'>O ENIGMA DE BROWN: SANTA MARIA MADALENA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É pura conspiração, num jogo quase que inteiramente matemático: Jacques Saunière, curador do Museu do Louvre, em Paris, morre assassinado, dentro do mesmo, por um monge albino. Robert Langdon, professor de História da Arte da Universidade de Harvard, especialista em simbologia, torna-se o principal suspeito. E ele, com a ajuda da companheira e egiptologista francesa, Sophie Neveu, tenta se desvencilhar da polícia ao mesmo tempo em que procura fechar um complexo quebra-cabeça povoado por charadas, enigmas e outras espécies. Isso sem falar nos quase dois mil anos de história que o enredo expõe para conturbar este thriller religioso e herético, profuso e simplista, tendo como pano de fundo a fundação da Igreja Católica e a figura histórica de Jesus. E eis um prato cheio para quem se delicia com histórias rocambolescas, ainda mais temperadas com uma dose tremenda de inéditas interpretações sobre temas religiosos, bem ao gosto daqueles que se dizem céticos, bem como uma profusão de caracteres históricos para rechear a mente daqueles que adoram esta receita de entretenimento e informação.&lt;br /&gt;Trata-se do mais novo ícone pop da literatura, o romance O Código Da Vinci, do americano Dan Brown, que até agora vendeu a invejável marca de 40 milhões de exemplares ao redor do mundo, lançando um olhar penetrante sobre a vida de Jesus e sobre um suposto relacionamento seu com Santa Maria Madalena, tendo, inclusive, gerado filhos nela. A santa seria a verdade oculta por trás do mistério que envolve o Santo Graal, o qual pensava-se ser o cálice da Última Ceia. Tal segredo estaria a salvo, durante todo esse tempo, nas mãos de uma sociedade secreta chamada Priorado de Sião, à qual pertencia Leonardo Da Vinci, que existiu realmente. Este último tem especial destaque no livro, tendo, sobretudo, suas pinturas sido ficcionalmente usadas na trama para descrever detalhadamente as nuances dessa estória extremamente duvidosa e potencialmente envolvente, pela carga de escândalo que traz em si.&lt;br /&gt;Cético por autodefinição, Dan Brown não se intimida em jogar cores vivas sobre fatos históricos intimamente ligados à formação da fé cristã-católica, como o Concílio de Nicéia, no qual se definiu finalmente a natureza divina de Jesus, para deles discorrer sobre teorias mirabolantes que insinuam ser a Igreja fundada na ameaça e rejeição de Pedro diante da união entre Cristo e Madalena, firmando a instituição nessa tabula rasa. Isso tudo num tom espantosamente documentarista, sem se ater à nocividade que essas supostas verdades podem causar na fé e no inconsciente de milhares de leitores, embriagados pela grande carga de erudição que o livro exala.&lt;br /&gt;Restaurada pela fé na misericórdia do Pai, Santa Maria Madalena é identificada como aquela que se prostra aos pés de Jesus, acusada que fora de adultério pelos escribas e fariseus, e que recebe o dom supremo do perdão por parte do Salvador: “Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar” (Jo 8, 11). Também é identificada como a pecadora pública que lava com os próprios cabelos os pés de Jesus, beijando-os e aspergindo-lhes perfume (cf. Lc 7,38). De qualquer forma, após isso torna-se perfeita discípula do Mestre, estando com Ele até Sua morte de Cruz, sendo testemunha dos grandes martírios e da hora horrenda da expiação. Ao longo dos séculos, Santa Maria Madalena mostra-se como modelo para os pecadores que, manchados e feridos pelas concupiscências, enxergam o amor gratuito e original do Messias e se inflamam no mar de misericórdia na Chaga do lado aberto, que restaura o homem agora redimido.&lt;br /&gt;Também Madalena está presente na Ressurreição, tendo visto o corpo glorioso de Jesus e se inebriado com o Seu amor (cf. Jo 20,16). Um amor assim tão intenso, que prefigura a extrema experiência do amor profundo de Deus nas nossas vidas, querendo nos restaurar na sua glória, gera no coração intumescido pela negação da bondade divina, interpretações outras que não se coadunam com a Verdade e acabam por desvirtuar toda a fé calcada na intimidade esponsal com Cristo. A nitidez da graça no Ressuscitado só é entendida ao se ver Maria Madalena correndo, louca de amor, aos Onze e repassando-lhes a profunda emoção que em si se manifestara pelo amor de Jesus, que encerra todo o sofrimento e faz transbordar a alegria.&lt;br /&gt;Jesus, na prática da caridade, “escandalizou porque identificou sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus para com eles” (CIC 589). Em virtude da exposição maravilhosa da misericórdia do Pai aos seus discípulos, Jesus tenciona torná-los amigos Daquele que nos ama incessantemente e que dá prova disso, pela superabundância dos dons e das bênçãos. A especialidade de Santa Maria Madalena reside na lição do abandono em Deus e da adesão total à fonte de todo o bem, que permite a nós o conhecimento profundo da experiência do amor esponsal e da espera naquele que cumpre a promessa da salvação.&lt;br /&gt;Brown escapou da complexidade dessas descobertas, preferindo ele reduzir-se a minúsculas discussões quanto a interpretações falsas das mensagens bíblicas, relegando a profundidade da fé que reside no exemplo de Madalena ao segundo plano. É uma abordagem que peca, é claro, pelo extremismo das heresias mas, mais profundamente, pela falta de diâmetro ao abarcar a vida de tão grande santa, que, ao contrário de tantos outros que expõem seu virtuosismo no trato com Jesus, incluindo-se aí os apóstolos, vem aos pés daquele que salva a humanidade para renunciar a toda uma vida de erros, mostrando-se na miséria o surgimento de tão puro amor. A mesquinhez do livro não alcança esses detalhes, preferindo a via fácil e cômoda da fofoca sacra à profundidade da mística do arrependimento do pecado e da restauração em Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115160870095410435?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115160870095410435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115160870095410435&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160870095410435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160870095410435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/06/o-enigma-de-brown-santa-maria-madalena.html' title='O ENIGMA DE BROWN: SANTA MARIA MADALENA'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115160856350823139</id><published>2006-06-29T12:15:00.000-07:00</published><updated>2006-11-14T05:12:54.456-08:00</updated><title type='text'>CASE-SE COMIGO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.matrimonio.it/files/user139/matrimonio-anelli.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.matrimonio.it/files/user139/matrimonio-anelli.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Virou uma espécie de tradição. Casamento de artista, para valer mesmo, tem de ser como um kit completo: lugar de sonhos para realizar a cerimônia (na grande maioria das vezes, sem um ranço de religiosidade); badalação nos primeiros meses, com as fotos dos pombinhos pipocando à exaustão na capa das revistas de fofoca; e, por fim, separação bombástica e brusca, logo após, quando as juras de amor eterno se transformam em ofensas pessoais e baixarias veladas, registradas com vigor para alavancar a audiência. Esse parece ser um círculo vicioso que acomete nove entre dez artistas e a previsão sombria é a de que tende a continuar, com a vida das celebridades se confundido com a sinopse das novelas, sendo exposta ao público com a lupa de aumento da vulgaridade e da malícia.&lt;br /&gt;De toda a falação que esse tipo de assunto gera nas rodas, o saldo que se retira é o do desgaste que a instituição do casamento sofreu e sofre por conta desse novo conceito de união, tão elástico quanto desprovido de intensidade e profundidade. Hoje, já se pensa o casamento em vista do futuro divórcio (e a conseqüente divisão dos bens), como um tipo de investimento no qual o que vale é que se ganha, sem chance de perda nenhuma. E porque matrimônio nenhum se sustenta com essa superficialidade, nós temos hoje a ficção da relação a dois, onde a simples convivência entre o homem e uma mulher basta para consumar o casamento entre eles, sem qualquer compromisso ou cerimônia. E aí, o casamento troca de significado: união estável, caso, romance...&lt;br /&gt;Stephen Kanitz, jornalista e administrador por Harvard, nos diz, em artigo sobre casamento, que “o objetivo do casamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor relacionamento possível com quem você prometeu amar para sempre”. O ótimo é que não é um padre ou um teólogo quem nos diz isso, mas um homem que, por sua estrutura pessoal, descobriu o verdadeiro sentido da vocação matrimonial. Defender a solidez do matrimônio não é obra só para religiosos mas para todos aqueles que entendem a instituição como fundamental na formação da estrutura familiar. “Em virtude da sacramentalidade do seu matrimónio, os esposos estão vinculados um ao outro da maneira mais profundamente indissolúvel. A sua pertença recíproca é a representação real, através do sinal sacramental, da mesma relação de Cristo com a Igreja”, nos ensina a encíclica Familiaris Consortio. Pelos escritos da Igreja, percebe-se a importância do casamento não apenas como sacramento e oportunidade de aprofundamento da vida espiritual (embora isso já fosse extremamente necessário) mas também como ferramenta de consolidadação da socieadade, por seu núcleo central que é a família.&lt;br /&gt;Fala-se em casar com o objetivo central de se encontrar a pessoa amada. Porque eu amo aquela pessoa, encontro-me bastante capaz de me unir a ela para sempre. No entanto, o ranço do descartável corrói o sentimento do amor que julgamos sentir, a capacidade que juramos ter de formar uma relação sólida e esperança que pensamos possuir de observar esse “para sempre” com um olhar de missão e de vida. Por isso, o “para sempre” não dura uma estação e a impressão que fica é que o casamento, na sua acepção tradicional e necessária, tende ao fracasso e à extinção nos dias de hoje. Ou, ainda, ganha significados não desejáveis, como quando se quer desnaturar o matrimônio para abrigar a relação homossexual, assunto que gera polêmica e insatisfação no mundo gay.&lt;br /&gt;A midia, como geradora de opiniões, tem sua grande parcela de culpa nesse fanômeno de vulgarização do casamento, ao elevar à última potência essa superficialidade que permeia as relações conjugais das personalidades. Chegamos a pensar ser completamente “normal” um casamento que dura um mês, porque na dança da solidão dos famosos, trocar de par é comum e, muitas vezes, até útil nessa busca de orientação. O divórcio é essa chance apropriada de se alcançar a liberdade frente a um relcionamento que já não traduz em satisfação para mim. Stephen Kanitz complementa: “O contrato de casamento foi feito para resolver justamente esse problema. Nunca temos na vida todas as informações necessárias para tomar as decisões corretas. As promessas e os contratos preenchem essa lacuna, preenchem essa incerteza, sem a qual ficaríamos todos paralisados à espera de mais informação”. O jornalista analisa o matrimônio na sua visão contratual mas nem por isso ignora a força moral e vocacional que esse contrato abrange. Contrato, aqui, implica comprometimento e responsabilidade, qualidades imprescindíveis para o alcance da maturidade afetiva e da correta realidade conjugal. Ou, ainda, pode-se dizer que o contrato é a aliança firmada entre os noivos e que sela essa garantia do afeto e do compromisso com o cônjuge.&lt;br /&gt;Dom Eusébio Oscar Scheid, Arcebispo do Rio de Janeiro, chega a falar em “insegurança” por parte dos jovens diante do desafio do matrimônio. Segundo ele, “esta insegurança tem, por certo, raízes muito mais profundas: no íntimo mais íntimo das pessoas em causa. A própria escolha definitiva e irreversível de um ou de uma consorte para a vinculação vital parece limitar o campo quase infinito das opções, frustrando ou até tolhendo a liberdade”. O erro consiste em colocar como ausência de liberdade a escolha de alguém com quem partilhar a vocação do matrimônio. Segundo lição de Jacques Phillipe em seu “Liberdade Interior”, a liberdade maior não reside no escolher dentre as várias opções que nos apresentadas, mas, sim, de acolher, com amor e decisão, o que a vida, dom de Deus, traz a nós. É necessário entender que o casamento advém de um processo que implica amadurecimento pessoal e livre adesão fundamentada na liberdade, nas quais os futuros cônjuges assumem a responsabilidade do amor em comum e dão seu sim a Deus, gérmen da nova família.&lt;br /&gt;“É pois indispensável e urgente que cada homem de boa vontade se empenhe em salvar e promover os valores e as exigências da família”, despede-se o Papa João Paulo II ao final da Familiaris Consortio. Promover a consistência do matrimônio frente aos desafios do mundo de hoje é tarefa que leva a evangelizar. É preciso, antes de tudo, certificar que o casamento é fundado nos alicerces maduros da fé e do amor e não palco de flashes e baixarias, os quais acabam por lhe desnaturar. Amando e promovendo o amor no coração do próximo, estaremos, enfim, dando sinal concreto à aliança firmada por Deus no alto da Cruz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115160856350823139?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115160856350823139/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115160856350823139&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160856350823139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160856350823139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/06/case-se-comigo.html' title='CASE-SE COMIGO'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115160838832736164</id><published>2006-06-29T12:11:00.000-07:00</published><updated>2006-06-29T12:13:08.330-07:00</updated><title type='text'>GERAÇÃO MALHADA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O “folheteen” Malhação atravessou a última essa década levando aos adolescentes um estilo, uma maneira nova de encarar esse importantíssimo período de nossas vidas. Os dramas e os dilemas dos jovens, mostrados com uma pitadinha de exagero e outra, mais carregada, de “realismo”, fizeram com que o programa alcançasse o status de espelho da garotada de hoje, tentando revelar aos pais, sempre descontentes e espantados com a sanha libertadora de seus filhos, o universo que permeia a vida deles – do sexo libertário à Internet, da gravidez precoce à mania dos blogs. Hoje, passados tantos capítulos, ganha ele até certo respeito na mídia por essa tarefa tão árdua, haja vista que os jovens de hoje constituem uma incógnita recheada de individualismo e imaturidade.&lt;br /&gt;É interessante ressaltar que a novelinha, ao mesmo tempo em que é exaltada por mostrar o cotidiano e a transformação na vida dos jovens, havida na velocidade dos últimos anos e modismos, ressurge como uma espécie de co-responsável desse processo, por ter incutido, não sem uma grande parcela de culpa, essa nova mentalidade superficial e imbecilizante na cabeça deles. Pela Malhação, já foram abordados os mais variados assuntos, sempre com aquele frescor de seriedade que mais parece subproduto de marketing do que preocupação genuína. Na tela, vemos um emaranhado de valores sendo derrubados com o fim último de alavancar a audiência, enquanto, do lado de cá, uma legião de jovens vai assimilando essa consciência de forma a criar uma nova maneira de pensar a juventude.  Maneira essa liberal até o limite do irresponsável e do infantil.&lt;br /&gt;Na época em que foi lançada, houve uma cena que chamou a atenção da opinião pública e que ficou como marco dessa maneira “jovem” de vivenciar a realidade. Debaixo do chuveiro quente, na penumbra de um vestiário, os personagens de Cláudio Heirinch e Gisele Fraga fazem sexo enquanto um garotinho – o ator Bruno De Lucca, ainda criança – observa a tudo, atônito, acompanhado de alguns funcionários da academia, então cenário da trama. Isso tudo exibido no final da tarde, para os jovens pensarem esse jeito novo de encarar a própria liberdade e a própria sexualidade...&lt;br /&gt;Essa cena é exemplar a respeito da ignorância dos realizadores do programa em abordar a vida dos adolescentes. E muito sugestiva no que tange à revolução causada pela Malhação na cabeça do seu público. A TV prestava o imenso favor em mostrar, na figura de seus sarados e lindos mocinhos, o prazer do sexo em plena academia de ginástica, enquanto que muitos jovens, então desacostumados com essa tamanha demonstração de liberdade (representados pela surpresa do pequeno garoto), iniciavam-se nessa nova temática, regada a muita inércia e pouca informação. E o programa se tornou, a partir daí, o exemplo claro de como a televisão pode desorientar a cabeça daqueles que, no mais das vezes inocentes, se propõem a fazer da TV uma fonte de entretenimento e formação.&lt;br /&gt;Deu no que deu. Jovem que é jovem, hoje, tem de curtir a vida sem um pingo de responsabilidade, pegar quantos parceiros quiser (e puder), inventar moda e até mesmo contestar o mundo que parece comprimir a sua cabecinha “madura”. Vai-se a academia e entra o colégio, o Múltipla Escolha, palco de tantos e tão variados namoricos e sérias paixões, de forma moleque (no mal sentido) e pouco inteligente. A Malhação é dita “crescida” porque soube, ao longo dos anos, dar espaço aos questionamentos dos adolescentes e jovens, sem “piração” ou conservadorismo. O que é mostrado nos capítulos é a síntese da meninada de hoje, não porque o programa seja antenado o bastante para a captar, mas porque ele mesmo cuidou de amestrar a juventude, forjando um comportamento que não é jovem, mas um arremedo disso.&lt;br /&gt;Já se pode falar, hoje, da chamada “geração Malhação”, reflexo dessa alienação e desconforto gerado no imaginário dos jovens, que são tão livres no comportamento (segundo pensam, é bom que se diga) quanto são vítimas dos modismos e da desinformação. Geração acostumada a ver o mundo na estreiteza do prazer desnorteado e da apatia quanto ao que rola ao seu redor. Estão presos os jovens, hoje, porque não lhes resta outra alternativa senão agarrar a onda da vez, mergulhando fundo na liberdade vazia e na afetividade e sexualidade feridas. Urge, hoje, a autoridade das palavras do saudoso João Paulo II, o papa da juventude, que dizia: “Jovens, se fôsseis o que deveis ser, tocaríeis fogo no mundo inteiro”. Ele, sim, a entendeu muito bem, consciente de que, junto a Deus no céu, intercedem verdadeiros jovens, livres e iluminados pela luz da Verdade, como o apóstolo teen João e a esperta Santa Teresinha do Menino Jesus...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115160838832736164?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115160838832736164/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115160838832736164&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160838832736164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160838832736164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/06/gerao-malhada.html' title='GERAÇÃO MALHADA'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115160824045482291</id><published>2006-06-29T12:09:00.000-07:00</published><updated>2006-06-29T12:10:40.456-07:00</updated><title type='text'>A CASA DE AREIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No processo crescente de intimidade com Deus, em nossa caminhada espiritual, geralmente nós nos empolgamos com a mudança radical que ocorre nas nossas vidas. Limpando-nos de todos os vícios e pecados, encontramos em nós a essência dada pelo Pai que nos faz ser amados em profundidade e abraçados pelo particular consolo de Sua Misericórdia.&lt;br /&gt;Na mesma medida, observamos nas pessoas de nosso convívio espiritual exemplos a serem seguidos para alcançar a graça da santidade, da confiança cega no amor de Deus. Amigos, padres, pregadores, enfim, qualquer pessoa que reflita um pouco mais de autoridade em matéria de oração deixa em nós essa espécie de anseio à mesma graça, à mesma inspiração divina.&lt;br /&gt;Diante delas, nós como que nos esforçamos em imitá-las e buscamos descobrir o seu segredo. Assim, inspirando-se nelas, acabamos vivenciando essa mesma devoção sem, entretanto, atingirmos maturidade e naturalidade na vivência dos dons de Deus nas nossas vidas. Sem nos deixarmos tocar, de maneira profunda, pela graça singular que Deus prepara para nós. O ponto chave a ser descoberto em tais pessoas, e que muitas vezes ignoramos em nós e em nosso esforço de auto-santificação, é o caminho de oração percorrido por elas.&lt;br /&gt;Todos os pregadores que ouvimos repetem a necessidade constante de oração para o desenvolvimento do amor de Deus em nós. Não é uma exortação vazia, mas um compromisso e um requisito essencial para deixar florescer em nós a efusão dos dons carismáticos. Não há uma vida de santidade satisfatória (se é que podemos falar nestes termos) sem que haja esse diálogo e essa interação da nossa pequenez com a grandeza Daquele que é todo amor por nós.&lt;br /&gt;Quando crescemos na vivência da fé, é comum nos sustentarmos naquilo que Deus já fez por nós e esquecermos o prosseguimento da caminhada, que se dá pela contínua vivência da oração, sob inspiração do Espírito Santo, e que nos proporciona dar passos em direção à Graça, fazendo-nos íntimos de Cristo e da salvação que Ele traz a nós. Sem a oração, caímos na cegueira da falta de fé, perdemos o contato íntimo com Deus, que procura a ocasião da escuta para demonstrar seu Amor, pela chamado e pelo transbordamento da Sua Misericórdia.&lt;br /&gt;Sem o diálogo com o Pai, a nossa caminhada se torna como que uma casa de areia fundada em bases fracas de comprometimento e responsabilidade. Sem o sustento eficaz da oração e da escuta da Palavra de Deus, toda a construção que Deus quer operar em nós para nos fortalecer diante das dificuldades e desafios se torna pó, pois não há constância no prosseguimento da fé e não há segurança no Senhor a nos motivar contra o pecado e o erro. Sem essa base a nos sustentar, facilmente caímos na tentação.&lt;br /&gt;Frei Camilo Maccise, superior geral dos carmelitas descalços, nos ensina: "Não devem jamais esquecer a importância da oração cristã. Uma oração feita também no silêncio e na solidão, que ajuda os outros a encontrar momentos de deserto, zonas verdes na vida humana, para perceber qual o sentido da vida, qual o nosso papel no momento atual".&lt;br /&gt;É importante valorizar a oração como veículo de reflexão do momento atual de nossas vidas e do mundo à nossa volta, bem como da vontade de Deus que nos norteia e nos envolve, num eterno abraço de amor. Em nós, é instrumento de humildade e mansidão e meio de nos configurar à imagem e semelhança de Deus, fazendo-nos pequenos necessitados de Sua presença. Em muitas ocasiões, principalmente quando crescemos em estatura espiritual diante dos outros, admitimos uma postura de soberba, sem cultivarmos essa via de caridade própria da oração.&lt;br /&gt;Como na parábola contada por Jesus, somos como aquele fariseu que ignora o pecado do semelhante e se orgulha de manter uma conduta irrepreensível diante dos demais, aparentemente limpo das misérias do mundo. Usamos, pois, da oração como trampolim para atingirmos uma falsa perfeição e, dessa forma, ganharmos mais junto a Deus, como se este gozasse também dessa ostentação e não se refugiasse no pobre que anseia a riqueza melhor dos tesouros do céu, a paz interior, como o cobrador de impostos (cf. Lc 18, 10-13).&lt;br /&gt;Ao dizer "Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!", o publicano se revela na sua indignidade e procura a Deus como conforto e certeza de salvação. Naqueles que, verdadeiramente, vivem a lição da pobreza em Deus (e que, conseqüentemente, são vítimas da nossa imitação e "santa inveja"), Cristo opera o crescimento pela submissão, a elevação pela humilhação, e sedimenta em tais almas o alicerce da paz celeste e da confiança nos desígnios divinos.&lt;br /&gt;Vivendo essa condição, somos moradas eficazes a abrigar o Espírito Santo que quer nos motivar, e não construções fracas que são destruídas pela afobação e pela falta de fé. Muitos daqueles que ouvimos e seguimos como modelo de santidade e que, aparentemente, revelam-se grandes na graça que Deus lhes derrama, na verdade vivem a miséria dos necessitados do Pai, ansiosos por receber deles a mínima porção de Sua Misericórdia, pobres e humildes na oração e na espera Nele. Vivenciando essa carência, Deus nos cumula de Sua grandeza e nos preenche, justificando-nos pela força de seu ensinamento de amor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115160824045482291?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115160824045482291/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115160824045482291&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160824045482291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160824045482291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/06/casa-de-areia.html' title='A CASA DE AREIA'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115160809211131052</id><published>2006-06-29T12:06:00.000-07:00</published><updated>2007-05-06T07:14:10.126-07:00</updated><title type='text'>O SER ESPIRITUAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.portinari.org.br/IMGS/jpgobras/OAa_0338.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portinari.org.br/IMGS/jpgobras/OAa_0338.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portinari.org.br/IMGS/jpgobras/OAa_0338.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Perguntaram ao grupo de jovens católicos apinhados na salinha branca de uma comunidade carismática quem os tinha formado espiritualmente de forma mais intensa. A pregadora, experiente o suficiente para captar a realidade da platéia sob seu comando, teve a deliciosa idéia de conseguir as respostas jogando a esmo um bombonzinho de chocolate. Aquele que fosse alvo do doce seria o escolhido a responder e também jogar a outro, que também teria de responder. E assim foi, tendo surgido respostas das mais variadas, sendo citados mais freqüentemente os pais, os pastores de seus grupos ou uma ou outra pessoa ligada à vida escolar ou afetiva.&lt;br /&gt;Nesse meio, coube a um rapaz sentado um pouco à frente ser alvo do chocolate, e por isso mesmo, informar aos outros aquele que o tinha formado. Ele, entre envergonhado e assustado, soltou quase um sopro: “Nossa Senhora!”. Os outros, no momento, não se manifestaram, e o bombom continuou a voar de jovem em jovem até à conclusão obtida pela palestrante. Ao final da exposição, vieram as saraivadas: “Rapaz espiritual!”, “Sentindo cheiro de rosas na oração pessoal, hein!?” ou “Cuidado senão você levita”. O rapaz, consciente de haver dado a resposta mais sincera do mundo, ficou casmurro e encabulado, guardando em si a reflexão sobre o que acabara de manifestar. “Ora, bolas, mas foi ela mesmo... O que eu posso fazer?”&lt;br /&gt;Da história acima, cabe uma reflexão ligeira a respeito da vida espiritual não só dos jovens mas de todas as pessoas que, pela experiência crucial com o Cristo ressuscitado e “ressuscitante”, aderem-se à sua receita de perdão e compaixão, vivenciando nas suas vidas a verdade que emana de seus ensinamentos.&lt;br /&gt;Aquele que se classifica como cristão é o que guarda para si todos os ensinamentos de Jesus, acalentando e praticando na vida cotidiana a sua essência e seus efeitos. O rapazinho, ao responder à pergunta formulada, sentiu a necessidade de expor, à luz dos ensinamentos passados por Deus em sua vida espiritual, aquele quem os havia transmitido mais apropriadamente a ponto de o fazer ser imitador do Pai, e ser cristão realmente.&lt;br /&gt;Dizendo “Nossa Senhora”, mostrou que, em sua vida, havia sido ela a mestra da sua caminhada rumo ao encontro Daquele que se doa total e amorosamente numa Cruz. Formar é reconstruir a própria identidade, pois o pecado nos aniquila aquilo que nos é próprio, que nos individualiza, para nos transformar em farsa, em cópia mal-acabada, retirando de nós a Graça que nos qualifica como filho no Filho de Deus. Torna-se, assim, sinônimo de restaurar a nossa humanidade pela intimidade com Deus, que não só nos qualifica como também traz o novo, o inédito, numa sempre constante declaração de amor.&lt;br /&gt;Cabe, outrossim, destacar o que é realmente uma experiência de amor com Deus. Não entendendo o rapaz ou não percebendo exatamente aquilo que ele disse, os outros o julgaram “espiritual” demais, a ponto de se julgar formado pela Mãe de Jesus.&lt;br /&gt;Afinal de contas, o que é rezar? Na acepção mais clara da palavra, significa entrar em diálogo com Deus, transação e comunhão de vida que nos fornece o subsídio para a renovação proposta por Cristo. Ora, conhecer Cristo e partilhar com Ele é aprender a Graça onde ela se origina, e, dessa forma, nos tornarmos semelhantes à Trindade.&lt;br /&gt;O rapaz disse ter sido formado por Nossa Senhora pelo simples e grandioso fato de ela o ter feito semelhante ao Pai, na sintonia do Amor que é a oração. Isso, ao que se sabe, não cabe aos exageradamente espiritualizados (e, portanto, cegos à Graça), mas aos que se apequenam diante do transbordamento da Misericórdia.&lt;br /&gt;Se não se chega à intimidade de Deus e dos santos pela via da oração, então esse conceito se esvazia, falece. Faz-se necessário afirmar que amar é dialogar, e que através desse jogo de amor, estamos tão perto de Deus que nos deixamos abandonar na sua Sabedoria, a fim de sermos novamente filhos, pela exaltação de nossa humildade e pela assunção das nossas misérias&lt;br /&gt;Assim, não é espantoso dizer-se formado por Deus, haja vista que a formação é uma das maravilhosas conseqüências de nossa amizade com Ele. Não é sábio julgar que oração e vida de intimidade com o Pai são idéias em apartado, pois corre-se o risco delas desnaturarem, e ser estancado o caminho do crescimento. Ser formado por Jesus ou por um dos santos significa moldar-se a Deus pela via de santidade própria deles e objeto de devoção nossa, e aí reside, realmente, a sabedoria da perfeição de acordo com os ensinamentos de Cristo.&lt;br /&gt;E quanto à formadora escolhida? Bem, é lícito imitarmos Dom Bosco: “É ela que tudo fez, é ela que tudo faz”. Em seus passos de silêncio, Maria Santíssima (ou, carinhosamente, Nossa Senhora, com a familiaridade dos seus amigos), percorre o caminho da cristandade, do gozo à dor, da dor à glória, restaurada pela luz Daquele que vive novamente e iluminada pelo Espírito que superabunda em si.&lt;br /&gt;Nela, a Igreja se vê refletida e deseja aprender essa gratuidade de amor e entrega filial ao Esposo, para assim chegar também à Glória. Amá-la e vivenciar o seu amor de filha, mãe e esposa, permite-nos alcançar a santidade pela via mais maravilhosa possível, dada por Cristo no ápice da sua paixão. Como os Padres da Igreja, aprendamos a rezar à “onipotência suplicante” para, de Cristo, receber abundantes graças. Quem não deseja isso?&lt;br /&gt;Perguntaram ao grupo de jovens católicos apinhados na salinha branca de uma comunidade carismática quem os tinha formado espiritualmente de forma mais intensa. A pregadora, experiente o suficiente para captar a realidade da platéia sob seu comando, teve a deliciosa idéia de conseguir as respostas jogando a esmo um bombonzinho de chocolate. Aquele que fosse alvo do doce seria o escolhido a responder e também jogar a outro, que também teria de responder. E assim foi, tendo surgido respostas das mais variadas, sendo citados mais freqüentemente os pais, os pastores de seus grupos ou uma ou outra pessoa ligada à vida escolar ou afetiva.&lt;br /&gt;Nesse meio, coube a um rapaz sentado um pouco à frente ser alvo do chocolate, e por isso mesmo, informar aos outros aquele que o tinha formado. Ele, entre envergonhado e assustado, soltou quase um sopro: “Nossa Senhora!”. Os outros, no momento, não se manifestaram, e o bombom continuou a voar de jovem em jovem até à conclusão obtida pela palestrante. Ao final da exposição, vieram as saraivadas: “Rapaz espiritual!”, “Sentindo cheiro de rosas na oração pessoal, hein!?” ou “Cuidado senão você levita”. O rapaz, consciente de haver dado a resposta mais sincera do mundo, ficou casmurro e encabulado, guardando em si a reflexão sobre o que acabara de manifestar. “Ora, bolas, mas foi ela mesmo... O que eu posso fazer?”&lt;br /&gt;Da história acima, cabe uma reflexão ligeira a respeito da vida espiritual não só dos jovens mas de todas as pessoas que, pela experiência crucial com o Cristo ressuscitado e “ressuscitante”, aderem-se à sua receita de perdão e compaixão, vivenciando nas suas vidas a verdade que emana de seus ensinamentos.&lt;br /&gt;Aquele que se classifica como cristão é o que guarda para si todos os ensinamentos de Jesus, acalentando e praticando na vida cotidiana a sua essência e seus efeitos. O rapazinho, ao responder à pergunta formulada, sentiu a necessidade de expor, à luz dos ensinamentos passados por Deus em sua vida espiritual, aquele quem os havia transmitido mais apropriadamente a ponto de o fazer ser imitador do Pai, e ser cristão realmente.&lt;br /&gt;Dizendo “Nossa Senhora”, mostrou que, em sua vida, havia sido ela a mestra da sua caminhada rumo ao encontro Daquele que se doa total e amorosamente numa Cruz. Formar é reconstruir a própria identidade, pois o pecado nos aniquila aquilo que nos é próprio, que nos individualiza, para nos transformar em farsa, em cópia mal-acabada, retirando de nós a Graça que nos qualifica como filho no Filho de Deus. Torna-se, assim, sinônimo de restaurar a nossa humanidade pela intimidade com Deus, que não só nos qualifica como também traz o novo, o inédito, numa sempre constante declaração de amor.&lt;br /&gt;Cabe, outrossim, destacar o que é realmente uma experiência de amor com Deus. Não entendendo o rapaz ou não percebendo exatamente aquilo que ele disse, os outros o julgaram “espiritual” demais, a ponto de se julgar formado pela Mãe de Jesus.&lt;br /&gt;Afinal de contas, o que é rezar? Na acepção mais clara da palavra, significa entrar em diálogo com Deus, transação e comunhão de vida que nos fornece o subsídio para a renovação proposta por Cristo. Ora, conhecer Cristo e partilhar com Ele é aprender a Graça onde ela se origina, e, dessa forma, nos tornarmos semelhantes à Trindade.&lt;br /&gt;O rapaz disse ter sido formado por Nossa Senhora pelo simples e grandioso fato de ela o ter feito semelhante ao Pai, na sintonia do Amor que é a oração. Isso, ao que se sabe, não cabe aos exageradamente espiritualizados (e, portanto, cegos à Graça), mas aos que se apequenam diante do transbordamento da Misericórdia.&lt;br /&gt;Se não se chega à intimidade de Deus e dos santos pela via da oração, então esse conceito se esvazia, falece. Faz-se necessário afirmar que amar é dialogar, e que através desse jogo de amor, estamos tão perto de Deus que nos deixamos abandonar na sua Sabedoria, a fim de sermos novamente filhos, pela exaltação de nossa humildade e pela assunção das nossas misérias&lt;br /&gt;Assim, não é espantoso dizer-se formado por Deus, haja vista que a formação é uma das maravilhosas conseqüências de nossa amizade com Ele. Não é sábio julgar que oração e vida de intimidade com o Pai são idéias em apartado, pois corre-se o risco delas desnaturarem, e ser estancado o caminho do crescimento. Ser formado por Jesus ou por um dos santos significa moldar-se a Deus pela via de santidade própria deles e objeto de devoção nossa, e aí reside, realmente, a sabedoria da perfeição de acordo com os ensinamentos de Cristo.&lt;br /&gt;E quanto à formadora escolhida? Bem, é lícito imitarmos Dom Bosco: “É ela que tudo fez, é ela que tudo faz”. Em seus passos de silêncio, Maria Santíssima (ou, carinhosamente, Nossa Senhora, com a familiaridade dos seus amigos), percorre o caminho da cristandade, do gozo à dor, da dor à glória, restaurada pela luz Daquele que vive novamente e iluminada pelo Espírito que superabunda em si.&lt;br /&gt;Nela, a Igreja se vê refletida e deseja aprender essa gratuidade de amor e entrega filial ao Esposo, para assim chegar também à Glória. Amá-la e vivenciar o seu amor de filha, mãe e esposa, permite-nos alcançar a santidade pela via mais maravilhosa possível, dada por Cristo no ápice da sua paixão. Como os Padres da Igreja, aprendamos a rezar à “onipotência suplicante” para, de Cristo, receber abundantes graças. Quem não deseja isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;strong&gt;Cândido Portinari&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Nossa Senhora d'Aparecida&lt;/em&gt; [1952] Desenho a grafite/papel13 x 15cmBrodowski, SP. Assinatura estampada na margem inferior à esquerda "Portinari*". Sem data. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.portinari.org.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.portinari.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115160809211131052?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115160809211131052/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115160809211131052&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160809211131052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160809211131052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/06/o-ser-espiritual.html' title='O SER ESPIRITUAL'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115160796353440714</id><published>2006-06-29T12:04:00.000-07:00</published><updated>2006-10-25T06:58:10.790-07:00</updated><title type='text'>O QUE É A VERDADE?</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.flg.es/fotos/3000/3051.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flg.es/fotos/3000/3051.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.flg.es/fotos/3000/3051.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma das passagens mais intrigantes dos Evangelhos é aquela na qual Jesus se apresenta diante de Pilatos e este tenta lhe interrogar a respeito das acusações feitas pelos chefes judeus e da Sua realeza. Após constatar da boca do próprio Jesus de que ele era realmente rei perante o Seu povo e de a verdade é o sinal por meio do qual se chega a esta revelação, o procurador romano pergunta: “O que é a verdade?” (Jo 18,38). A passagem parece dizer que Jesus calou-se diante da indagação e lança um olhar mais apurado a respeito da missão Dele entre os seus e de como, ainda hoje, esta dúvida ainda se encontra no coração dos homens de hoje e na ânsia do mundo em tentar enxergar uma luz no fim do túnel em que se encontra. A verdade parece ser ainda um privilégio e buscá-la é, acima de tudo, o motivo de o homem estar imerso, ainda, na frieza e na crueldade de si.&lt;br /&gt;“Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que está com a verdade, ouve a minha voz” (Jo 18, 37). Jesus parece responder a questão de Pilatos antes da formulação de sua pergunta. De fato, a verdade é o próprio Jesus que, fazendo-se homem, dá à humanidade a chance de retomar a dignidade que lhe é própria e estar bem perto de seu Criador, como Ele mesmo nos diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). A verdade é o discurso de Jesus em toda a Sua jornada pelo mundo, que Ele não cansa de proclamar e pela qual deu a Sua vida. A verdade é, ainda, o fruto do Espírito Santo concedido aos apóstolos no início da Igreja, como forma de exortá-los a abraçar os caminhos da Nova Aliança. “Ele é o Espírito da Verdade, que o mundo não pode acolher, porque não o vê, nem o conhece” (Jo 14, 17). O silêncio de Jesus ante a pergunta de Pilatos parece indicar a eloqüência da mentira que ronda o mundo e que teima em calar as verdades eternas que Deus coloca no mundo através de Seu Filho Divino. Jesus se cala porque o mundo, mesmo ansioso pela Verdade, escolhe as verdades que lhe convém, da forma que mais lhe agrada. Só que o silêncio de Jesus é mais penetrante do que as mil palavras de que o homem se utiliza para tentar se convencer das mentiras que prega; seu silêncio anuncia o modo como Deus age no profundo do coração do homem, tentando calar-lhe para em seguida realizar a sua obra de amor.&lt;br /&gt;O Catecismo da Igreja Católica nos diz que “o homem tende naturalmente para a verdade. É obrigado a honrá-la e testemunhá-la” (CIC 2467). Deus, desde a criação do homem, infundiu em seu coração o gérmen da verdade, a fim de se orientar diante de sua própria incoerência e desorientação. Ao cristão cabe dar este testemunho da verdade de Cristo (e que é o próprio, frise-se) como exigência própria da sua condição – “Ai de mim se eu não evangelizar!”, é o que nos diz São Paulo na primeira Carta aos Coríntios. São João arremata: “Porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou” (I Jo 1, 2). O próprio Jesus não se calou ante a cegueira do mundo, dando a vida para tornar realidade o que pregou, a fim de transformar o coração dos homens e de atestar a sabedoria de Deus. Agindo no escondimento da fé, os cristãos de hoje também não devem se calar, assumindo para si a tarefa de levar a verdade a quem que seja, alicerçada, evidentemente, na coerência de vida e de atitudes: “A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, guardando-se da duplicidade, da simulação e da hipocrisia” (CIC 2469).&lt;br /&gt;No coração do jovem, deve arder ainda mais a verdade de Cristo para que ele não se deixe entregar às más inclinações de seu coração e às cadeias de pecado que o mundo lhe oferta de maneira insistente e incisiva. O Catecismo nos diz que “o discípulo de Cristo aceita ‘viver na verdade’, isto é, na simplicidade de uma vida conforme o exemplo do Senhor, permanecendo em sua Verdade” (CIC 2470). A juventude pode e deve ser vivida em Deus, alicerçada em Cristo que é a verdadeira alegria para nós. Isso pode atestado na vida de jovens santos que se doaram inteiramente à vida em Deus, como Santa Teresinha do Menino Jesus e São Domingos Sávio.&lt;br /&gt;Mesmo que o mundo grite mais alto e se recuse a escutar a palavra de Deus, ainda temos o silêncio que, ofertado para Deus, produz muito fruto no coração daqueles que desconhecem a Graça. Seja de que maneira for o mundo de hoje precisa saber que há uma Verdade, e que ela é Vida e Caminho de amor para aqueles que a acolhem em seu coração. Uma Verdade que, mesmo escondida no exemplo de tantos e tantos cristãos, é certeira em revelar a grandeza do amor de Deus em nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Cristo ante Pilatos. Óleo sobre tabla. Pilatos sentado en trono y lavandose las manos, acompañado y asistido de otros tres personajes, a la izquierda: ante él , a la derecha, grupo numeroso de sayones que entran desde puerta al fondo trayendo a Jesus maniatado. Dimensiones: 370 por 260 mm. OBSERVACIONES: Engatillada y restaurada. Catálogo nº 796. Foto Gudiol, 14.520. (CAMPS CAZORLA, Emilio 1949-1950) . &lt;a href="http://www.flg.es"&gt;www.flg.es&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115160796353440714?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115160796353440714/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115160796353440714&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160796353440714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160796353440714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/06/o-que-verdade.html' title='O QUE É A VERDADE?'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115160764455605032</id><published>2006-06-29T11:59:00.000-07:00</published><updated>2006-10-25T06:50:10.213-07:00</updated><title type='text'>AMAR SE APRENDE AMANDO</title><content type='html'>&lt;a href="http://oqueamor.blogs.sapo.pt/arquivo/together.jpeg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://oqueamor.blogs.sapo.pt/arquivo/together.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oqueamor.blogs.sapo.pt/arquivo/together.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oqueamor.blogs.sapo.pt/arquivo/together.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se colhêssemos o verbo amar analisando-o somente gramaticalmente, veríamos que se trata, obviamente, de um verbo transitivo direito. Quem ama, ama alguém ou alguma coisa. É, portanto, verbo que exige um objeto, um motivo, uma causa que lhe dê razão e lhe dê sentido de existência. Não existe sem este complemento, pois, do contrário, estaria fadado à inutilidade. Não somente na frase ou no discurso o verbo amar carece desse algo mais que o justifica Também nas nossas vidas e no nosso coração esta verdade é plena de significado, haja vista que, ao conjugá-lo sem essa razão que lhe dá alicerce, o nosso aprendizado afetivo não existiria. Cristãos zelosos que muitas vezes achamos que somos, somos levados a exercer o nosso amor tendo em vista o objeto essencial da nossa vida: o próprio Cristo ressuscitado, que já na sua cruz havia atestado, sob a sua dor e sofrimento, que era a humanidade pecadora e algemada pela maldade o objeto primordial de Sua paixão. Levando-se em conta essa conclusão, ao colocarmos Cristo como meta de nosso amor, estaríamos selando essa obra que, afinal de contas, é a razão de ser de toda a criação operada por Deus. Seria perfeito e lucraríamos o Céu se atingíssemos esse objetivo. No entanto...&lt;br /&gt;Falar de amor, hoje, é uma facilidade sem tamanho. Virou rima pobre de música, discurso barato na azaração dos jovens e desculpa para crimes e barbaridades; enfim, perdeu quase que completamente a excelência dada por Jesus em Sua vida. Depois de milênios quebrando a cabeça ao tentar se abrir em direção aos outros e a Deus, o homem parece ainda infantil ao definir o significado pleno do ato de amar na sua existência. E, como o significado exato lhe escapa pela sua teimosia em não escutar a Deus que mora em si, ele vai chamando de amor qualquer coisa que se assemelhe a este sentimento, segundo seu juízo ferido e perdido.&lt;br /&gt;É interessante como, na boca de Cristo, a palavra amor ganha um significado intenso e simples. Ele ordena: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei! Ninguém tem mais amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros!” (Jo 14, 12-17). Nota-se que é uma exortação, uma necessidade, um pressuposto lógico para se obter a tão desejada salvação. Não há caminhos miraculosos ou misteriosos para se chegar à Graça – o amor consegue ser, ao mesmo tempo, causa e conseqüência, ação e reação, contração e distensão. Para o homem, porém, o amor é o pior dos caminhos, a mais falha, decadente e sem-graça das suas aspirações, porque ele não busca atar esse elo com Deus (e, é claro, consigo mesmo). Ele busca ater-se ao seu egoísmo, à sua humanidade, tentando assim vivenciar uma mudança de vida a partir de suas próprias forças, falhas e poucas. Amar torna-se um fardo, um peso, porque é verbo que pede como objeto, além de próprio amante, o amado, que é sua razão de ser...&lt;br /&gt;Segundo Dom Amaury Castanho, “(...) é fácil perceber, no conjunto da mensagem do Nazareno, que o Reino de Deus se caracteriza pelo amor e a justiça, a pobreza e a paz, a graça divina, a verdade e a simplicidade”. O amor é a substância do Céu. Aliás, o amor é a essência de Deus, e ele torna-se “preso” à ela quando nos elege como objeto de seu amor, posto que ele só sabe amar, na infinitude de si. Essa “prisão” é, para nós, o verdadeiro significado da liberdade, mas não a buscamos porque nos prendemos ao pecado que há em nós, trazido como herança pela desobediência primeira da humanidade, que quebrou, no início da criação, esse elo com Deus, que é aliança de amor e a própria história da salvação de todos nós.&lt;br /&gt;O ato de amor deve concluir-se com total perfeição, a fim de conseguirmos a eternidade. Exige-se, pois, um sujeito, um verbo e um seu objeto para que, unidos entre si, perfaçam o sentido da caridade que Cristo legou em Sua Palavra. Um sujeito que, livre e espontaneamente, almeja agir para obter o amor; um verbo que, em si, já expressa esse desejo de buscar o outro para atingir o seu pleno significado; e, por fim, um objeto que deseja receber esse amor para, respeitada a aliança, devolvê-lo em maior magnitude. O verbo a escolher é o amor. Nós, então, devemos ser este sujeito de amor e Deus deve ser objeto da nossa ação, haja vista que Ele, na nossa vida, já conjugou, antes e infinitamente, o verbo amar em nós e na nossa existência...&lt;br /&gt;Os santos souberam escolher o objeto de seu amor e, por isso, gozam do Céu. Entre eles, descata-se sua Rainha, Maria, Mãe Santíssima de Jesus, que fez do seu “sim” sinal claro de sua opção pelo amor maduro e desmedido, impulsionado pela grandeza de Deus que abraça sua pequenez (cf. Lc 1, 38). Ninguém amou como ela o Verbo Amor de Deus, guardando-o em seu seio e conduzindo-o com sua maternal afeição. Ela soube descobrir o segredo e o mistério de amar, fazendo a simples escolha pelo amor, sem grandes ambições e sem se apegar a si mesma e à sua humanidade. De Maria, aprendemos o amar que é ação de Cristo, substância e essência de Deus. Amar na coragem e na ousadia que quem já se sabe objeto especial desse Amor...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30450964-115160764455605032?l=marana-tha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marana-tha.blogspot.com/feeds/115160764455605032/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30450964&amp;postID=115160764455605032&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160764455605032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30450964/posts/default/115160764455605032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marana-tha.blogspot.com/2006/06/amar-se-aprende-amando.html' title='AMAR SE APRENDE AMANDO'/><author><name>Breno Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08846201461231643245</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/--DyGTZR0iu0/TeK2pJBZpqI/AAAAAAAAAEc/ijJOCRygW3g/s220/fc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30450964.post-115160748910930583</id><published>2006-06-29T11:56:00.000-07:00</published><updated>2006-06-29T12:03:20.216-07:00</updated><title type='text'>O ESSENCIAL É</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;“(...) E [o principezinho] voltou, então, à raposa:&lt;br /&gt;- Adeus, disse ele...&lt;br /&gt;- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.&lt;br /&gt;- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(SAINT-EXUPÉRY, Antoine. O Pequeno Príncipe. Tradução de D. Marcos Barbosa, 18. ed., 1975. p. 74)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes clássicos da literatura infantil mundial, O pequeno príncipe, escrito pelo aviador e combatente francês Antoine de Saint-Exupéry em fins da II Guerra Mundial, narra a história de um menino singular, portador de uma mensagem reveladora e envolvente. Morador de um minúsculo planeta chamado B-612, o jovem príncipe decide deixar sua casa em busca de amigos, de pessoas que pudessem suplantar sua solidão e a indiferença com que era tratado pela rosa vermelha, sua única companhia, cuja semente fora trazida pelo vento e germinara no seu astro. O livro percorre o itinerário dessa criança pelos planetas do firmamento, em busca do verdadeiro afeto e daquilo que ele considerava o essencial em sua vida – o amor, que viria a complementá-lo em plenitude e o permitiria viver a maravilhosa essência da comunhão. O significado do amor, travestido na experiência concreta da amizade, só seria descoberto pelo principezinho quando do encontro com a raposa no deserto, já aqui na Terra, a qual lhe revelaria seu segredo mais valioso: “só se vê bem com o coração”.&lt;br /&gt;O livro é, em boa medida, não só fonte de riquezas para as crianças, mas para todos os que se dispuserem a desvendá-lo com um olhar mais atento. Os ensinamentos que ele revela são úteis, por exemplo, para o aconselhamento de tantos jovens que, hoje, apresentam inúmeras feridas na sua afetividade e mostram-se incapazes de assimilar a essência da caridade, fruto do encontro pessoal com Deus e com os irmãos. A raposa do livro nos fala de algo que nos é essencial, de uma descoberta que só pode ser feita pela voz do coração. Os nossos olhos não nos são necessários para enxergar essa verdade tão plena e rica de sugestões; apenas com a nossa entrega pessoal é possível desvendar esse algo que é tão caro a nós e que nos preenche por completo. O que é, afinal, essencial para nós, jovens de hoje?&lt;br /&gt;A virtude do amor é, hoje, afastada de seu significado primordial, que nos foi revelado por Cristo na Cruz – o próprio exemplo de Seu esvaziamento, preenchendo-nos com a plenitude da caridade divina. Os jovens, ao contrário, aprendem, a cada dia, a mascarar o verdadeiro valor do amor por sinônimos que lhe retiram sua verdadeira razão de ser. A afetividade vivenciada pela juventude é profundamente marcada pelo materialismo, pela busca cega dos prazeres que apenas amenizam o profundo vazio deixado no coração pelos modismos. Os adolescentes afastam-se de sua vocação primeira – a vivência plena da afetividade e da sexualidade – em troca do gozo fácil e rápido proporcionado pela prática dos relacionamentos feridos, da masturbação, do sexo prematuro e das “ficadas”. O amor é desprezado; em seu lugar, entram as relações marcadas pelo descartável, pelo transitório, nas quais os jovens assimilam que a vivência afetiva é empecilho da felicidade tão almejada, a ser atingida pelo status e pela falsa liberdade.&lt;br /&gt;A vivência espiritual é igualmente desprezada pelos jovens. Acostumando-se com os paliativos, os jovens esquecem o fundamental preceito do amor, enviado a nós por Deus, que é amor (cf. 1 Jo 4, 16). Jesus, que veio ao mundo para testemunhar o Pai de Amor, vivencia na própria carne a excelência da caridade, repassando à Igreja o fruto maior de Sua doação: a Eucaristia. Mergulhando no Corpo e Sangue de Jesus, aprendemos a ser amados e amantes, libertando-nos do pecado e aprofundando-nos no oceano infinito da misericórdia de Deus. Maria Santíssima, os apóstolos e os santos aprenderam a confiar amorosamente na ação salvífica da Trindade em suas vidas, pela vivência concreta do amor a Deus e ao próximo. O Papa Bento XVI, em sua encíclica Deus é amor, ensina-nos que a unificação do homem com Deus “não é confundir-se, um afundar no oceano anônimo do Divino; é unidade que cria amor, na qual ambos – Deus e o homem – permanecem eles mesmos mas tornando-se plenamente uma coisa só”. O jovem, desejando auto-afirmar-se, afasta-se de Deus em sinal de revolta e indignação; este afastamento acaba por descaracterizá-lo, retirar-lhe a personalidade. Somente em Deus é que o jovem descobre a verdadeira identidade e, conseqüentemente, a própria razão de sua existência, o que lhe suscita o amor. Nesse sentido, Santa Teresa de Lisieux afirma: “Com amor, não caminho apenas, ponho-me a voar...”.&lt;br /&gt;A lição da raposa é um eco daquilo que o próprio Deus vem revelando ao homem na história da salvação. E que vem repetindo, hoje, no coração dos jovens desorientados e servos da alienação: “O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor olha o coração” (1Sm 16,7b). O Pai Eterno, que criou o universo inteiro com perfeição e ternura, escolheu o minúsculo cora
